<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805</id><updated>2011-12-24T18:05:16.083-02:00</updated><title type='text'>Blogue Wellington Fontes Menezes</title><subtitle type='html'>Relação de análises sobre temáticas contemporâneas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-1341244497728721512</id><published>2011-12-20T04:51:00.000-02:00</published><updated>2011-12-20T04:51:40.646-02:00</updated><title type='text'>Artigo publicado na Revista LEVS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TS_zQM3guMg/TvAvklz3NaI/AAAAAAAACCU/Nwe0AtQeCUE/s1600/penitenciaria.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://1.bp.blogspot.com/-TS_zQM3guMg/TvAvklz3NaI/AAAAAAAACCU/Nwe0AtQeCUE/s320/penitenciaria.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito a oportunidade para comunicar que meu artigo intitulado “VIOLÊNCIA, PUNIÇÃO E OS DILEMAS DA RESSOCIALIZAÇÃO: UMA ANÁLISE DO SISTEMA PENITENCIÁRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO (2000-2010)” foi publicado no novo número da &lt;b&gt;Revista do Laboratório de Estudos da Violência e Segurança, LEVS No.&amp;nbsp; 8 (2011)&lt;/b&gt;, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Marília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem tiver maior interesse, acesse o link da revista LEVS com livre acesso ao download do artigo completo: &lt;a href="http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/levs/issue/current%20%20" target="_blank"&gt;http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/levs/issue/current  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VIOLÊNCIA, PUNIÇÃO E OS DILEMAS DA RESSOCIALIZAÇÃO: UMA ANÁLISE DO SISTEMA PENITENCIÁRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO (2000-2010)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wellington Fontes MENEZES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão das formas de punição para aqueles que cometem delitos é ainda um grande desafio para uma sociedade que busca impor seu conjunto de regras sociais aos seus indivíduos. Violência e pobreza são fenômenos sociais complexos e não-excludentes, mas não são dependentes. A construção uma gigantesca e perdulária maquinaria carcerária vêm se mostrando limitada e se observa apenas uma preocupação com a arquitetura do cumprimento da punição ao invés de uma ênfase substancial na difícil promoção da ressocialização do encarcerado. A partir do entendimento que a violência vem se transformando ao longo da história e observando os dilemas do mundo da prisão, o presente trabalho tem como objetivo apresentar um breve panorama da situação do sistema penitenciário do Estado de São Paulo (2000-2010) e como o Poder Público vem tratando a temática da questão prisional. A importância com a comparação da realidade do cenário prisional nacional se fez necessária para contribuir no estudo do sistema penitenciário de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acesso: &lt;a href="http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/levs/article/view/1654" target="_blank"&gt;http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/levs/article/view/1654&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-1341244497728721512?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/1341244497728721512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/12/artigo-publicado-na-revista-levs.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/1341244497728721512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/1341244497728721512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/12/artigo-publicado-na-revista-levs.html' title='Artigo publicado na Revista LEVS'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-TS_zQM3guMg/TvAvklz3NaI/AAAAAAAACCU/Nwe0AtQeCUE/s72-c/penitenciaria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-7587502057958278127</id><published>2011-11-15T07:55:00.001-02:00</published><updated>2011-11-16T17:53:16.602-02:00</updated><title type='text'>USP e Polícia Militar: Entre a histeria e o populismo acadêmico</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--GVL2t8ZU7Y/TsI3xQK-YuI/AAAAAAAACCM/-QyuOUfBlZE/s1600/111031_protesto_usp_f_021.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="167" src="http://4.bp.blogspot.com/--GVL2t8ZU7Y/TsI3xQK-YuI/AAAAAAAACCM/-QyuOUfBlZE/s320/111031_protesto_usp_f_021.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;1.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ares do populismo acadêmico.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;O fenômeno do “populismo", em linhas bem gerais, consistiu num termo utilizado para o movimento político que surgiu com a urbanização e industrialização no Brasil a partir dos anos 1930, e teve a figura de Getúlio Vargas como o maior expoente desta natureza no país. O populismo é calcado em promessas de um líder carismático, desvencilhado do partidarismo ou corporações e que procurou criar um vínculo emocional e empatia com as classes médias, e também as classes famélicas e carentes em troca de apoio político e legitimidade para assumir um dado governo ou garantir plenos poderes. O termo está longe de ter um consenso, e ademais, o populismo também se alastrou pela América Latina com variados espectros do posicionamento ideológico que vai da direita até a esquerda, dependendo do momento particularmente histórico. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;No clamor dos fatos e do deserto que se transformou o olhar crítico da realidade, o populismo ainda resiste ao tempo e opera de diversas formas. Ultimamente reacendeu sua vulgata menos explícita: o populismo acadêmico. De um ponto de vista da constituição da Esquerda e das possibilidades de ser reinventada como real alternativa ao neoliberalismo, atualmente, praticar o populismo acadêmico parece ser mais fácil e, paradoxalmente, permite dar margem ao rolo compressor aos donos do poder do momento. Difícil realmente é propor saídas factíveis que possam renovar o pensamento de Esquerda como projeto viável para as graves complexidades do mundo sem recair nos bolores de um esquerdismo de boutique infantilizado e fossilizado. Entre o discurso histérico, birrento e midiático, assistimos ultimamente a uma enxurrada de chavões e bobagens desconexas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;2.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A soberba de Pilatos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Voltemos ao caso da polêmica uspiana do momento. A cidade universitária da Universidade de São Paulo (USP), situada no campus do Butantã, zona oeste de São Paulo, é um caso singular pela sua grande dimensão territorial e dinâmica interna com seus institutos e faculdades e milhares de alunos, professores e funcionários. A USP tem um orçamento anual em torno de R$ 2,8 bilhões de reais, parcela de 5,02% do ICMS de São Paulo, maior do que a soma das outras duas universidades estaduais UNESP e UNICAMP e mais que o dobro do que muitas cidades que são capitais de Estado, por exemplo, a cidade de Aracaju, capital do Estado de Sergipe, que tem um orçamento anual em torno de R$ 1 bilhão de reais. Com o tempo, devido as suas grandes dimensões, a cidade universitária tem tido problemas como qualquer outro aglomerado urbano, como é o caso da violência banal e cotidiana dentro do campus. E por meio de um estatuto que vigora deste o tempo da ditadura militar (1964-1985), não é permitido que a polícia atue dentro do seu campus. Entre discutir se ainda é um avanço ou retrocesso a manutenção desta regulamentação, é importante refletir a realidade do mundo atual. Fazer a crítica sobre a atuação da polícia militar no episódio da invasão de alguns alunos à reitoria se faz necessário. Apesar de gozar de um orçamento gigantesco, parece que o mais difícil para a universidade, propor políticas efetivas de segurança pública para seu interior. A crítica que se faz não é pelo tamanho do orçamento, sempre necessário para sua importância, mas o estranhamento de suas várias omissões perante muitos fatos. A falta de transparência e democracia interna na USP é tão verdadeira que reflete na escolha indireta dos diretores de institutos e faculdades e da própria figura do reitor. As demais universidades públicas seguem a mesma ladeira da burocracia e do engessamento universitário.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Outra questão que é “cara” dentro dos pilares universitários é a omissão sobre circulação de drogas. Sempre tratadas com vistas grossas ou simplesmente um assunto insignificante, tolerante ou “temática reacionária”. Dentro de tantas retóricas que pairam dos debates universitários, muitas vezes tão estéreis quanto esperar germinar sementes no deserto do Saara, uma delas é deixar o narcotráfico adentrar em suas estruturas e tudo ser tratada como “uma coisa menor”. Além do sorvedouro de drogas ilícitas, é muito usual (praticamente obrigatório!) que as festas sejam regadas com muito álcool e nas várias “baladas” pueris patrocinadas pelos alunos dentro do campus. Tudo dentro da mais cândida normalidade! Claro, que quem se aventura a adentrar na crítica deste submundo acadêmico corre o risco de ser literalmente apedrejado pelos “heróis da resistência” com coloração infanto-esquerdóide. Longe de fazer um discurso moralista, a questão é que tipo de “socialização” se faz dentro do espaço público universitário: “beber, cair e levantar”? Novamente, a universidade finge que nada ocorre e sequer uma campanha de conscientização mais efetiva para os mais jovens sobre álcool e drogas é realizado em seu campus, ou seja, se “naturalizou” a embriaguez social. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Na estética da violência, politicamente foi um desgaste desnecessário o deslocamento da Tropa de Choque da Polícia Militar para o campus, independente de se apoiar ou não a invasão atabalhoada de alguns alunos na reitoria da universidade. Sendo assim, apesar do tom oficial de que a polícia estivesse “cumprindo o seu dever”, notou-se num exagero policialesco que apenas alimentou o lado tragicômico do “revolucionarismo de boutique”. Por outro lado, somente a cegueira infanto-esquerdóide não percebeu o desgaste que deu para universidade perante a opinião pública com cenas bisonhas e surreais de alunos encapuzados praticando vandalismo explícito no patrimônio público da universidade e, não-raro, com mensagens sugestivas e irresponsáveis sobre propaganda de drogas. É bom salientar, que para muitos que adentram na festa do “oba-oba”, é bem mais importante a preocupação com uma “messiânica revolução” do que com o resto da sociedade. Pouco adianta dizer que foi “culpa das imagens feitas pela imprensa”, mesmo porque quem conhece os intestinos do tal “movimento estudantil” sabe que infelizmente muitas de suas ações são movidas a politicagem parasitária. Aliás, como qualquer outra organização refém da lobotomia política e sujeitas a erros e acertos, desentendimentos e fracionamentos. É fundamental a defesa da universidade pública, gratuita e incorporada de qualidade. Todavia os excessos e desvirtuamento desta proposta se tornam de difícil sustentação. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;No episódio da invasão da reitoria da USP, a crítica não se manifestou claramente pela defesa da liberdade de expressão e do ensino público, mas de uma suposta “liberdade” que alguns acreditam ter diante do gozo de privilégios. É importante salientar, que diante das cenas patéticas do teatro da invasão da reitoria, se houve excessos da polícia contra os "infanto-revolucionários", ou seja, os mais novos “presos políticos” do país, tem que ser apurado com rigor como qualquer excesso da força pública. Por outro lado torna quase risível é inverossímil o discurso acalorado e populista do “retorno da ditadura" e o "viva os presos políticos!" cujas argumentações beiram a infantilidade, oportunismo político ou a simples má-fé. Na comédia dos erros uspianos, o saldo é negativo para todos os lados e igualmente toda a sociedade perde com cenas deprimentes, midiáticas e desnecessárias.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;A bacia de Pôncio Pilatos não cabe dentro de uma universidade que se vangloria de ser a vanguarda do conhecimento. Reiterando, ninguém em sã consciência quer uma polícia fascistóide, agressiva, despreparada e truculenta, mas não basta fechar os olhos para as questões gritantes da sociedade. Dito de outra maneira, é muito cômodo posar de “pobre coitado” pequeno-burguês, uma “vítima do sistema” desfilando com roupas de grife. Difícil é passar mais de duas horas de translado em transporte público superlotado com exíguos recursos econômicos nos bolsos. Pior ainda é gerar uma antipatia generalizada perante a opinião pública com reivindicações que não refletem o momento histórico e não primam pelo bom senso. Nem tudo que reluz é realmente o que parece ser...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;3.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O dúbio discurso.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;A questão que se torna pertinente é se a sociedade quer realmente uma polícia honesta e eficiente. O país do jeitinho brasileiro, da “carteirada” (bem ao estilo: “Você sabe com quem está falando?”), jovens que se aproveitam da condição de “universitários” para burlar regras e permanecerem impunes, as típicas rodinhas entre amigos que puxam sorridentes um “inocente baseadinho” ou perfilam uma “carreirinha social”, sem falar das mazelas da classe política e do banditismo dos alcoólatras ao volante que ajudaram a matar quase 40 mil brasileiros no asfalto somente no ano de 2010. A lista é extensa e igualmente bárbara. A democracia brasileira parece estar mais fadada a ser um amontoado de favorecimentos que apenas nutrem privilégios setoriais e classistas de distinta natureza. Enquanto corre o discurso da falácia democrática, surge a pergunta inevitável: quem quer perder privilégios oportunistas? Enquanto a retórica da “volta da ditadura” vigora na cabeça de alguns saudosistas, é importante lembrar que um novo modelo de segurança pública é tão importante quanto novos modelos para as demais áreas da vida social. É fácil tecer criticas do alto do Olimpo, o difícil mesmo é propor soluções para a vida terrena. Infelizmente, o que se vê é um deserto de retóricas rocambolescas que pouco colabora em subsídios para construir minimamente modelos alternativos.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;A patológica crise na Educação,em particular na Educação Básica, assim como em todos os setores sociais, é severamente preocupante e vem sendo tratada como uma "coisa menor" pelas políticas mercantis neoliberais. Todavia, tratar segurança pública como apenas "coisa da ditadura" é ficar preso ao retrovisor do tempo sem buscar alternativas para a violência cotidiana que muito em parte é gerada pelo tráfico de drogas (tão amplamente defendido pelos seus adeptos com grande número de consumidores e simpatizantes universitários que o faz em espaço público).&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Falar em autonomia universitária é fácil, difícil é fazer com que algumas universidades desçam do cômodo pedestal com seus debates estéreis e se misturarem com a realidade. Se a USP é exemplar com seus centros de excelência, também é exemplar com seus muros, sua burocracia e ares de Olimpo. Fácil é desfilar pelo campus com seus carros e carrões. E se alguma coisa acontecer ao patrimônio material, os mesmos que não querem nenhum tipo de segurança pública no campus vão querer imediatamente a intervenção da Presidência da República! (E ai se a polícia não solucionar o problema!...) &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Quem disse que alguns iluminados do “movimento estudantil” são os detentores do monopólio da vanguarda e da razão suprema por serem simplesmente “jovens universitários”? E quem disse que temos uma polícia totalmente preparada para atender a população sem excessos, sem agressividade gratuita e com dignidade? É preciso avançar em busca de soluções e a autocrítica merece sempre ser motivo de consideração. Ademais, preocupante ainda é a própria universidade recorrer a velhos hábitos e não buscar propor modelos alternativos para problemas que estão debaixo do seu nariz. Nunca é demais dizer que se alguns sectários do movimento estudantil com suas prosopopéias iluminadas querem mimetizar alguma coisa mais substancial, que se inspirem nas reivindicações dos estudantes chilenos e ingleses que há semanas vem brigando por melhores condições na Educação nos seus respectivos países. A oxigenação é sempre muito importante para o corpo e a mente. As lutas sociais não podem ser banalizadas e merecem ser respeitadas com causas mais dignas, nobres e sem ficar choramingando privilégios irreais. Cabe ainda à universidade desvencilhar-se da política do avestruz, destronar Pilatos e o populismo imediatista e refletir seu papel e sua contribuição perante a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-7587502057958278127?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/7587502057958278127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/11/usp-e-policia-militar-entre-histeria-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/7587502057958278127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/7587502057958278127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/11/usp-e-policia-militar-entre-histeria-e.html' title='USP e Polícia Militar: Entre a histeria e o populismo acadêmico'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--GVL2t8ZU7Y/TsI3xQK-YuI/AAAAAAAACCM/-QyuOUfBlZE/s72-c/111031_protesto_usp_f_021.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-847023867977042292</id><published>2011-10-28T10:02:00.001-02:00</published><updated>2011-10-28T13:07:07.244-02:00</updated><title type='text'>Muita fumaça e pouca realidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SjToFPVcVqY/TqqXvuj7UHI/AAAAAAAACBg/gv6YJXt5rNs/s1600/fflch-maconha.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://3.bp.blogspot.com/-SjToFPVcVqY/TqqXvuj7UHI/AAAAAAAACBg/gv6YJXt5rNs/s320/fflch-maconha.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace; font-size: small;"&gt;(Cena surreal: Na foto, alunos encapuzados montando barricadas nas aproximidades do prédio da FFLCH. Tudo em nome da maconha?. - 27.out.2011. &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/998030-alunos-entram-em-confronto-com-policiais-em-campus-da-usp.shtml"&gt;Folha&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Notícias da imprensa destacam que nesta última noite, 27 de outubro, ao menos cem estudantes ocuparam o prédio da administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP (Universidade de São Paulo), após confronto com a polícia. Interessante notar que nossos “bravos” colegas uspianos, alguns estranhamente encapuzados, que participaram do protesto e quebradeira do patrimônio público tinham como objetivo defender três colegas que foram pegos pela Polícia Militar no campus da USP fumando maconha. Coisas típicas da adolescência tardia com carteirinha universitária e livre acesso a drogas em nome de uma suposta auto-afirmação existencial. Ademais, a solidariedade estudantil expandiu o ato para&amp;nbsp; um “repúdio” da presença da Polícia Militar dentro do campus. Algo bem surreal para a sociologia da vitimização que tomou conta de muito dos atuais debates a respeito da sociedade contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que vale lá, nao vale cá.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem conhecem bem o paraíso livre do consumo de entorpecentes da USP, isto não causa menor surpresa. Curiosamente, muitos alunos que pregam a “igualdade democrática”, não aceitam que as leis da sociedade se apliquem ao paraíso do campus. Alunos consumindo maconha livremente e o bendito cheiro do mato queimado ecoando livremente pelos prédios, corredores e áreas arborizadas. Tudo de forma permissivamente impune numa suposta "vanguarda da modernidade” constituinte de um religioso uso de drogas com tatuagens adornando o corpo com metais anexos. O modelito perfeito para o kit-acadêmico pós-moderno! &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe da estética "fashion", fato pertinente são os centros acadêmicos (CA) que em tese deveriam zelar para defender os direitos dos alunos e da universidade. Porém suas áreas são impregnadas pelo cheiro e a livre circulação de drogas. No início dos anos 2000, período de minha gestão como diretor do Centro Acadêmico do Instituto de Física da USP (CEFISMA) era muito comum encontrar os alunos deitados nos sofás e fumando idilicamente no recinto fechado do CA. Na época, então diretores do CEFISMA, tentamos proibir (ou melhor, "minimizar") o fumo herbáceo dentro do espaço do nosso centro acadêmico, porém foi muito difícil “educar” um espaço onde um número significativo de alunos acham que suas vaidades pessoais eram mais importantes que os interesses coletivos. Vale ressaltar sobre a estranha dialética dos defensores de drogas. Qualquer coercitiva medida desta natureza era considerada “totalitária”, principalmente para os saudosistas de algum golpe militar latino-americano. De lá para cá, naturalmente, as coisas evoluíram tanto quanto o deslocamento da Lua sobre a Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;É importante destacar que não se trata de fazer policiamento dos atos privados de alunos. Mas ao utilizar o espaço público com um fumódromo de drogas à revelia ocorre numa imposição e constrangimento da vontade juvenil de uma minoria sobre o restante e maioritário número de não-usuários. Infelizmente, muitos dos que fazem um ácido discurso contra as “tiranias da direita” são os mesmos que impõem suas vontades de consumirem drogas e, por conseqüência, contribuirem diretamente para alimentar os tentáculos do narcotráfico. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fora de contexto. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se utilizar drogas nos anos 1960 e 1970 tinha um significado simbólico e mistificador de “transgressor” e “libertário”, hoje é importante destacar que não faz mais eco e algum sentido tal simbologia. Sem cair no debate do juízo de valor, independente de muitas vontades pessoais, o mundo muda padrões, ideologias e culturas ao longo do tempo. A questão das drogas se tornou parâmetro de duas esferas correlacionadas à saúde pública e também à questão de segurança pública. A suposta ingenuidade de um simples cigarrinho de maconha esconde toda uma indústria do crime globalizada onde impera a criminalidade, assassinatos e corrupção político-policial. O discursinho simplório da liberação de drogas é muito bonitinho e conveniente para os moradores da fina-flor da burguesia que podem pagar perdulários tratamentos de desintoxicação para seus mimados filhotes consumidores. Para o restante da população, em especial nas periferias dos grandes centros urbanos e cidades do interior, uma horda de usuários vivem perambulando pelas ruas como zumbis e que fazem qualquer coisa em troca de alguma pedra de crack ou um cigarrinho de marijuana. Pequenos assaltos, delitos e prostituição são também tentáculos de uma mesma cadeia da indústria das drogas (ilícitas ou não). &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que realmente causa repúdio é a cínica dialética entre querer que uma Polícia Militar paga com o erário público defenda os belos carrões que desfilam cotidianamente na USP, mas sem que isto interfira no tráfico de entorpecentes instalados no campus. No vazio psicanalítico das utopias presentes na Pós-Modernidade, qualquer transgressão se torna motivo atávico de produzir uma falsa guerrilha. O que se vê são as pérolas de alguns alunos que acham contribuir para a sociedade em nome da sua mais plena e arrogante causa narcisíca. Neste ínterim, ultimamente assistimos a privatização dos protestos narcísicos com um leque de supostas reivindicações que beiram o surrealismo. No caso dos protestos em favor das drogas, as redes de criminosos como o PCC e suas divisões agradecem aos fiéis e “esclarecidos” consumidores por lutarem pela resistência do impressionante e bilionário mercado de entorpecentes. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O blablablá de um falso debate.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do pseudo-debate, curiosamente quando a Política Militar arrebenta jovens pobres da periferia, a classe média paulistana com um sorriso fascistóide aplaude com fervor e pede mais punição severa aos “bandidos”. Todavia, quando jovens bem nutridos e muito bem vestidos com verniz universitária e uma grife da USP ou de alguma das co-irmãs estaduais são incomodados do deleite herbáceo, o caso toma uma dimensão para além dos muros universitários. Aliás, os muros da hipócrita conveniência que protegem justamente esta minoria de consumidores. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, temos de fato muita fumaça para pouca realidade. A retórica do debate das drogas se reduz ao sensacionalista do que uma discussão mais sincera. Naturalmente, é mais fácil fazer belos e eruditos discursos acadêmicos com verniz pseudo-esquerdista em favor dos vitimados usuários do que discutir seriamente e sem falsas retóricas sobre causas e conseqüências da questão das drogas no Brasil. Se por um lado, o usuário de entorpecentes é supostamente uma vitima, de outro lado, igualmentemente vítima é o não-usuário. A sociedade brasileira, em particular, o povo de São Paulo, merece muito mais respeito com o dinheiro público que investe na educação superior e onde uma minoria acredita que o espaço da coisa pública é extensão da bancada do quarto para puxar uma fileirinha ou acender uma erva danada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Tantas são as questões a serem trabalhadas e refletidas para uma sociedade mais digna, justa e igualitária. Precisamos debater e contribuir com outros paradigmas para o mundo e não ficar puxando fumo em questões viciadas, irrelevantes e estéreis para a sociedade. A universidade pública historicamente deverá seguir com seu compromisso com a sociedade no que se refere a produção e socialização do conhecimento, a formação e o desenvolvimento do país.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-847023867977042292?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/847023867977042292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/10/muita-fumaca-e-pouca-realidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/847023867977042292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/847023867977042292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/10/muita-fumaca-e-pouca-realidade.html' title='Muita fumaça e pouca realidade'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-SjToFPVcVqY/TqqXvuj7UHI/AAAAAAAACBg/gv6YJXt5rNs/s72-c/fflch-maconha.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-7112224069554334548</id><published>2011-10-24T10:00:00.001-02:00</published><updated>2011-10-24T12:24:18.183-02:00</updated><title type='text'>“Roubado é mais gostoso”: Itaquera e a Copa dos Bons Amigos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YeC_RxIKHB8/TqVSEUQftBI/AAAAAAAACBY/bbcSKbSAklo/s1600/Foto-0009.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-YeC_RxIKHB8/TqVSEUQftBI/AAAAAAAACBY/bbcSKbSAklo/s320/Foto-0009.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small;"&gt;(Passageiros na plataforma da Estação Corinthians-Itaquera aguardando embarque no metrô e ao fundo as instalações do futuro estádio da Odebrecht. &lt;i&gt;Foto do autor&lt;/i&gt;.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: red;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;1.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;A farra com o erário&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;O espetáculo perdulário da promoção da Copa do Mundo no Brasil beira a completa barbárie. Na última quinta-feira, 20 de outubro, uma verdadeira carreata do oportunismo político ocupou o terreno baldio ao lado da Estação Itaquera do metrô. Como se fosse para bater uma “pelada” a “rapaziada” se animou tanto que inclusive estava presente o ex-craque do futebol nacional, o neocorintiano Ronaldo Nazário, que é o atual fenômeno dos bastidores da publicidade esportiva e contratos obscuros. Talvez faltasse um colorido mais popular a confraternização tais umas cervejinhas, além da carne de felino para queimar no carvão. Sem uma batucada mais estridente, o principal motivo da Copa em São Paulo já tinha sido acertado bem antecipadamente: se não deu pagode, dará muito lucro aos seus organizadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;A várzea é aqui. A caravana foi politiqueiramente grande: a cúpula dirigente do clube do Corinthians acompanhada do tucano governador Alckmin, “apartidário”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; o prefeito &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; Gilberto Kassab, representantes do Ministério dos Esportes, órgão mergulhado em denúncias de corrupção, além das mãos da parceria siamesa, &lt;b&gt;Confederação Brasileira de Futebol &lt;/b&gt;(CBF) e &lt;b&gt;Fédération Internationale de Football Association&lt;/b&gt; (FIFA). Muitos “companheiros” vieram ao bairro de Itaquera para representar a oficialização do teatro a respeito da “abertura” da Copa em São Paulo. Sem maiores cerimônias, o circo do terreno baldio se fez presente: gargalhadas de rapina, abraços, afagos, elogios acéfalos, ufanismo patético e cerca de um bilhão de reais do dinheiro público em jogo nas mãos da tal “iniciativa privada”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Ironicamente, bem do lado da estação Itaquera, num terreno mais abaixo, estão alojadas temporariamente as instalações de um circo. Sim, literalmente um circo, o “Circo Moscou”, mas sem as invejáveis atrações governamentais presentes acima, no terreno baldio da prefeitura doado para a construtora Odebrecht fabricar o tal estádio. No capitalismo parasitário dos bons amigos, doação de dinheiro público tem o singelo rótulo de “investimento”. E quem paga a conta de tanta rapina amizade? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Futebol é apenas um esporte, independente das paixões envolvendo sua cultura. Todavia, os interesses coletivos básicos da população não deveriam estar acima dos interesses político-econômicos privados? Redondo e cristalino engano! Importante salientar e pontuar a disparidade dos projetos de megaeventos de verniz turístico-eleitoreiro. Há poucos metros do futuro estádio da Odebrecht onde foi feito a celebração da farra com o erário, há uma ocupação localizadas nas terras que margeiam um córrego localizado na saída do Metrô Itaquera. Um pontual exemplo da carência estrutural que vive o bairro e esta observação merece maior desdobramento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: red;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;2.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Itaquera sem mistificação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Com uma população de cerca de 530 mil habitantes, formada por classes C e D, dados da subprefeitura de Itaquera, que compreende Cidade Líder, Itaquera, José Bonifácio e Parque do Carmo. Itaquera não tem a “gente diferenciada” da esterilizada Higienópolis e este bairro da Zona Leste e se limita apenas a ser mais um bairro-dormitório de classe trabalhadora como muitos outros da periferia paulistana. Entre os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e Afonso Penna, em Curitiba, não leva mais do que quarenta e cinco minutos de vôo, comparativamente a distância entre Itaquera até a região central da cidade de São Paulo é realizada em tediosas e exaustivas viagens que levam no mínimo uma hora de relógio (isto é, sem chuvas torrenciais), seja no trânsito engarrafado, seja no metrô superlotado. E quando chove, áreas de alagamento e bolsões de pobreza endêmica expõem a condição de carência crônica do bairro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;O terminal de ônibus localizado nas imediações do metro batizado oficialmente de “Estação Corinthians-Itaquera”, na verdade um complexo de transporte contendo metrôs, trens e ônibus e taxis. Após banir uma onda de camelôs que ocupava a estação, a administração do metro loteou a área em pequenas lojas de alvenaria e que aprofundou a canibalização comercial por pontos de vendas e degenerando qualquer suporte para ter uma boa logística de transporte para todos aqueles que chegam de metrô e precisam pegar ônibus e vans, ou vice-versa. Trocando em miúdos, com a concorrência do comércio local, o terminal de ônibus é uma preocupação secundária e os usuários são espremidos de forma humilhante e constrangedora entre as tendas comerciais e os ônibus e vans da SPTRANS, companhia da prefeitura que finge regular e fiscalizar o transporte público em São Paulo. Salvo os usuários que tem que utilizar pontos de ônibus que não tem cobertura sendo um transtorno adicional em períodos de chuva. O sofrimento do usuário é garantido com passagens a três reais para girar a catraca do ônibus e dois reais e noventa centavos para girar a catraca do metrô. Quem tiver o “bilhete único” consegue algum descontinho na empreitada. Os horários de pico é o verdadeiro Inferno de Dante para os usuários. Os gigantescos deslocamentos diários da população itaquerense até os locais de trabalho localizados nas regiões centrais da cidade forma um quadro macroscópico do descompasso pendular entre o mundo da vida privada e o mundo do trabalho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Para completar a paisagem das imediações do futurístico estádio que representará São Paulo na Copa do Mundo, após anos de indiferença do Poder Público, muitas famílias em situação de precariedade vêm se aglomerando e inflando uma favela nas imediações do terreno presente nas saídas do metro de Itaquera, na direção centro-bairro. Aliás, como se diz no jargão eufemístico do cínico politicamente correto neoliberal, entre um córrego transformado em esgoto a céu aberto, ratos, insetos e misérias infindáveis, muitas famílias em situação de precariedade vem se consolidando numa “comunidade”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Ademais, a região de Itaquera, entre outras carências, sofre com o déficit de hospitais públicos. O hospital de referência da região é o superlotado “Santa Marcelina” e sempre envolto com crises sucessivas no atendimento da imensa população que carece passar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Refletindo a retórica governamental sobre meio ambiente, vale à pena comentar mais um pequeno episódico detalhe de como o bairro de Itaquera é tratado pelo Poder Público. Após a desativação da antiga estação ferroviária de Itaquera, localizada no eixo centro do bairro, no início do ano, uma praça foi instalada em seu lugar. Cabe ressaltar que neste caso, o termo “praça” ou “parque” não passa de um sórdido termo eufemístico. Na realidade, se trata de uma área bisonhamente concretada, sem nenhuma preocupação paisagística, mal iluminada e com algumas pontuais e decorativas árvores solitárias. A tal “praça” ou “parque” é um lugar bizarro, precário e desalentador que mais se parece um cemitério de concreto para sedimentar lixo nuclear no coração de Itaquera. Naturalmente, é perceptível o tratamento diferenciado pelo Poder Público paulista nas diversos bairros de distintas economias locais da cidade de São Paulo. A administração do prefeito Kassab, vem se notabilizando em criar precários parques na cidade como os tais “parques lineares” que vem se espalhando pela zona leste da cidade. Em suma, uma verdadeira orquestração regida pela estupidez e o menosprezo com a população.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: red;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;3.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Futebol como retórica e o preço da Copa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;A cidade de São Paulo não precisa de mais estádios de futebol. De fato, carece de investimentos em infra-estrutura e organização para comportar eventos desta natureza. A questão da moradia popular é gritante e urge uma real política urbanística de ocupação do espaço público numa metrópole como São Paulo. Antes da vã euforia dos bajuladores do imediatismo irresponsável, não existe nenhuma correlação entre criar um estádio e desenvolvimento local sustentado. Aliás, o que vem se sustentando por todo o país é uma série de estádios de futebol com orçamentos superfaturados em nome da “Copa do Mundo”. Quase todos sem a menor coesão com a realidade local e que receberão seus respectivos&amp;nbsp; estádios. Tal como os novos que nasceram como velhos estádios, verdadeiros “elefantes brancos”, erguidos pela África do Sul que sediou o a Copa do Mundo de 2010, o estádio itaquerense da Odebrecht é um grande celeiro de desperdício bilionário de dinheiro público. Um exemplo de como o Poder Público relega os cidadãos a último plano e onde o poder econômico é a moeda de troca dos sórdidos interesses imediatistas, de várias estirpes: pessoais, políticos e econômicos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Antes que um iludido torcedor do time do Parque São Jorge se exalte e reverbere toda sua artilharia psicanalítica típica de que todos estão contra o seu "Timão”, é fundamental entender que o estádio oficialmente será da construtora e com administração compartilhada com o Sport Club Corinthians Paulista. De concreto mesmo é a doação de verbas públicas na construção de um estádio numa área sem infra-estrutura para um evento deste porte, exceto pela miragem publicitária do sucateado metrô. Somente com muito ufanismo e ilusão que o Poder Público poderá transformar o carente bairro de Itaquera com uma propagandeada logística de “Primeiro Mundo” num tempo hábil que possa abrigar razoavelmente os jogos em meados de 2014. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Para os que vivem no bairro, os sinais são claros que absolutamente nada de concreto é (ou será) feito na região. Como o capitalismo age como abutres na carne deteriorada, o que se tem observado na prática é uma absurda corrida especulativa para construção de imóveis domiciliares. Prédios de apartamentos com áreas diminutas e com preços exorbitantes para o padrão de renda da população, além de um acentuado aumento dos aluguéis, o que possivelmente empurrarão mais pessoas para o bairro e afastarão outras de menor poder aquisitivo para regiões anexa a Itaquera. Resultado previsível: o que estava complicado tenderá a se agravar com maior inchaço populacional e na exígua infra-estrutura do bairro de Itaquera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Vale como um salutar exemplo da fantástica máquina da corrupção e da demagogia política. Itaquera se transforma numa grande farsa dos bons amigos da Copa do Mundo. Na esteira da absoluta conivência das mazelas e corrupção desenfreada dos contratos, o futebol e a população são de longe as menores preocupações dos seus organizadores. O importante é aproveitar ao máximo a superboquinha que o evento trará aos irrequietos dedos e tentáculos da corrupção endêmica no Brasil e do capital externo. Como é possível que Ricardo Teixeira, o imperador perpétuo de uma entidade com a CBF, passe impune a todas as acusações de corrupção e continuar sendo intacto o principal gerente da organização brasileira da Copa de 2014? Por sua vez, até um patético “comunista” ministro dos esportes do Governo Federal é bombardeado por denuncias de corrupção é continua sendo mantido no cargo e tudo se passa como se nada tivesse acontecido. Seria mera coincidência o estreito e estranho laço entre o presidente do Corinthians, Andrés Sanches, chefe da delegação da Seleção Brasileira na Copa de 2010, e Ricardo Teixeira? Até mesmo, o técnico Mano Menezes, que saiu da direção do time do Parque São Jorge com apenas um título expressivo para clube corintiano e subitamente virou o atual técnico da Seleção Brasileira. Amizades tão frutíferas que o clube sempre lembrado por “não ter estádio”, caiu no colo do seu presidente Sanchez um estádio novinho em folha sem tirar um tostão dos cofres corintianos. Mera coincidência futebolística?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Diante do espetáculo de cinismo e corrupção, o que qualquer habitante de Itaquera realmente pressente é uma velha máxima que muitos torcedores do time do Parque São Jorge gostam de recitar provocando seus adversários quando o juiz tem um papel bem conveniente para o clube numa partida de futebol: “&lt;b&gt;Roubado é mais gostoso!&lt;/b&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-7112224069554334548?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/7112224069554334548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/10/roubado-e-mais-gostoso-itaquera-e-copa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/7112224069554334548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/7112224069554334548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/10/roubado-e-mais-gostoso-itaquera-e-copa.html' title='“Roubado é mais gostoso”: Itaquera e a Copa dos Bons Amigos'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YeC_RxIKHB8/TqVSEUQftBI/AAAAAAAACBY/bbcSKbSAklo/s72-c/Foto-0009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-7700402521828406144</id><published>2011-09-18T01:21:00.003-03:00</published><updated>2011-09-18T01:25:29.799-03:00</updated><title type='text'>O deserto de Itaquera</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-l3QScGZC1g8/TnVx-S3PiwI/AAAAAAAAB_8/vaguf70hwuU/s1600/Foto-0021.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-l3QScGZC1g8/TnVx-S3PiwI/AAAAAAAAB_8/vaguf70hwuU/s320/Foto-0021.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653550222262897410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(clique na imagem para ampliar, foto do autor do blog em 17.09.2011)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Faltando menos de mil dias do início da Copa do Mundo no Brasil, o suposto estádio que abrirá o evento se encontra representado na foto acima. O marco contador soa no mínimo patético e para não dizer uma afronta ao contribuinte.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Em pleno deserto e turbinado com um bilionário investimento de dinheiro público a ser derretido no "&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Itaquerão&lt;/span&gt;" que na pratica apenas beneficia de imediato a construtora transnacional Odebrecht, sempre presente na participação ativa de doações em campanhas eleitorais no Brasil e, em segundo plano, o clube do Corinthians.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Quando futebol e política se misturam no mesmo gramado, o resultado é a face mais vil da corrupção à brasileira.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-7700402521828406144?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/7700402521828406144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/09/o-deserto-de-itaquera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/7700402521828406144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/7700402521828406144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/09/o-deserto-de-itaquera.html' title='O deserto de Itaquera'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-l3QScGZC1g8/TnVx-S3PiwI/AAAAAAAAB_8/vaguf70hwuU/s72-c/Foto-0021.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-1371558605647939108</id><published>2011-08-22T20:21:00.004-03:00</published><updated>2011-08-22T20:34:32.678-03:00</updated><title type='text'>Diálogo com Zygmunt Bauman</title><content type='html'>&lt;span&gt;Vale a pena assistir o ótimo e pertinente diálogo do sociólogo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Zygmunt Bauman&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; concedido em 23 de julho de 2011 para uma equipe conjunta da "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CPFL Cultura&lt;/span&gt;" e do "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Seminário Fronteiras do Pensamento&lt;/span&gt;".  A questão da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pós-Modernidade&lt;/span&gt; é o tema central da conversa de Bauman realizada em sua residência, na cidade de Leeds, Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o diálogo completo apresentado abaixo: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/27702137?byline=0" frameborder="0" height="225" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/27702137"&gt;Entrevista exclusiva: Zygmunt Bauman&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/cpflcultura"&gt;cpfl cultura&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cpflcultura.com.br/site/2011/08/16/dialogos-com-zygmunt-bauman/"&gt;http://www.cpflcultura.com.br/site/2011/08/16/dialogos-com-zygmunt-bauman/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-1371558605647939108?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/1371558605647939108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/08/vale-pena-assistir-o-otimo-e-pertinente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/1371558605647939108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/1371558605647939108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/08/vale-pena-assistir-o-otimo-e-pertinente.html' title='Diálogo com Zygmunt Bauman'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-4148048857036342619</id><published>2011-07-28T07:59:00.005-03:00</published><updated>2011-07-28T08:15:35.833-03:00</updated><title type='text'>Um Jogo Histórico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/--F3kui3bW30/TjFCSBQjNCI/AAAAAAAAB_U/GfED_CCeCDY/s1600/ronaldinho-gaucho-vibra-muito-com-gol-de-falta-que-empatou-o-jogo-em-4-a-4-na-vila-1311820998379_956x500.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 167px;" src="http://3.bp.blogspot.com/--F3kui3bW30/TjFCSBQjNCI/AAAAAAAAB_U/GfED_CCeCDY/s320/ronaldinho-gaucho-vibra-muito-com-gol-de-falta-que-empatou-o-jogo-em-4-a-4-na-vila-1311820998379_956x500.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634357486160131106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;1. Um registro histórico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi final de campeonato, mas mereceria ser condecorado com um troféu. Independente da condição apaixonada da preferência do leitor por algum clube, a noite de 27 de julho merece ser lembrada no mundo do futebol devido a uma exibição histórica de duas grandes agremiações dos gramados brasileiros. Relembrando a nostálgica saga das eras de ouro do rubro-negro Zico e do santista Pelé, lendários em suas respectivas épocas e clubes, Flamengo e Santos deixaram mais um indelével registro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em plena Vila Belmiro, o invicto time da Gávea venceu numa surpreendente virada o robusto Santos com o placar memorável de 5 a 4, em partida constituinte da décima segunda rodada do Campeonato Brasileiro. No mundo do futebol, os registros jornalísticos, em geral, são correntezas de chavões e lugares-comuns, mas se as palavras que não brilham pela singularidade literária, também não refletem toda a “mágica” de uma partida que empolga e emociona os apreciadores do futebol. O estádio que acolheu  a presença de Flamengo e Santos não presenciou nenhuma final de campeonato, não valeu título e tampouco alguma taça, mas foi premiado com digna e bela exibição de um bom futebol. Um esporte de tal dimensão que ultrapassa a mera prática futebolística e percorre um caminho de subjetividade inseridas numa cesta de variedades como paixão, espetáculo e tradição cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;2.  Um jogo magistral.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nove gols e ainda poderia render mais se fossem consideradas as chances desperdiçadas em ambos os times. Um jogo aberto de francos atiradores em prol de inflar as redes, algo que há muito não se assistia num Campeonato Brasileiro de sonolentas partidas (o mesmo acontece atualmente nos soníferos jogos da Seleção Brasileira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com time santista estava completo. Com Neymar, Ganso, Elano que voltava da Seleção Brasileira e demais companheiros corriam leves e soltos no seu gramado. Antes dos 30 minutos iniciais de jogo, o Flamengo chegou a estar perdendo com um atípico, imbatível e desalentador placar de 3 a 0. Após o baque, como se estivesse magnetizado pela aguerrida “aura” rubro-negra, persistente e com vocação atuante em buscar a todo o momento não esmorecer, o Flamengo precisou jogar muito além que o seu adversário. Páreo duro! Até o empate seria bom para o “coroamento” do espetáculo, mas ao término dos noventa minutos prevaleceu à vitória na “raça” do elenco flamenguista orquestrado pelo gol derradeiro de Ronaldinho Gaúcho aos 35 minutos do tempo final. Estava selada a virada histórica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar nele, Ronaldinho, que vinha tendo atuações modestamente apagadas nos últimos jogos do Flamengo, realizou a sua melhor partida até o momento com o manto rubro-negro ao marcar três gols e protagonizar participação inspirada ao longo do jogo. Não faltaram lembranças dos bons tempos quando ele atuava no espanhol Barcelona e na Seleção Brasileira. Destaque também para ótima presença do santista Neymar com dois grandiosos gols (um deles de raro brilho e técnica) e a pertinente assistência de Thiago Neves do Flamengo, inclusive marcando um gol. Vale mencionar que aos 41 minutos ainda no primeiro tempo e com 3 a 2 para o time da Vila Belmiro, destaca-se ainda o pênalti batido de forma displicente pelo santista Elano com irônica defesa do goleiro Felipe e que poderia selar o desfecho da partida. Nada além de um capricho do futebol e da arrogância pueril dos que se dedicam a praticá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gol não é um detalhe, mas é um sintoma do espetáculo. Em época de futebol burocrático, truncado e onde a preocupação é a zona defensiva, um merecido aplauso merece menção. Com técnicos em raros momentos de coragem e abrindo mão das retrancadas táticas, o atual campeão da Copa Libertadores da América, Muricy Ramalho e o rubro-negro Vanderlei Luxemburgo, dignificaram suas participações na partida ao posicionarem seus times de forma alegre, objetiva e ofensiva. Porém, nada além que uma partida de futebol deve (ou deveria) prevalecer dentro de um animado espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;3.  Para além do espetáculo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decerto, não há espaço para maiores ilusões no futebol contemporâneo e tampouco é possível ignorar sua importância na sua amplitude sócio-político-cultural. A sina capital do futebol é angustiante: globalizado, despersonalizado quanto à incessante mercantilização de jogadores, atado aos interesses da grande mídia e movido aos bilionários motores da negociata, corrupção desenfreada e especulação financeira. O futebol vai além do esporte e se consolidou como o maior fenômeno de massa e o mais praticado em todos os continentes do globo sob as formas mais distintas e dispares situações qualitativas. Mesmo massacrado pela pulsão desenfreada do capital, o futebol ainda mantêm alguns lampejos de que ainda é capaz de emocionar de forma qualitativa seus espectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saído de uma lógica presumivelmente materialista, a “mercadoria-futebol” é muito mais que um objeto reificado pelo capitalismo diante das engrenagens da indústria cultural. O “elemento-futebol” se tornou um lugar fundante de uma cultura globalizada e movimenta uma demanda de contingencias. Todavia, é possível verificar que na amplitude do “espetáculo-futebol” que constitui num movimento que emociona, dilacera e reconstrói uma identidade naqueles que de alguma forma são atraídos pelo encanto de uma dualidade entre a simplicidade de como o jogo é praticado e a carga energética oriunda em cada lance empolgante ou gol marcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vibração no campo, na audição do rádio, no fluxo de bytes da internet ou no monitor de alguma solitária televisão, sozinho ou em grupo, no cerne do “elemento-futebol” é possível perceber também uma “autorização” para a “descarga energética” das tensões do fragmentar cotidiano de um indivíduo (em linguagem psicanalítica, o espetáculo do futebol é um lugar “autorizado” para o gozo). Neste ínterim, na noite de quarta-feira, para os torcedores mais ávidos, o jogo memorável entre Flamengo e Santos é um destes “lugares” onde funde a amálgama que se encontra a emoção arrebatadora de uma partida de futebol e a identificação ressaltada para além de “torcer por um time” (na condição particular de um “time-nação”). Naturalmente, aqui não cabe fazer uma alegoria reducionista, mas somente observar a grande magnitude que condensa dentro de um espetáculo que desperta o desejo de multidões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade que escapa é a realidade que consome. Imerso na corrupção engendrada pela administração de Ricardo Teixeira em seu reinado sombrio diante da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e às vésperas de sediar uma Copa do Mundo, o Brasil precisa (e deve) resgatar o meu melhor e primoroso futebol dentro de campo e além das “quatro-linhas” deverá se preocupar na realização de uma verdadeira faxina na “caixa-preta” da administração dos clubes e das entidades que organiza o esporte. Na democracia de representação simbólica e regida pela batuta do capital, futebol e política se tornaram irmãs siamesas tão explosivas quando devastadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de fazer menção de uma política do “pão-e-circo” e das praticas nefastas da corrupção endêmica, mas refletindo o futebol como uma contribuição cultural, o jogo desta noite entre Flamengo e Santos merece um registro especial. Uma partida para o resgate do bom futebol brasileiro que remete às suas épocas áureas. Com o sabor de um “mais querer” nostálgico ainda latejante pela partida, cabe aqui um desejo que melhor seria para o bem do futebol que a magia ainda gotejante nos gramados contagiasse o imobilismo popular nas ruas e avenidas exigindo uma maior transparência e dignidade na administração de uma atividade cultural tão cortejada e reverenciada. Notoriamente, a corrupção na administração no futebol é apenas mais uma necrose atávica da longa lista de mazelas que assolam a sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo engessado pelos desmandos impunes dos senhores feudais dos clubes e entidades esportivas com total conivência do Poder Público, toda esperança de mudança deste nefasto cenário está longe de ver a cor da bola e segue sufocada em algum armário de vestiário. Diante da fosca realidade, um jogo como Flamengo e Santos não deverá ser a exceção, mas a regra para que o (bom) futebol possa ser cortejado pela sua magnitude e não pela sua mediocridade efêmera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Para conferir os gols, assista abaixo: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/LDPEfZMGjC0?rel=0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-4148048857036342619?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/4148048857036342619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/07/um-jogo-historico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4148048857036342619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4148048857036342619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/07/um-jogo-historico.html' title='Um Jogo Histórico'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--F3kui3bW30/TjFCSBQjNCI/AAAAAAAAB_U/GfED_CCeCDY/s72-c/ronaldinho-gaucho-vibra-muito-com-gol-de-falta-que-empatou-o-jogo-em-4-a-4-na-vila-1311820998379_956x500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-8083693480326918928</id><published>2011-07-26T18:48:00.006-03:00</published><updated>2011-07-26T20:39:48.263-03:00</updated><title type='text'>A Retórica do Combate</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-bG3weC1Qeqg/Ti83Ezs78OI/AAAAAAAAB_M/IDA7rTF32WI/s1600/pobreza.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 186px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-bG3weC1Qeqg/Ti83Ezs78OI/AAAAAAAAB_M/IDA7rTF32WI/s320/pobreza.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633782214601470178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do samaritanismo governamental com viés eleitoreiro, os supostos esforços de "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;combate à miséria&lt;/span&gt;" no Brasil se tornou muito mais um bordão politico-demagógico do que uma real a preocupação de realizar o que prometem tais ações. Vale a pena lembrar alguns trechos da entrevista do professor da USP &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;José Eli da Veiga&lt;/span&gt;, docente da pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da USP, à &lt;a style="color: rgb(0, 0, 153);" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/ult76u942646.shtml"&gt;FOLHA DE S. PAULO&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;FOLHA&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - O senhor acha que a linha de R$ 70 estabelecida pelo governo para definir miséria é correta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;José Eli da Veiga &lt;/span&gt;- Linhas de pobreza --ou de miséria-- não podem ser estabelecidas apenas com definições de níveis de renda monetária. Não creio que os colegas que estão no governo sejam imorais. Mas com certeza chegaram à insuficiente definição dos R$ 70 de renda domiciliar mensal per capita porque foram incumbidos de elaborar um plano factível, que possa ter sucesso em quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;FOLHA&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - Qual deveria ser, objetivamente, a linha que define quem é ou não miserável no Brasil?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VEIGA &lt;/span&gt;- Nas circunstâncias brasileiras, é miserável quem não tem acesso ao esgotamento sanitário. A rigor, além de tudo que está ligado ao saneamento ambiental e a um mínimo de conforto, duas outras coisas merecem destaque: o acesso a um serviço de saúde que realmente funcione e o acesso a um sistema educacional de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;FOLHA - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas o número de domicílios sem esgoto tem diminuído nos últimos anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VEIGA&lt;/span&gt; - O número de moradias insalubres diminuiu dez pontos percentuais entre 1995 e 2002, e mais cinco entre 2003 e 2008. Mantidos tais níveis de desempenho, a universalização do esgoto com tratamento só ocorreria em 2060. Se o investimento dobrasse e a produtividade aumentasse um terço, essa meta poderia ser atingida em 2024. Seriam necessários quatro governos bem melhores que os de Lula para que a pobreza fosse minimizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Folha de S. Paulo, 26 de julho de 2011. Disponível em: &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/ult76u942646.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/ult76u942646.shtml &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-8083693480326918928?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/8083693480326918928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/07/retorica-do-combate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/8083693480326918928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/8083693480326918928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/07/retorica-do-combate.html' title='A Retórica do Combate'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bG3weC1Qeqg/Ti83Ezs78OI/AAAAAAAAB_M/IDA7rTF32WI/s72-c/pobreza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-7740103544386562540</id><published>2011-06-23T18:16:00.005-03:00</published><updated>2011-06-23T18:33:29.949-03:00</updated><title type='text'>Prova de Amor</title><content type='html'>Um interessante reportagem da &lt;a href="http://www.efe.com/principal.asp?opcion=0&amp;amp;idioma=PORTUGUES"&gt;Agência EFE&lt;/a&gt; sobre o condicionamento social frente a grandes e greves catastrófes naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os terremoto e o tsunami que vitimaram o território japonês em 11 de março não apenas criaram abalos na infra-estrutura e economia nacional mas também nos laços sociais dos habitantes no Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa exibida pela &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/934033-terremoto-vira-prova-de-amor-para-casais-japoneses-veja.shtml"&gt;Agência EFE&lt;/a&gt; indicou forte procura por relacionamentos estáveis e também a ruputura definitiva dos casos que já haviam instabilidade antes da crise que abalou o Japão, culminando no que foi apelido de "divorcios do terremoto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante é refletir sobre como o modo de vida fluído, consumista e efêmero atinge drasticamente o convivío social. Desta maneira, se mostra pertinente do ponto de vista das sociabilidades, paradoxalmente parece que somente em momentos de cataclismas urgem alguns espaços para a reflexão das ações dos indivídios bestializados num sistema de alienação social diante da sociedade do imediatismo espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista vídeo abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="player_11728914" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" height="336" width="415"&gt;&lt;param value="true" name="allowfullscreen"&gt;&lt;param value="http://storage.mais.uol.com.br/embed_v2.swf?mediaId=11728914&amp;amp;tv=2" name="movie"&gt;&lt;param value="always" name="allowscriptaccess"&gt;&lt;param value="window" name="wmode"&gt;&lt;embed id="player_11728914" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed_v2.swf?mediaId=11728914&amp;amp;tv=2" wmode="window" height="336" width="415"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;noscript&gt;&lt;a href="http://mais.uol.com.br/view/11728914"&gt;Terremoto vira prova de amor para casais japoneses&lt;/a&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte original:&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/934033-terremoto-vira-prova-de-amor-para-casais-japoneses-veja.shtml"&gt; FOLHA ONLINE&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-7740103544386562540?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/7740103544386562540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/06/prova-de-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/7740103544386562540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/7740103544386562540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/06/prova-de-amor.html' title='Prova de Amor'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-8190111358788435009</id><published>2011-06-21T02:35:00.014-03:00</published><updated>2011-06-21T05:55:31.245-03:00</updated><title type='text'>A Impunidade como Regra: a corrupção na Copa do Brasil de 2014</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-VbH22V7AsyE/TgBAKPyigyI/AAAAAAAAB_A/yBHh7NOePWc/s1600/ricardo_teixeira.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 299px; height: 224px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-VbH22V7AsyE/TgBAKPyigyI/AAAAAAAAB_A/yBHh7NOePWc/s320/ricardo_teixeira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620562879739757346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-JNnkZE4p0qM/TgA_9bO2x6I/AAAAAAAAB-4/aTBD8-ESQI0/s1600/ricardo%2Bteixeira.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;Se o futebol é uma das vitrines da “alienação” de milhões de indivíduos, ela também não pode ser negada como fonte de cultura, identidade, entretenimento e, claro, muito, muito e muito dinheiro do voraz e corrupto capitalismo patrocionado pela cartolagem do futebol globalizado. Longe de fazer uma pretensa “antropologia do futebol”, a preocupação das próximas linhas é imediata e latente sobre a corrupção enraizada na vida esportiva do Brasil, o neófito bufão ufanista esportivo derivado da herança megalomaníaca da Era Lula e sediador de maga-eventos na área como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Pela proximidade da data, o primeiro mega-evento é que mais urge preocupação no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de qualquer jogador tocar na bola, a corrupção endêmica do “jeitinho brasileiro” será levada ao auge diante dos desastrosos e atabalhoada preparativos da Copa do Mundo de 2014. Atrasos e após atrasos propositais das obras estão deixando o esperado rastro de cheirume do festival de corrupção governamental e gastança do erário do contribuinte. A desorganização é o esqueleto do “espírito da corrupção” necessário para o maior aproveitamento da voluptosa mordida no dinheiro público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisaria de futurologia ou cartomante para enxergar os previsíveis atrasos nas obras dos estádios que culminariam na aproximação dos prazos ditados pelo notório antro da corrupção esportiva mundial, a poderosa FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado), dona da patente do espetáculo. Agora, faltando cerca de três anos para o pontapé inicial da estréia da Copa de 2014, a “pressa” funciona como um eficiente trator para fazer os governos das três esferas liberar medidas fomentadas pelo baú do erário com efeito de atender a "emergência" da situação onde serão  executadas inúmeras obras na enxurrada de licitações públicas. Driblando toda e qualquer fiscalização, no lugar de incrementar a educação, a saúde, a habitação popular e o saneamento básico, o poder da corrupção endêmica pode ser visto na condução da farra do dinheiro público na construção e reforma dos estádios em todo o país (alguns ainda sequer saíram da maquete!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os custos se elevam cada vez mais para atender os inúmeras e arrogantes exigências da FIFA para a construção de estádios que sequer respeitam a dinâmica das cidades que acolhem os jogos.  Sob o olhar matreiro da corrupção, no Brasil houve uma inflação de doze cidades-sedes para sediar um mísero punhado de partidas de futebol da Copa de 2014: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA). O risco é notório de se polvilhar “elefantes brancos” de concreto armado em praças onde o futebol tem uma dinâmica insipiente e praticamente irrisória diante do cenário nacional. De nada serviu o exemplo perdulário dos inúteis "elefantes africanos" dos estádios custeados com o suado dinheiro do contribuinte local na insossa Copa da África do Sul em 2010. É espetacular o poder da corrupção de bastidores que impôs a realização de vitrines da Copa do Mundo em países de pouca tradição no esporte, como as futuras Copas do Mundo de 2018 sediada na Rússia e a de 2022 no impensável Catar. É compreensível que no reinado do corrupto presidente Joseph Blatter, quando se trata da impune FIFA, a ordem é sempre esbanjar, gastar e faturar nas comissões e relações promíscuas entre o dinheiro publico e o enriquecimento privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda lembrando o exemplo sul-africano da Copa de 2014, entronar simplesmente mega-estádios em cidades  não é sinônimo crível de "desenvolvimento local", exceto para quem irá "lucrar imediatamente" com tais praças esportivas. Portanto, sob o olhar operante da corrupção, o teatro armado de um coliseu esportivo pode ser visto com um avatar exuberante da impune farra da gastança pública com exemplos catastróficos. O estádio majestoso do Maracanã é uma draga de dinheiro público no Rio de Janeiro com suas inexplicáveis e sucessivas obras de reforma com valores astronômicos. Porém, como exemplo mais emblemático da farra preparada para Copa no Brasil é o caso da cidade-sede de São Paulo. Depois de muito blablablá e jogo de cena sobre qual seria o estádio a ser utilizado para os jogos da Copa no estado, a irresponsabilidade do Poder Público tripartite (Federal, Estadual e Municipal) atingiu o auge ao optar por descarregar dinheiro público (em particular, abrindo mão de tributação fiscal) na promessa da construção do estádio do Corinthians em Itaquera, zona leste da cidade paulistana. Paradoxalmente, imbróglio após imbróglio, o “Fielzão” até hoje não passou de uma mera maquete, o bairro continua com sua costumeira precariedade e segue o vendaval de propaganda bairrista nos meios passivos de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde Lula a Dilma, após ser rasgado todo o padrão ético da história partidária e aderir a uma espécie de “neoliberalismo populista”, é sintomático quando se leva em consideração que o atual partido hegemônico no governo federal, o Partido dos Trabalhadores (PT), se mantém conivente e servidor atuante da corrupção generalizada no interior da gestão esporte brasileiro, em particular, dando o suporte político para as sucessivas fraudes do Ministério dos Esportes com o inapto ministro Orlando Silva, filiado da sigla do ex-comuna PC do B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para coreografar o trágico e tétrico enredo, o país assiste impunemente a condução fraudulenta e mafiosa de Ricardo Teixeira entronado há mais de duas décadas na presidência soberana da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Agora, Teixeira desfila à frente como um audaz líder predestinado da organização brasileira da Copa de 2014 e ainda segue absoluto sendo o farol bisonho do esporte nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista do dinheiro público, se a seleção brasileira irá ou não conquistar seu sexto título da competição é o que pouco importará. A única e lastimável certeza é que até 2014 a corrupção parasitária usurpadora do erário do contribuinte irá atingir níveis inimagináveis no histórico dos esportes e na vida pública no Brasil. Tudo com a cínica e complacente chancela da ação governamental e o bestializado silêncio da população. Na tabelinha entre Blatter e Teixeira, está a raíz de um verdadeiro golaço da corrupção e da impunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);" class="" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Link" class="gl_link" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Abaixo, segue um trecho o programa “&lt;a href="http://blogdojuca.uol.com.br/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Tabelinha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;” da UOL comandado por &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Juca Kfouri&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Birner&lt;/span&gt; que comenta o escoamento do dinheiro público para fomentar o “sigilo” das licitações podres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="player_11720389" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" height="336" width="415"&gt;&lt;param value="true" name="allowfullscreen"&gt;&lt;param value="http://storage.mais.uol.com.br/embed_v2.swf?mediaId=11720389&amp;amp;tv=1" name="movie"&gt;&lt;param value="always" name="allowscriptaccess"&gt;&lt;param value="window" name="wmode"&gt;&lt;embed id="player_11720389" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed_v2.swf?mediaId=11720389&amp;amp;tv=1" wmode="window" height="336" width="415"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;noscript&gt;&lt;a href="http://mais.uol.com.br/view/11720389"&gt;Juca explica o sigilo das licitações da Copa-2014&lt;/a&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-8190111358788435009?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/8190111358788435009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/06/farra-da-corrupcao-da-copa-do-brasil-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/8190111358788435009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/8190111358788435009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/06/farra-da-corrupcao-da-copa-do-brasil-de.html' title='A Impunidade como Regra: a corrupção na Copa do Brasil de 2014'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VbH22V7AsyE/TgBAKPyigyI/AAAAAAAAB_A/yBHh7NOePWc/s72-c/ricardo_teixeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-1597598016458295397</id><published>2011-05-08T04:39:00.006-03:00</published><updated>2011-05-08T05:22:04.632-03:00</updated><title type='text'>Legalize Já?</title><content type='html'>Na fluidez imediatista e fragmentária da Pós-Modernidade com seu atroz e contaminante mal-estar, nunca é tarde para refletirmos e questionarmos nossos posicionamentos perante a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dia das Mães&lt;/span&gt;”, 08 de maio, segue abaixo um registro atualíssimo da suposta “luta por reconhecimento” dos tais “valores sociais” que se projeta em nome de uma "reivindicação social".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tantas possíveis questões e sem cairmos em histerias sencionalistas ou narcisistas, é salutar refletirmos até que ponto valores imediatos de alguns interfere no futuro daqueles que sequer tem alguma consciência do mundo ao seu redor. Qual a real responsabilidade das mães e também dos pais pela prole que geram? E acima de tudo, qual o papel ético e moral da responsabilidade do Estado sobre seus cidadãos?&lt;br /&gt;(WFM)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4Qry66nT5Sk/TcZJGt2hlJI/AAAAAAAAB98/nUMwioxlSU0/s1600/110507maconha_f_001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 167px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-4Qry66nT5Sk/TcZJGt2hlJI/AAAAAAAAB98/nUMwioxlSU0/s320/110507maconha_f_001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604247166045492370" border="0" /&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);" class="" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Link" class="gl_link" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mulher empurra carrinho de bebê decorado com desenhos de folhas de cannabis, durante protesto pela legalização da maconha, em Buenos Aires, na Argentina&lt;/span&gt;" neste sábado, 07 de maio de 2011. (Fonte do fragmento: &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2011/05/07/argentinos-e-uruguaios-aderem-a-marcha-da-maconha.jhtm"&gt;Folha.com&lt;/a&gt; e Foto: &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/album/110507maconha_album.jhtm?abrefoto=1#fotoNav=1"&gt;Juan Mabromata/AFP&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-1597598016458295397?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/1597598016458295397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/05/legalize-ja.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/1597598016458295397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/1597598016458295397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/05/legalize-ja.html' title='Legalize Já?'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4Qry66nT5Sk/TcZJGt2hlJI/AAAAAAAAB98/nUMwioxlSU0/s72-c/110507maconha_f_001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-2557664256198850482</id><published>2011-05-07T21:23:00.006-03:00</published><updated>2011-05-07T21:40:03.411-03:00</updated><title type='text'>Artigo Publicado na REA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-b9pSw0Mjq40/TcXkK5y8vxI/AAAAAAAAB90/tUeOI58bWMU/s1600/www.periodicos.uem.br%2Bscreen%2Bcapture%2B2011-5-7-20-24-27.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-b9pSw0Mjq40/TcXkK5y8vxI/AAAAAAAAB90/tUeOI58bWMU/s320/www.periodicos.uem.br%2Bscreen%2Bcapture%2B2011-5-7-20-24-27.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604136187296792338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezad@s Amig@s,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para apreciação e divulgaçao, informo que meu artigo &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/10561"&gt;“O horizonte perdido: assombros e falácias neoliberais no debate em torno da educação básica brasileira”&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;foi publicado na edição atual da &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Revista Espaço Acadêmico (REA)&lt;/span&gt;, Edição Especial 10 anos, nº 120, Maio de 2011, ISSN 1519-6186 (on-line), contendo o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DOSSIÊ PSICANÁLISE &amp;amp; EDUCAÇÃO&lt;/span&gt; que poderá ser acessado pelo endereço: &lt;a href="http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/current"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/current&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não conhece a revista, a &lt;a href="http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/current"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;REA&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; é uma interessante e valorosa publicação eletrônica ligada ao &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Departamento de Ciências Sociais &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Universidade Estadual de Maringá (UEM)&lt;/span&gt;, e editada pelo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prof. Antônio Ozaí da Silva&lt;/span&gt;. Recomendo o acesso regular desta publicação de periodicidade mensal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;* * * &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);font-size:130%;" &gt;Resumo:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:130%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A onda neoliberal vem permeando cada vez mais aspectos no discurso da realidade brasileira. Em crise sistêmica, o debate em torno da Educação Básica pública se fragiliza coercitivamente quando seus pilares fundamentais são cerceados pelas imediatas veleidades da economia de livre mercado. Com o declínio dos sindicatos de profissionais da área educacional e a pouca (ou nula) cooperação entre universidades e escolas públicas os sintomas do deslocamento da centralidade do debate na esfera do interesse público são evidentes. A privatização dos espaços de reflexão a respeito da educação possui efeitos deletérios ao abrir caminho para interesses privados de ONGs e entidades similares com questionáveis ações de filantropia e idoneidade. Longe de resultarem alguma eficácia prática, ostensivas exposições de marketing eleitoral do asséptico discurso da meritocracia e a aplicação de provas sumárias como recurso para a majoração da idílica “qualidade total” na Educação. O discurso do mérito se tornou prática recorrente dos atuais governos em suas frágeis políticas públicas. O presente artigo buscar refletir sobre algumas falácias pertinentes do discurso neoliberal e seus impactos no atual debate do sistema público de Educação Básica no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso haja maior interesse, o acesso do artigo completo poderá ser obtido através do endereço a seguir:&lt;a href="http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/10561"&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/10561&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-2557664256198850482?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/2557664256198850482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/05/artigo-publicado-na-rea.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/2557664256198850482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/2557664256198850482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/05/artigo-publicado-na-rea.html' title='Artigo Publicado na REA'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-b9pSw0Mjq40/TcXkK5y8vxI/AAAAAAAAB90/tUeOI58bWMU/s72-c/www.periodicos.uem.br%2Bscreen%2Bcapture%2B2011-5-7-20-24-27.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-5178034225453110912</id><published>2011-04-19T05:55:00.015-03:00</published><updated>2011-04-19T06:48:23.873-03:00</updated><title type='text'>Um Senador Desabilitado na Política sem Freio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-vR3lvhWKcLk/Ta1Ozs0sqjI/AAAAAAAAB9k/a5m3IBYaBGA/s1600/aecio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-vR3lvhWKcLk/Ta1Ozs0sqjI/AAAAAAAAB9k/a5m3IBYaBGA/s320/aecio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597216562003880498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No último domingo, 17 de abril, o ex-governador das Minas Gerais, atual senador e futuro postulante ao Planalto, o tucano Aécio Neves no alto de sua soberba de político “democrático” foi flagrado numa situação patética no Rio de Janeiro. Parado numa blitz na Avenida Bartolomeu Miltre, no Leblon, o tucano ávido herdeiro da moral e dos bons costumes se recusou a fazer o teste do bafômetro. Para completar o inusitado quadro, sua habilitação estava vencida. No computo da situação da digníssima eminência parda do bom mocismo da política nacional, Aécio levou para casa (sem dirigir, é claro) a "polpuda" multa de R$ 957,69. Diga-se de passagem que foi louvável a atitude dos policiais que realizaram a abordagem do veículo sem  se submeteram a popular "carteirada" do ilustre desabilitado que é tão comum da genealogia cultural do "jeitinho brasileiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias atrás, o mesmo senador tucano inflava seus pulmões nas tribunas do Senado um discurso inflamado e se autoproclamando o guardião da “oposição responsável” no país contra o governo neopetista de Dilma. Seria cômico se não fosse tragicômico que no Brasil ser “oposição” é tão somente reverberar laudatórias demagogias e pleitear mais cargos para os “aliados” em gordas boquinhas no vespeiro infeccioso da administração publica de alto escalão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica da política brasileira de dignidade chinfrim é tão profunda quanto um pires. As elites econômicas talham a política conforme seus interesses privados e os “eleitos” apenas administram a “ordem pública” de acordo com a farra bisonha das contribuições pré-eleitorais. “Fatos pontuais” como desvios de conduta, corrupção endêmica e crimes eleitorais ou não, tudo é envolto num grande tear putrefato da política nacional que é tão moderna quanto os primeiros australopitecos que perambulavam no continente africano há quatro milhões de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso no caso do episódio envolvendo o senador tucano foi a postura de alcova da imprensa. A "Big Media" fez vista grossa ao principal nome da “oposição” da política brasileira. Tratou delicadamente o caso com um “desvio normal" que “qualquer ser humano poderia fazer". Claro, dirigir com habilitação vencida e se esquivando do bafômetro como o Diabo da cruz é algo realmente muito “normal” de qualquer “cidadão”! Não custa lembrar que o nobre senador é atualmente o nome mais forte para subir a rampa do Planalto. Caso vença a disputa interna do seu partido (particularmente na briga com o clã paulista representado pela dupla fratricida José Serra e Geraldo Alckmin), Aécio será o nome da tal “oposição” ao neopetismo em 2014 e se entronará como representante do setor mais neoliberal da sociedade brasileira. Naturalmente, a ocultação pela Big Mídia do deslize do senador tem como o óbvio e escancarado objetivo de colocar em formol o suposto ilibado caráter de “homem público honrado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política é a arte da lobotomia casual. Em defesa do pobre tucano de bico sem bafômetro, vale ressaltar o episódio curioso ensaiado pela atitude do ex-cara pintada e neopetista de retórica atucanada, Lindberg Faria, o senador pelo Rio de Janeiro. Amigo no Senado, Lindberg do PT, com mesma rapidez que se nega o teste do bafômetro, de prontidão virou um inusitado guarda-costa do ilustre democrático e pudico tucano ao defender a “figura pública” do senador mineiro no Twitter. O cinismo na política somente não é mais bizarro porque é um elemento constituinte da genética da política brasileira e suas parasitárias práticas da leviandade corporativista. Em tese para "boi dormir", o PT do senador fluminense e o PSDB do colega mineiro são “partidos distintos”. Episódio como este, entre o senador desabilitado e seu colega bajulador fazem coro na farra da irresponsabilidade política dos tais “homens públicos” e que reduzem o debate político em meras retóricas estéreis entre o “vermelho” e o “azul”, o "bom" e o "mal" ou o que “rouba mais” e o que “rouba menos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coroando a lambança do senador tucano, em vídeo gravado em julho de 2009 e disponível no YOUTUBE, mostra o então sorridente governador Aécio Neves anunciando a criação do batalhão de Trânsito em Minas Gerais. Mais irônico ainda é o depoimento colhido pela Agência Minas onde o desabilitado tucano falava vigoroso aos microfones sobre a “Lei Seca” e a tal responsabilidade do publicitário “Se beber, não dirija”. Eis o Brasil do cinismo cartorial: fazer milionárias campanhas publicitárias de manipulação popular voltadas principalmente aos mais jovens consumirem sedutoramente bebidas alcoólicas e tabaco pode... Beber não pode! Retóricas, retóricas e mais retóricas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aécio desabilitado é apenas mais um da via fácil da política que esquarteja a retórica bufona do discurso inflado da vida prática real. Neste lodaçal interminável de hipocrisia, segue a vida real numa sociedade com seus milhares de mortos anuais estirados no leito do asfalto devido aos acidentes de automotores movido pelo irresponsável consumo de bebidas alcoólicas aliada a inabilidade ao volante. Na estrada da via política do retrovisor quebrado, prossegue sem parada a trágica amálgama entre discurso e prática contaminada numa surreal democracia polvinhada de figuras públicas ridículas, irresponsáveis, sem freio e sem nenhum compromisso com a população. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/kAL0pr2I99Q?rel=0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-5178034225453110912?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/5178034225453110912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/04/um-senador-desabilitado-na-politica-sem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/5178034225453110912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/5178034225453110912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/04/um-senador-desabilitado-na-politica-sem.html' title='Um Senador Desabilitado na Política sem Freio'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vR3lvhWKcLk/Ta1Ozs0sqjI/AAAAAAAAB9k/a5m3IBYaBGA/s72-c/aecio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-7660323974862098354</id><published>2011-01-15T21:00:00.005-02:00</published><updated>2011-01-15T21:15:30.091-02:00</updated><title type='text'>Uma Trágica Imagem da Região Serrana do Rio de Janeiro</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;span&gt;Abaixo, uma imagem que resume o lastro das tragédias anunciadas das chuvas de verão pelo Brasil... Muito além da omissão governamental, até que ponto a ganância e a usura humana de curto prazo põem em risco a própria vida?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TTInjLQOLNI/AAAAAAAAB8A/X0eXuwE3ZK0/s1600/110114chuvasrjserrana_f_081.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TTInjLQOLNI/AAAAAAAAB8A/X0eXuwE3ZK0/s320/110114chuvasrjserrana_f_081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562551975025716434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;15.jan.2011: Cachorro Leão 'guarda' o túmulo de sua dona, Cristina Maria Cesário Santana, morta nas chuvas do Rio. Há dois dias, o animal não sai do lado do túmulo, em Teresópolis (Crédito da foto Vanderlei Almeida/AFP). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/album/110114chuvasrjserrana_album.jhtm?abrefoto=81"&gt;Folha.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-7660323974862098354?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/7660323974862098354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/01/uma-tragica-imagem-da-regiao-serrana-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/7660323974862098354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/7660323974862098354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2011/01/uma-tragica-imagem-da-regiao-serrana-do.html' title='Uma Trágica Imagem da Região Serrana do Rio de Janeiro'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TTInjLQOLNI/AAAAAAAAB8A/X0eXuwE3ZK0/s72-c/110114chuvasrjserrana_f_081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-1901921794839796426</id><published>2010-10-22T09:20:00.004-02:00</published><updated>2010-10-22T13:08:06.369-02:00</updated><title type='text'>Da farsa à falta de idéias: o poder da mídia e cenas da desertificação política brasileira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TMFz6opXg2I/AAAAAAAAB6w/CjCwBfi7NgE/s1600/SERRA_101011_f_049.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 180px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TMFz6opXg2I/AAAAAAAAB6w/CjCwBfi7NgE/s320/SERRA_101011_f_049.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530829268568212322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt; 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 mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style=""&gt;1.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;" &gt;A propaganda midiática como arma&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Nenhuma guerra é travada apenas com ideologia, ódio, liturgias, destreza e chumbo. As guerras evoluem de acordo com o materialismo e as crenças vigentes nas sociedades de cada época. A partir do século XX, foi necessário algo que pudesse permear o inconsciente social dos indivíduos e fazer que haja uma adesão popular arrebatadora para a guerra ser travada com maior possibilidade adesão popular e êxito: a propaganda midiática. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A Alemanha pré-nazista era um Estado economicamente moribundo após as sanções sofridas decorrentes de sua derrota na Primeira Guerra Mundial, politicamente vivia um clima de uma agitada e frágil democracia e a resignada desesperança reinava por todo o solo alemão. Na guerra entre comunistas e radicais de direita, um partido se destacou no cenário da democracia alemã na República de Weimar: o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (da sigla em alemão, NSDAP), conhecido simplesmente como Nazi (abreviatura do nome em alemão “&lt;b&gt;Na&lt;/b&gt;tionalso&lt;b&gt;zi&lt;/b&gt;alistische”) e dirigido por Adolf Hitler. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O futuro “Führer” sabia que poderia usar todo este quadro desesperador como trunfo para seus interesses políticos e contou com a colaboração irrestrita de Joseph Goebbels um dos seus mais fiéis parceiros para a articulação e construção do ideário nacional-socialista. Desde a ascensão do partido nazista ao Reichstag em 1930 até a invasão soviética à cidade de Berlim em 1945, Goebbels foi um dos maiores expoentes do núcleo dirigente do fascismo alemão e trabalhou enfaticamente com a utilização massiva com todos os elementos da propaganda midiática de sua época para a construção de mitos e fortalecimento da ideologia nazista. Goebbels tinha uma clara noção de como os meios de comunicação, em particular o cinema e o poder da oratória, poderia permear o tecido social e adentrar o espírito desgastado e ao mesmo tempo aguerrido do povo alemão. O “novo homem” sonhado por Hitler e mitificado por Goebbels passaria necessariamente por um “esclarecimento” das massas arianas contra a “infâmia” do complô judaico-bolchevique. Filmes como “The &lt;span style=""&gt;Jew Süss” (1940), “Uncle Krüger” (1941) e “Kolberg” (1945) são exemplos de clássicos cinematográficos de propaganda nazista e suas produções foram supervisionadas de perto por Goebbels (este por sinal era um aficcionado por cinema e queria transformar as produções alemãs na vanguarda estética de uma “nova era” representada pelo ideal nacional-socialista). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Em terras brasileiras, é difícil imaginar hoje uma residência, por mais precária que seja sem uma televisão. Se procurarmos ao acaso, em algum barraco de qualquer periferia brasileira poderá se encontrado uma geladeira vazia, algumas barrigas roncando e uma televisão ligada com alguns pares de olhos esbugalhados à sua frente. Assim como o rádio que constitui no maior fenômeno de comunicação da primeira metade do século XX, a televisão tomou proporções inacreditáveis em até o inicio do século XXI. Todas as novas mídias contemporâneas são apenas suportes para o olhar na tela. A explosão da internet, em especial com o site YouTube, é o exemplo que a imagem é a lente narcísica do homem contemporâneo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Antes chamada pejorativamente de “quarto poder”, a Big Media gradativamente galgou espaços significativos e vem se postulando como o segundo poder, apenas perdendo para o Poder Executivo. Por mais relutante que seja esta afirmação para alguns olhares mais sensíveis: não há duvidas que o Poder Legislativo somente vem servido no Brasil para a manutenção da fachada de uma semidemocracia e o Poder Judiciário, de tão moroso e controverso em suas decisões, vem se tornando no máximo um mero &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;apêndice do Poder Executivo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Para o grande capital, pouco importa se uma nação é democrática ou não. O que de fato tem significado para os empresários e investidores são os elementos norteadores que o governo local imputará à economia e salvaguardas que favoreçam os investimentos privados. Os grandes grupos econômicos não têm o menor constrangimento em apoiar regimes politicamente fechados ou despóticos quando seus interesses econômicos são seguramente protegidos. Quem hoje ousaria a não fazer comércio com a “despótica” China? Na era do cínico “politicamente correto”, a propalada “responsabilidade social das empresas” é uma retumbante afronta ao bom senso e a inteligência quando na verdade a única visão que capitalista se preocupa é com sua própria escala de lucros.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O elemento “mídia” envolve um conjunto de significados e simbologias. Os meios de comunicação se articulam com seu poder de participação e influencia dentro da sociedade brasileira. Num país de extensão continental como é o Brasil, o monopólio da comunicação ficou reduzido a um pequeno grupo de famílias que controlam estas mídias e de acordo com seus interesses. Não é estranho que praticamente toda a programação televisiva aberta é tão parecida em formato, conteúdo e bobagem. Até mesmo a programação das partidas de futebol da primeira divisão, principal esporte nacional, é submetida ao crivo e a veleidade da grade televisiva de uma única emissora, a Rede Globo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style=""&gt;2.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;" &gt;A Política como farsa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Em épocas eleitorais o cenário é a devastação do bom senso. Uma enxurrada de promessas cínicas e risíveis é ofertada aos olhares resignados dos consumidores e quando estão com o título eleitoral nas mãos, são chamados de “eleitores brasileiros”. Não causa mais espanto a eleição de tipos políticos esdrúxulos com estrondoso número de votos. Os partidos políticos, ou seja, estas agremiações que trabalham como entrepostos mercantis de um balcão de negócios políticos espúrios, arregimentam figuras bem conhecidas da mídia para “puxar” votos para sua legenda (uma estratégia permitida pelas lacunas da lei eleitoral). &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A figura da vez é o palhaço Tiririca com mais de 1,3 milhão de votos foi eleito pelo maior colégio eleitoral do país para ser o mais novo figurante da Câmara dos Deputados. Sim, Tiririca é o nome principal da “locomotiva” parlamentar paulista que carrega com sua prepotência fascistóide os demais carros vazios no Brasil. Muitos colunistas e jornalistas da grande mídia afirmaram que o voto em Tiririca seria o chamado “voto de protesto”. Seria até curioso alguém protestar votando num “palhaço” que poderá simbolicamente “piorar o que já está”! O que parece é muito mais uma resignação e alienação da própria estrutura da vida social. Trocando em miúdos do extremo narcisismo: “vou cuidar da minha vida e f... o resto!”. Aqui estamos assistindo a adesão massiva de 1,3 milhão de pessoas! Não é difícil de imaginar este tipo de reação quando toda a publicidade canaliza o espírito da agressividade narcísica do seu alvo: o consumidor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Ainda falando de São Paulo e sua maneira conservadora de pensar a política. O mesmo estado paulista que doou mais quatro anos de mandado para a dinastia governada pelos tucanos ao eleger novamente a figura insípida de Geraldo Alckmin, um represente da Opus Dei para o Palácio dos Bandeirantes. A arrogância conservadora paulista, que tem o maior orçamento entre os estados brasileiros e um dos piores índices de Educação Pública do país. Parece inconcebível que uma sociedade que se diz democrática trate seus filhos de maneira tão grotesca e irresponsável como é a educação publica paulista. Anualmente, saem dos Auschwitz-mirins, a atuais escolas públicas estaduais, milhares de alunos semi-alfabetizados com o “diploma” na mão e vivendo de alguma esperança para o futuro. Jogado à sua própria sorte, o “novo cidadão” parido nestes campos de desertificação educacional poderá ser adotado pelo narcotráfico de sua localidade ou algum emprego que ofereçam generosamente um salário mínimo em troca de sua jornada exaustiva. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O típico paulistano pequeno-burguês reclama esbaforido do programa estatal de transferência de renda, o conhecido “Bolsa Família”, porque produz “vagabundos”, porém nada faz para remunerar com alguma dignidade seu escravo-trabalhador. A eleição da manutenção da dinastia que vai para o imaginável vinte anos de poder do PSDB representa no estado de São Paulo a certeza que os ranços escravocratas estão longe de serem banidos da alma da burguesia local e do espírito de “vira-lata” das classes trabalhadoras. Logo, a democracia em São Paulo para o trabalhador paulista é calar a boca e abaixar a cabeça, labutar por um salário insuficiente, viver suplicando empréstimos em alguma casa de agiotagem oficial, quando possível “limpar” o nome do SERASA-SPC e ainda ter que agüentar todos os domingos o programa do Faustão e Gugu Liberto! Ah, claro... E além de democraticamente escolher seus “representantes” do tear encantado do sistema eleitoral brasileiro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A democracia à brasileira se faz também com sangue. Mas não com o sangue derramado de supostos “revolucionários”, mas do pobre e marginalizado. Sem pudores, o Rio de Janeiro já sabe como conciliar desenvolvimento com miséria: a solução é o extermínio dos pobres em seus lugares de origem, ou seja, no alto das favelas e sem respingar no asfalto: “É a guerra, cumpadi!” Mais de quinhentos anos após a descoberta de Álvares de Cabral, um novo Cabral fluminense redescobre o Brasil. Não há dúvidas que o “Método Sérgio Cabral” de fazer políticas públicas deve se estender por todo o país até o cartão-postal da “Copa do Mundo” (2014) e dos “Jogos Olímpicos” (2016). No final do dia 03 de outubro do presente ano, Cabral disse entusiasmado aos microfones da mídia logo após a confirmação de sua reeleição no primeiro turno para o governo fluminense: “a mãe de todas as políticas públicas é a política de segurança”. Palavras do “estadista” fluminense que mais parecia um político estadunidense buscando convencer a opinião pública sobre a necessidade da nefasta e perdulária manutenção da tal “guerra contra o terror”. Possivelmente como se internalizou a barbárie à brasileira na guerra civil fluminense, a respeito desta declaração cabralina a &lt;i style="font-weight: bold;"&gt;Big Media&lt;/i&gt; silenciou. E nestas horas vale o dito popular: “quem cala...”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style=""&gt;3.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;" &gt;O teatro cafajeste da política nacional: “censura”, aborto, religião e mixórdia.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Tornou-se quase um lugar-comum na Big Media brasileira que estaria falida a designação “esquerda” e “direita”. Além disto, todos os grandes temas nevrálgicos das disputas partidárias estariam “superados”. Logo, uma “nova ordem” estaria estabelecida sob a tutela da democracia neoliberal e suas leis incorruptíveis do livre mercado. Neste sentido, fazendo um excelente trabalho de publicidade, a ideologia neoliberal é avassaladora, tal como Goebbels insistia na veemência sistemática da propaganda (por mais mentirosa que ela seja), até conseguir seus objetivos. Neste contexto de desertificação política, todos os políticos seriam iguais e nada se poderia esperar de forma tão “revolucionária” da política além da mera expectativa do transcorrer do tempo. Jogando a questão visceral dos problemas inerentes da diferenciação das classes sociais para debaixo do tapete, esta natureza asséptica da política neoliberal pulverizaria toda expectativa de mudança social. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Atualmente o brasileiro se vê obrigado a escolher, entre dois nomes, um que irá ser o chefe-maior do seu país. A petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra seriam diferentes entre si? Ou seria tão radicalmente diferente como a Big Media faz questão de publicar em seus jornalões diário e suas revistas semanais? Se pautarmos pelas revistas semanais como a “Veja” do grupo Abril, é possível pensarmos que estamos vivendo na Idade Média com a demonização da candidata Dilma contra a sacrossanta presença do candidato tucano. A tal “verdade” rotulada pelos veículos da Big Media é tão robusta como gelatina. O que ainda espanta é o caráter “vitimalógico” que alguns setores da imprensa, em tons eleitoreiros pró-candidato tucano, querendo imputar a idéia que haveria uma “censura” no Brasil. Justamente as grandes detentoras de lucros com a publicidade e sempre partidárias do modelo neoliberal se postularam como “reféns” de um suposto ataque à imprensa por parte do governo Lula. Para deixar um cenário mais turvo, alguns intelectuais estranhamente entraram neste barco histérico do “retorno” à censura justamente (e estranhamente) neste período eleitoral para atingir a candidata petista. Eis o nível do “debate” autista que a Big Media propõe ao país: a dispersão de mexericos, intrigas e mentiras em nome da “política nacional”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O candidato José Serra é uma daquelas figuras que não hesita pisar no pescoço da própria mãe a fim que possa ganhar alguma vantagem. Foi assim que conseguiu se livrar do cotado presidenciável colega de partido, o rival mineiro Aécio Neves e ocupar espaço dentro do PSDB para impor novamente sua candidatura ao Planalto. Na guerra das bobagens políticas que se transformou o as eleições para eleger o sucessor de Lula, entre o besteirol a respeito do aborto e apelações religiosas esdrúxulas, Serra utiliza-se o marketing e da mentira sem piedade na tentativa de ser um bom discípulo de Goebbels. O mote tucano é simples: o Serra é o “Bem” numa campanha que ele é o agente azul da bondade contra o vermelho maléfico da petista Dilma. É uma velha estratégia que ainda pode colher frutos numa sociedade politicamente aculturada, apática e conservadora, principalmente nas capitais de grande concentração de votos como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;No vale-tudo (e vale mesmo!), vale até mesmo encenações teatrais patéticas, como ocorrida ontem, 21 de outubro, no Rio de Janeiro. Serra numa caminhada pelo bairro de Campo Grande é atingido por uma bolinha de papel na cabeça e segue normalmente o percurso. Depois recebe uma ligação de celular e coloca a mão sobre a cabeça sem nenhum ferimento aparente. A encenação que seria reprovada por Veit Harlen, grande cineasta de Goebbels, provavelmente foi motivado por algum arauto de sua estratégica de marketing. Em seguida, em meio ao tumulto entre partidários tucanos e petistas, a “vitima” tucana é levada a um hospital para fazer exames. Toda a cena foi filmada pela câmera do jornalismo do SBT. A farsa somente se completaria no dia seguinte, com declarações do presidenciável tucano responsabilizando o presidente Lula pelo “clima de guerra” na campanha. É inadmissível qualquer ato que atinja fisicamente qualquer pessoa, seja ela candidata a algum cargo público ou não. Todavia é mais reprovável ainda que um candidato ao posto político mais importante de um país utilizar-se de métodos patéticos e simplistas para criar falsos fatos políticos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A desertificação política prossegue em largos passos. Na mais bisonha e preocupante falta de idéias de programas políticos para o Brasil, os dois candidatos ao Planalto demonstram a clareza da falência de reais projetos políticos. Se de um lado, Dilma se tornou uma espécie de vitrine do governo Lula para conservar a continuidade dos oito anos da gestão que teve sua participação direta; por outro lado, Serra vem querendo fazer o mesmo que Dilma (mudar para deixar exatamente tudo como está), com apelações políticas ainda mais reacionárias e conservadoras ao estilo da histriônica ex-vice-candidata republicana ao lado do ex-presidenciável John McCain à Casa Branca em 2008, a fascistóide Sarah Palin, ex-governadora do “estado-potência” do Alasca. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A exemplo de Palin, no desespero de campanha, Serra prega um retorno ao um moralismo conservador o qual ele se postula como um arauto dos bons modos e costumes na terra sagrada de Macunaíma. Dias atrás, no calor da campanha em Goiás, a cena de Serra beijando um crucifixo para o público seria hilário se não fosse preocupante o fato de um candidato ao posto mais importante do país se sujeitasse ao apego à uma falsa cristandade. Dilma não ficou atrás e se tornou visível sua preocupação em se aproximar das pregações evangélicas reacionárias temendo perder votos para este público com ideais de progresso medieval. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Nesta disputa de quem diz mais mentiras e bobagens na política brasileira, duas figuras do mantra evangélico entraram em debate, o empresário Edir Macedo, vulgo “bispo” da bilionária Igreja Universal do Reino de Deus e o pastor Silas Malafaia da corrente de uma das “Assembléias de Deus”. Macedo que em 1989 apoiou Collor de Melo para presidente e comparou o então candidato Lula ao diabo. Hoje, com seu peculiar cinismo, Macedo diz apoiar Dilma, a candidata de Lula à presidência. Malafaia, por sua vez, afirma apoiar Serra. O debate entre as duas figuras do mercado evangélico se pontua no explicito preconceito jurássico: a questão do aborto e do casamento de pessoas de mesmo sexo. Discutem com se o aborto fosse um tema meramente dos homens e como se as mulheres fossem débeis demais para julgarem o desenvolvimento de biológico, psicológico e de saúde de seus próprios ventres. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Ademais, como se de fato algum destes dois empresários evangélicos ou algum grupo de políticos oportunista estivessem preocupados de fato com a vida alheia ou com o desespero atávico de alguma mulher grávida pauperizada, depressiva, solitária e sem esperança. Para estes chefes de organizações empresariais do Evangelho, o importante mesmo é explorar a desesperança alheia em busca do lucro fácil que suas corporações dão as suas diversas contas correntes. A miséria humana é explorada ao extremo por pessoas sem o menor escrúpulo. Vale afirmar que é absurdo o forte poder midiático nas mãos destes empresários da fé que exploram impunemente programas televisivos e de rádio e, por sua vez, conquistam cada vez mais espaço na cena política brasileira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style=""&gt;4.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;" &gt;O que esperar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt; no Saara brasileiro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;" &gt;?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Entre o ventriloquismo petista de Dilma e o neoliberalismo privatista de Serra, na esteira da falta de norte para o país, no primeiro turno, apareceu como modismo a “terceira opção” na candidata “verde”, Marina Silva, pregando a farsa do “desenvolvimento sustentável” do ecobusiness misturado num reacionário conservadorismo evangélico. Mais de 20% dos eleitores brasileiros caíram nesta conversa fiada e oportunista de Marina, e em geral, movidos pela falta de opções políticas minimamente mais consistentes para o país. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A opção pelo “voto nulo” é uma possibilidade dentro do quadro eleitoral, mas pouco contribui para construir algo com mais solidez e também quem quer se esquivar da real política. A tal “neutralidade política” é para não se comprometer com absolutamente nada e ainda andar com o nariz empinando dizendo alto em bom som: “eu não tenho nada a ver com isto!”. Tal como a candidata Marina Silva, após anos na fileira do Partido dos Trabalhadores e quase seis anos à frente do Ministério do Meio Ambiente do Governo Lula, salta de supetão há cerca de um ano das eleições para os quadros do Partido Verde para se candidatar ao Planalto, pregar a nulidade ou a neutralidade no processo do segundo turno é a mais oportunista e rasteira covardia política. Obviamente, a ex-candidata quer aproveitar os louros momentâneos de sua meteórica aparição no cenário político nacional para posteriormente colher algum “verde” para o futuro de sua vida política. Mais uma vez, são os interesses pessoais que ditam as normas da conduta política pessoal acima dos interesses de qualquer projeto de nação. E o “marketing verde” dizia que Marina era o “novo”... Somente o eleitor muito “verde” para acreditar em ecopublicidade!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Os factóides farsescos e o apelo à uma liturgia conservadora são características de um tempo onde a política foi substituída pelo marketing e os projetos de interesse do país foram pulverizados em promessas e declarações charlatãs e demagógicas. Dizer que Dilma e Serra são iguais é uma inverdade. Porém ambos os candidatos não representam nada adicional para o debate a respeito dos caminhos que resultariam na transformação de um país semidemocrático para um Estado de bem-estar social satisfatório. Todavia, a simples candidatura de um político como José Serra que utiliza até as mais bizarras encenações públicas para angariar votos é preocupante. As gestões do neoliberal tucano à frente ao Planalto no período de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e a dinastia no governo paulista da tríade Covas-Alckmin-Serra são exemplos de administração pública que resultariam num retrocesso ainda mais significativo para o Brasil. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-1901921794839796426?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/1901921794839796426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/10/da-farsa-falta-de-ideias-o-poder-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/1901921794839796426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/1901921794839796426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/10/da-farsa-falta-de-ideias-o-poder-da.html' title='Da farsa à falta de idéias: o poder da mídia e cenas da desertificação política brasileira'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TMFz6opXg2I/AAAAAAAAB6w/CjCwBfi7NgE/s72-c/SERRA_101011_f_049.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-2767020603185602804</id><published>2010-10-19T05:45:00.005-02:00</published><updated>2010-10-19T05:54:10.080-02:00</updated><title type='text'>Um Retrato do Fim do Walfare State Europeu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TL1NLaD3VZI/AAAAAAAAB6o/EHpM544gB6c/s1600/101012franca_f_095.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TL1NLaD3VZI/AAAAAAAAB6o/EHpM544gB6c/s320/101012franca_f_095.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529660775850268050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;(Fonte: &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/album/101012franca_album.jhtm?abrefoto=94#fotoNav=95"&gt;Folha.com&lt;/a&gt; / Foto: David Vicent/AP)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18.outubro.2010 - &lt;/strong&gt;Um sintomático retrato do fim do&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; Walfare State&lt;/span&gt; europeu estilhaçada pela avalanche conservadora neoliberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universitários votam em assembleia  estudantil em Rennes pela continuidade da greve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protestos contra  reforma da Previdência já prejudicam abastecimento de combustível na  França, mas governo neolibera de Sarkozy diz que não recuará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A greve continua e deverá conseguir angariar mais trabalhadores nos próximos dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-2767020603185602804?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/2767020603185602804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/10/um-retrato-do-fim-do-walfare-state.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/2767020603185602804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/2767020603185602804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/10/um-retrato-do-fim-do-walfare-state.html' title='Um Retrato do Fim do Walfare State Europeu'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TL1NLaD3VZI/AAAAAAAAB6o/EHpM544gB6c/s72-c/101012franca_f_095.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-4321947614155538377</id><published>2010-10-19T05:19:00.002-02:00</published><updated>2010-10-19T05:24:10.463-02:00</updated><title type='text'>Sintomas da Crise no Império</title><content type='html'>&lt;object id="player_6887411" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" width="457" height="368"&gt;&lt;param value="true" name="allowfullscreen"&gt;&lt;param value="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=6887411" name="movie"&gt;&lt;param value="always" name="allowscriptaccess"&gt;&lt;param value="window" name="wmode"&gt;&lt;embed id="player_6887411" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=6887411" wmode="window" width="457" height="368"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;noscript&gt;&lt;a href="http://mais.uol.com.br/view/6887411"&gt;Falta de moradia alcança níveis sem precedentes em Nova York&lt;/a&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);" href="http://tvuol.uol.com.br/#view/id=falta-de-moradia-alcanca-niveis-sem-precedentes-em-nova-york-0402983168DCC183C6/mediaId=6887411/date=2010-10-18&amp;amp;&amp;amp;list/type=user/codProfile=f4d5g8hwtbxo/"&gt;Folha.com&lt;/a&gt;: A falta de moradia alcançou níveis sem precedentes em Nova York. Apesar das promessas das autoridades para solucionar o problema, 120 mil pessoas passaram pelo menos uma noite em um refúgio da cidade durante o ano 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-4321947614155538377?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/4321947614155538377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/10/sintomas-da-crise-no-imperio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4321947614155538377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4321947614155538377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/10/sintomas-da-crise-no-imperio.html' title='Sintomas da Crise no Império'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-4259482187602328657</id><published>2010-09-18T18:16:00.008-03:00</published><updated>2010-09-18T18:39:33.716-03:00</updated><title type='text'>A estrela (de)cadente: do afã socialista ao neopetismo midiático neoliberal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TJUu_dEzAHI/AAAAAAAAB6Q/dJYz5gal7nQ/s1600/lula.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 217px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TJUu_dEzAHI/AAAAAAAAB6Q/dJYz5gal7nQ/s320/lula.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518368586083795058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outubro próximo, ocorrerá o primeiro turno das eleições presidenciais. Os brasileiros escolherão pelo voto um novo chefe da nação entre os candidatos disponíveis no mercado eleitoral. O embate maior se encontra entre o nome escolhido pelo atual presidente da nação, Luís Inácio Lula da Silva, a sua ministra de gabinete, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT) e o ex-governador de São Paulo, José Serra do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Contudo, na prática há um debate insípido e mimético de propostas pífias de continuísmo neoliberal. Ambos os candidatos não apresentam nada de diferencial, mesmo que em tese são considerados correntes opostas no ideário político. Do ponto de vista do campo ideológico da esquerda, para o atual momento, uma pergunta se faz presente: o que é o Partido dos Trabalhadores hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;1. Um luzir estelar de curta duração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a subida do partido com a estrela de Lula sentada na cadeira principal do Palácio do Planalto em janeiro de 2003, o PT vem se consolidando na opção da doutrina pelo poder eleitoreiro sem um consistente projeto político. Logo após a vitória histórica do partido, apareceram os efeitos colaterais e, para variar, proveniente dos velhos odores da política palaciana e seus nefastos conchavos em Brasília. Após o deslumbre do poder, o resultado é um partido descaracterizado cujas principais lideranças foram solapadas na esteira da corrupção. Dentro do ufanismo pré-eleitoral, adiciona-se ainda ao enfraquecimento político da mobilização das agremiações de esquerdas brasileiras. Qual é a ideologia reinante nas atuais práticas do petismo: socialista ou neoliberal? Qualquer que seja a resposta, o quadro é alarmante e digno um Frankenstein político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As denúncias de benesses políticas para parlamentares em troca de apoio para o governo teve seu auge na crise abominável do “mensalão” que surgiu no primeiro governo de Lula. Tais práticas nunca foram novidade dentro do cenário político nacional. Todavia o PT deu continuidade a este relacionamento promiscuo dentro das esferas de poder e inexplicavelmente ninguém foi punido dentro do partido ou pelo governo. Lamentavelmente, o PT mimetizou Pilatos à brasileira: lavou as mãos encharcadas de dólares (até em cuecas!) e fechou os olhos para membros acusados de práticas nefastas. Historicamente, o combate à corrupção representou na origem do PT um dos pilares centrais do partido com a proposta de fazer política com “ética e transparência”. O discurso virou pó, ou melhor dizendo, poder e dólares! Um dos arautos da guinada “à direita” do PT, José Dirceu, ex-presidente do partido e considerado um dos articuladores do mensalão, além de não ter sido punido e, até hoje, sua sombra perambula com seus tentáculos dentro das esferas de decisão do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu-se então um oceano de “vistas grossas” dentro do PT: uma figura emblemática dentro do escândalo, Delúbio Soares, homem das finanças do partido, não foi realmente punido; nenhum integrante do que ficou conhecido como o “valerioduto” foi punido com veemência dentro do seio partidário. Exceto por alguns integrantes que mais tarde deixaram as fileiras do partido, nenhuma postura crítica das políticas neoliberais praticados pelo governo federal foi questionada. A crítica se cala perante os conchavos que o PT vem tecendo com “seu novo” discurso e desenvolvendo práticas de ruptura com a sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio dos sindicatos é sintomático. Adiciona-se ainda a abjeta briga visceral por cargos públicos na caravana da alegria sindical: basta estar encostado em alguma sigla sindical da aba petista para sugar avidamente o leite tenro do erário. Acabrunhado, o partido míngua sua credibilidade e assiste sua história se misturar com o cheiro do ralo. Que tipo de metástase está consumindo o PT e que monstro está sendo parido para o futuro tendo em vista suas atuais práticas políticas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;2. O eclipse estelar: neopetismo e mimetismo neoliberal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das questões abominável no atual modelo do PT (e que teoricamente - ainda - é o "núcleo duro" do governo federal) é a falta de visão estratégica para o país que possa fugir do modelo neoliberal (ou da adesão de uma espécie de “neokeynesianismo liberal” após a crise mundial de 2008). Para quem acompanha a política partidária, os principais quadros do partido estão muito mais preocupados com a visão imediatista à aderência ao “lulismo” e seus assentos em cargos vistosos do funcionalismo público e empresas estatais. Aqui, será designado o termo “neopetismo” para este novo momento em que o partido se lançou dentro da esfera de poder, ou seja, um momento de ruptura entre os as ilusões da proposta socialista e a “realpolitik” neoliberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos práticos, a administração petista se baseou em alguns pilares de moldes estritamente neoliberais com um algum apelo popular do verniz “social” para gerenciar o país, sintetizadas em duas gestões de governo Lula (2003-2010). Destacam-se alguns pontos sintomáticos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a.) continuidade “ascética” da política econômica neoliberal  de proteção ao capital especulativo nacional e estrangeiro;&lt;br /&gt;b.) manutenção de escalas de juros estratosféricas que protegem e remuneram com enorme desenvoltura o capital especulativo de curto prazo e amplia a rentabilidade de bancos e agências financeiras;&lt;br /&gt;c.) apesar da fome e a subnutrição que parcela significativa da população sobrevive no país, a política nacional deu ênfase à agroindústria latifundiária exportadora, o ostentado “agrobusiness” (tendendo a médio e longo prazo a monocultura de produtos voltados exclusivamente para o mercado externo, ou seja, a celebração do idiossincrático rótulo “Brasil, celeiro do mundo”);&lt;br /&gt;d.) massificação do microcrédito como complemento da baixíssima renda dos trabalhadores para direcioná-los na escala alienante de consumo em massa;&lt;br /&gt;e.) desenvolvimento de um programa escancaradamente midiático de infra-estrutura para o país e destinação de grandes aportes financeiro às principais empreiteiras, sob a sigla de “Programa de Aceleração do Crescimento”, o chamado “PAC”;&lt;br /&gt;f.) concessão de bolsas de subsídios para complemento de renda e estudos como o “Bolsa Família” e o “Prouni” cujos efeitos a médio e longo prazo são altamente questionáveis;&lt;br /&gt;g.) na ação política, amplo arco de alianças de uma miríade de siglas partidárias sem compromisso nenhum com os ideários e projetos para o país, na infeliz base do “toma-lá-dá-cá”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A administração neopetista também foi marcada por alguns projetos polêmicos de eficácia duvidosa para o país, como a alardeada descoberta da promessa mirabolante de petróleo em áreas oceânicas profundas (em região geológica denominada de “pré-sal”), projeto de transposição do rio São Francisco, uso de recursos do BNDES para financiamento de empresas multinacionais e em áreas consideradas não-estratégicas para o país. É pertinente salientar que os anos 2000 foram de grande internacionalização de uma parte da indústria nacional com aportes massivos de recursos do BNDES, que por sinal, é eminentemente dinheiro público que foi destinado à iniciativa privada. Todavia, com a mesma velocidade não aconteceram às esperadas mudanças que os brasileiros tanto careciam serem sanadas nas urgentes questões sociais, seguindo então velha novela dramática e secular da moradia, alimentação, educação, reforma agrária, segurança pública, transporte e saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notória a capacidade carismática de Lula e seu apelo junto às “massas”. É possível entender que seja “natural” que para a população, o governo Lula se confunde com a personificação do seu presidente. Com a pulverização do microcrédito, o simples fato de pessoas de baixa renda estar consumindo um pouco mais do que estavam acostumadas (isto não significa necessariamente o deleite de alguma considerável “qualidade de vida”) cria subliminarmente condições psicológicas para uma sensação de “desenvolvimento”. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2009 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), mostrou números que avançaram no item de bens materiais básicos da população brasileira. Para exemplificar com alguns números: a presença de televisores nas residências brasileiras foi de 90,3% em 2004 para 95,7% em 2009. Para o mesmo período a presença de geladeiras passou de 87,3% para 93,4% e máquina de lavar roupa passou de 34,3% para 44,3% nos lares do país. O uso de computador em domicílios saltou de 16,3% para 34,7% entre 2004 a 2009 e o acesso a internet de passou de 20,9% para 41,7% dos computadores em domicílio em 2009.  Dados interessantes foram para o recuo da telefonia fixa de 48,7% em 2004 para 43,1% em 2009 em contraste com a explosão do uso do aparelho celular que no mesmo período analisado saltou de 47,7% para 78,5%. Reforçando a construção em curso de objetos fetichizados dentro da estrutura capitalista tal como o aparelho celular que representou nos anos 2000 um modelo do consumo e um símbolo de status social e progresso material na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário da mídia da propaganda do consumo, na prática a renda do brasileiro médio mudou muito pouco. A sensação aparente de consumo não necessariamente se traduz em consumo real. O rendimento médio na região Sudeste do Brasil cresceu apenas 17%, passou de R$ 1072 em 2005 para R$ 1255 em 2009, e no mesmo período o registro em carteira do trabalho assalariado passou de 54,9 para 59,6. A dispersão do crédito numa série de pressupostos e assédio da “renda à crédito” (muitas vezes descontado rigidamente na folha de pagamento do assalariado) deu ao trabalhador a possibilidade de se transformar num “consumidor padrão” mesmo com uma renda escassa ou incipiente e assim possibilitar dar condições sustentação a um ciclo de consumo de bens materiais. Neste ínterim, o mundo material se confunde com o mundo das necessidades básicas e logo se cria um grande apelo popular à política com grande flerte de um populismo de Estado praticada pelo governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números da simpatia popular perante o apoio à figura de Lula são significativos. Uma nova classe de “emergentes” consumidores foi criada pelos técnicos e estatísticos do IPEA e do IBGE para projetar a imagem de um “novo” Brasil. Questões midiáticas de forte impacto no imaginário popular como sediar a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016 dão um estofamento confortável dentro do imaginário de nova nação dos trópicos. Com a superação razoável da crise de 2008 e a manutenção das taxas de desemprego em patamares considerados “calmos” pelos economistas neoliberais, o Brasil segue sem maiores solavancos na política praticada há pelo menos uma década após a sustentabilidade do Plano Real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pertinente que durante o período da administração Lula, foi marcada por uma construção de um discurso que não se preocupou como o fortalecimento de uma idéia de Estado de bem-estar social, mas sim uma forte construção midiática através da criação de mecanismos de políticas sociais que desembocou numa cultura estigmatizada da caridade. A dispersão dos agregados da “Bolsa Família” marcou um vinculo de dependência socioafetiva e simbólica entre os indivíduos de extrema pobreza e a benevolência da ação governamental. Desta maneira, ao contrário da propaganda oficial leva a crer, temos a caridade do Estado como forma de criar um mecanismo de perpetuação da pobreza endêmica regional. Logo, se tornou muito difícil o beneficiado dos programas sociais do Estado se desvincular da conta-gotas de sobrevida representado por um cartão de benefícios do Programa “Bolsa Família” (levando em consideração aos fossos abissais que norteiam as gritantes diferenças sociais presentes nas regiões economicamente ativas no Brasil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo do declínio das matrizes de oposição à política reinante, é perceptível uma forte adesão populista no projeto neopetista de poder (assim com vem sendo explorada da imagem da candidata Dilma Rousseff como sendo uma espécie de extensão do “pai”, ou seja, a vindoura “mãe dos pobres” – e “tranqüilizadora” dos ricos!). Sendo assim, as práticas adotadas pela administração Lula no campo social foi uma reinvenção mais modernizante de uma forma de populismo “brando” (principalmente nas áreas mais carentes do país, em especial o eixo centro-norte, destacadamente o nordeste brasileiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significativo também foi o advento uma nova geração de gerenciadores do poder político no Brasil, com a participação de sindicalistas e antigos “socialistas” compondo uma base de decisões do governo e sem maiores constrangimentos com a adesão entusiasta do modelo neoliberal (o caso da adesão praticamente irrestrita ao lulismo por parte das centrais sindicais, como o caso da Central Única dos Trabalhadores, a poderosa CUT, é sintomático).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, com emprego da grande mídia (a chamada “Big Mídia”) massificando opiniões e modelos a serem seguidos, registra-se que os ideais neoliberais adentraram atavicamente nas escalas subjetivas de valores e virtudes quase todos os ramos da vida pública do brasileiro, da fragmentação da família em modelos mercantis de “franquias familiares” à lógica subserviente da produção acadêmica das universidades. A crítica hoje é se o governo é mais ou menos “liberal”, como se não houvesse mais alternativa para uma sociedade além da servidão voluntária ao modelo do capital. Enfim, nas águas calmas do neoliberalismo à brasileira, não causa estranheza que até no programa político do PSDB, use a imagem de Lula graciosamente ao lado do tucano José Serra, o principal adversário da candidata petista ao Planalto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;3. A estrela partida: existirá vida após o lulismo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguramente a trajetória de Lula se confunde com a própria história do PT. Porém, cabe ao partido saber o que realmente pretende fazer como alternativa política para o país após o governo Lula. Dentro do cenário do velho partido, na colcha de retalhos ideológicos dentro do PT, a “esquerda” do partido está tão diluída com suas querelas intestinais que não oferece nenhum perigo a ala direitista e conservadora. Portanto, o diálogo construtivo e voltado para as questões fundamentais do país é interditado. Não é possível pensar em políticas partidárias se não levar a exaustão o debate mais profundo e que margeia todas as matrizes do desenvolvimento: a crise do Estado brasileiro e suas repercussões sociais. Em suma, fica a pergunta que teima em sair da alcova: a esquerda brasileira está realmente preocupada com a visceral questão da crise do Estado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrela desce ao abismo com o neopetismo de ares lulistas. Tarso Genro que presidiu interinamente o partido durante o auge da “crise mensalônica” chegou a falar de "refundação" do PT. O debate foi abortado drasticamente graças a uma intervenção soturna de José Dirceu e seus "companheiros" de alguma maneira interligados com os escândalos do período. Mais uma vez, o partido perdeu o bonde da história e deixou de purgar dentro dos seus quadros a podridão da corrupção e falta de visão política. Não pairam dúvidas sobre os rumos do partido no atual momento político e para colocar em prática sua sobrevivência e fazer jus sua história é preciso ter a coragem e a capacidade para se reconhecer e transformar. Muitos quadros leais aos ideais originários do partido saíram do PT para fundar outras siglas ou se readequarem de forma constrangida em algumas outras já existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do quadro de fragilidade partidária, o PT tem dois caminhos antagônicos: fazer sua refundação e reorientação política ou se transformar mais uma mera sigla eleitoreira no teatro partidário da idílica democracia à brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise dos partidos de esquerdas não se deve tão somente à crise do socialismo ocidental simbolizada na queda do Muro de Berlim. As esquerdas padecem de uma visão de futuro contra as mazelas aplicadas pelos programas dos partidos neoliberais e serviçais dos interesses do grande capital. O capitalismo se metamorfoseia e procura adaptar-se às praticas de atuação conforme suas necessidades pelas vias da antropofagia cultural e da usurpação da mais-valia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alternativa socialista não poderá ser um monólito pálido carente de visão de futuro. Para um novo PT, não há outro caminho senão a sua refundação. “Reinventar” a esquerda é um projeto alternativo de estrutura de poder. Reinventar o futuro não é apenas uma tarefa de burocratizar o aparelho partidário e fazer belas cartilhas programáticas que na prática nunca sairão nenhuma proposta factível do papel. Cabe ao PT reinventar a si mesmo, sair da letargia e do marasmo vampiresco por cargos e comissões, desalojar a corrupção crescente dentro dos seus quadros, e reconstruir seu papel social e sua ideologia, transformar a política e o próprios ideais da esquerda e se afirmar como uma opção socialista para a sociedade brasileira. O PT precisa retornar às suas origens e observar que são os trabalhadores a sua base primária de sustentação e luta contra a opressão do capital que resulta em perversas desigualdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O século XXI não é apenas um paradigma a ser desembrulhado da caixa de Pandora, porém o desafio maior é acreditar na possibilidade de transformar injustiças e mazelas socioeconômicas em uma nova dinâmica onde a sociedade diminua sensivelmente suas disparidades tão grotescas. Ao contrário do que muitos acreditam, não será maquilando números de índices sociais e econômicos que chegaremos a um patamar civilizatório. A experiência petista no governo federal mostrou o quão difícil são as construções idearias do seio partidário para as práticas da “realpolitik” cotidiana. A mudança de marcha forçada para do afã de socialismo de suas origens para uma guinada à direita com um conservadorismo neoliberal com pitadas de uma política social com afeições populistas mostraram um transformação radical do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personificação da figura do presidente Lula foi tão forte na cultura política brasileira recente (e enfaticamente dentro do PT) que coube a ele unilateralmente indicar sua candidata a sucessão do seu governo na sucessão presidencial, sem criar condições dentro do próprio partido de seu nome fosse discutido com e votado em eleições internas. Por sua vez, até mesmo o lado opositor, o partido do PSDB não conseguiu um nome consensual para enfrentar o nome da candidata de Lula. Notadamente, este misto de governo, que tranqüiliza o grande capital e afaga com benevolência o pequeno trabalhador dão condições de permanência de assegurar um adágio popular onde “tudo será mudado para permanecer exatamente como está”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O boom do aparelhamento do consumo pelas classes populares e a resignação do imaginário popular a respeito das transformações da política ainda dão condições permanência um modelo conservador e neoliberal com benesses sociais. Neste aspecto, os partidos viram tão apenas siglas que praticamente não aparecem nas campanhas publicitárias dos candidatos. Até mesmo a histórica estrela do PT é pouco visto ao lado dos nomes de candidatos ao executivo e ao legislativo, seja federal ou estadual. Como se na realidade, o candidato a algum cargo a ser disputado nas urnas estivesse “escondendo” seu partido e desejando apenas vender sua imagem límpida para o eleitor. Não é a toa que nas campanhas eleitorais nos estados, é visível a disputa pela presença de Lula nos palanques de candidatos de partidos, em tese, opostos. Com raras exceções, a teia partidária vem se consolidando no Brasil num emaranhado de siglas sem significados ou compromissos ideológicos, e neste contexto, as costuras partidárias do PT nas últimas eleições realizados pelo país foram uma colcha de retalhos que envolvia os supostos extremos: da direita e a esquerda, com algum flerte com até mesmo seu adversário direto, o PSDB, em alguns estados da federação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT se transformou e metamorfoseou-se na figura de Lula como elemento central de sua construção política. Fato esse que até mesmo o próprio nome de uma figura apática do cenário político nacional, Dilma Rousseff, para suceder seu governo foi uma obra narcísea de Lula, o que deixou claro as condições que o PT encarnou o lulismo. Cabe ao partido ter condições de buscar se refundar e se reconhecer dentro de um processo histórico como tal para ter identidade e credibilidade com possibilidades de uma nova construção política. Caso contrário, ficará refém de imagem de Lula e, para acentuar a dependência, muitos petistas não descartam o retorno do nome do seu líder principal na próxima sucessão presidencial, em 2014. Certamente este possível cenário sebastianista seria o pior de todos, mostrando-se o esgotamento e falência do projeto político petista por completo e assimilando seu cenário de uma mera sigla política agregada de interesses pessoais de algumas de suas lideranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Versão do meu artigo a ser apresentado no "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;X Forum de Análise de Conjuntura&lt;/span&gt;", na UNESP - campus de Marília/SP, entre 20 a 22 de setembro de 2010. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-4259482187602328657?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/4259482187602328657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/09/estrela-decadente-do-afa-socialista-ao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4259482187602328657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4259482187602328657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/09/estrela-decadente-do-afa-socialista-ao.html' title='A estrela (de)cadente: do afã socialista ao neopetismo midiático neoliberal'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TJUu_dEzAHI/AAAAAAAAB6Q/dJYz5gal7nQ/s72-c/lula.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-5428981418958277972</id><published>2010-09-07T18:48:00.006-03:00</published><updated>2010-09-07T22:20:33.123-03:00</updated><title type='text'>Cenas da Tecnobarbárie</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TIazNl6mL0I/AAAAAAAAB6A/iqYoVRfrvvY/s1600/100907_f_032.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; 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 &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:1; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 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font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);" align="right"&gt;(Sigmund Freud)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;o:p&gt; *&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;O mito que se espalhou sobre diferentes sociedades a respeito da "revolução humana" através do uso desenfreado da tecnologia vem produzindo efeitos paradoxais cada vez mais perversos. Por detrás do "boom" frenético de quinquilharias tecnológicas de duvidosa eficácia apoiadas por massivas e milionárias campanhas de marketing selvagem das gigantes e bilionárias empresas do ramo, o indivíduo vem sendo cada vez mais refém de espaços tecnológicos que se de um lado “conectam-no” com o mundo, por outro dão uma falsa sensação de progresso. Nenhuma tecnologia por si mesma, por mais panfletária que seja sua campanha de marketing, faz alterar consistentemente condições de desigualdade socioeconômica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;O fato de uma criança parida na miséria urbana, seja na paulistana Paraisopólis ou na indiana Khairat, utilizar o manejo de um computador não a tirará da condição de opressão e treva social. “Conectada” numa rede de computadores, a criança talvez possa agregar algum conhecimento mínimo para no futuro “enfrentar o mercado de trabalho” ou se divertir um pouco com algum novo jogo eletrônico que antes ela não teria acesso. É de um cinismo inexprimível quando empresas reclamam da baixa “capacitação tecnológica” dos candidatos a alguma vaga de emprego (naturalmente, submetido a um irrisório salário!). Uma pergunta é pertinente: se uma empresa deseja empregados para utilizar suas ferramentas tecnológicas, por que não ensiná-los? De prontidão, a resposta estará na ponta da língua de qualquer gerenciador de “recursos humanos”: “ensinar é custo para a empresa”. Logo, ter um “cidadão” tecnologicamente informado é ter um empregado “qualificado” sem maiores custos operacionais para uma empresa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Com a “flexibilidade” e “precariedade” dos contratos trabalhistas, caso houver uma mudança drástica na tecnologia, basta demitir o trabalhador e contratar outro mais “experiente” de acordo com a nova “onda” do momento. Para o empregador, é tudo uma questão de “competitividade”: econômica, simples e asséptica! Daí surge outra cínica encruzilhada que ronda o imaginário da angústia diária dos empregados de empresas que trabalham com um dinamismo de razoável tecnologia: “atualizar ou perecer”. Não é a toa que cada vez mais as empresas incentivam “generosamente” os empregados a trabalharem em suas residências. Desta maneira, é possível extorquir mais-valia quase absoluta com o sorriso beneplácito do empregador. Mulheres em gestação ou com filhos pequenos são alvos preferenciais: afinal, a empresa “entende” o problema da mãe-trabalhadora. Logo, é sedutor para essa trabalhadora um trabalho que se utiliza dos acessos via internet e controle sistemático das suas ações (por exemplo, o uso da tecnologia de biometria) dentro de sua própria residência. Então, dentro do mesmo recinto, ela desdobra-se sob o mesmo teto entre cuidar da casa, dos filhos e ainda ficar presa ao computador “trabalhando” para a empresa. O mesmo poderá ocorrer para um funcionário do sexo masculino em situação semelhante: para o capitalismo sem freios a questão do “gênero” é apenas uma bobagem semântica. Nem os senhores de engenho do Brasil colonial tiveram soluções tão “criativas” como as utilizadas na era da tecnobarbárie!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Criar uma rede de computadores em favelas, por exemplo, poderá hipoteticamente conectar um mínimo de percentual dos seus moradores ao Orkut ou Facebook, mas não retirarão suas severas condições de miséria endêmica. Após a incorporação do ideário neoliberal no papel do Estado que se ausentou de agir na questão social (as evidências do fim do chamado “&lt;i style=""&gt;walfare state&lt;/i&gt;”), as ONGs assumiram o papel no vácuo da promoção social e de forma terceirizada praticam as ações (que são da esfera governamental) em trabalhos cosméticos, irrisórios e pontuais. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Para ter visibilidade e atrair patrocinadores da cínica etiqueta neoliberal da “responsabilidade social”, as ONGs se armam de uma grossa camada de “marketing social”!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;São inegáveis os benefícios de algumas novas ferramentas tecnológicos para sociedade. Porém, é pertinente entender que elas são apenas ferramentas e nada, além disto, ao contrário que pregam muitos arautos do agressivo marketing tecnológico. Sem cair no sedutor do discurso do fetiche voluntário da tecnociência, o uso socializável e democrático das tecnologias poderá reder bons frutos (como em muitos casos já uma notória realidade!). Todavia é preciso atentar para os perigos de uma latente clivagem ainda maior nas desigualdades sociais e entre países de diferentes domínios de tecnologias. Ainda não se definiu como as sociedades poderão se proteger com o vertiginoso cerceamento do conhecimento de um punhado de empresas bilionárias do ramo tecnológico. Por exemplo, as questões éticas sobre sigilo de informações de Estado, tecnologias empregadas na engenharia genética e o patenteamento de medicamentos ainda continuam tão turvas e obscuras como as águas do rio Tietê.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;A nova estratégia de políticas públicas é criar condições fetichistas de “incorporação” da miséria ao cotidiano capitalista com maior midiático possível. Desde as políticas minguadas de transferência de renda, microcrédito ou projetos de “reciclagem” de trabalhadores desempregados. A supostas benesses da “inclusão” não param por ai: no safári da miséria, passando ainda por um mórbido e surreal “turismo” de gringos em passeios pelo interior de favelas, no bizarro “&lt;b style=""&gt;Favela Tour&lt;/b&gt;” como já acontece na favela da Rocinha no Rio de Janeiro e dirigida por uma ONG local. A miséria não é apenas persistente, mas também tem seu lado lucrativo ao ser explorado em todos os parâmetros sem piedade por ONGs inescrupulosas, agências e governantes atrás do voto da barbárie. Tais atores que deveriam trabalhar para eliminar a barbárie interior, apenas sustentam um clima selvagem imbuído de uma moral de exploração humana e lucratividade desmedida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;O homem contemporâneo, contaminado pelos vícios da velocidade das conexões de banda larga e sem fio, anseia por respostas prontas nas bordas do cursor do mouse. A apologia à tecnociência é da mesma proporção da solidão e vazio interior que a aridez da sociedade se configura entre seus indivíduos. Para fugir da sua solidão, o indivíduo se conecta as redes de pessoas tão solitárias quanto ele e assim socializam dentro do tear tecnológico de solidão disfarçada. A cada novo pacote de tecnologia que pretende “revolucionar” a revolução do pacote anterior se hipnotiza pelas sensações táteis e midiáticas das processas tecnológicas. Bastar estar “plugado” em alguma conexão que todos os problemas e angustias serão “deletadas” com um único e preciso “clique”. No afã messiânico de libertação humana, o risco é sempre de ficar mais preso ainda nas armadilhas da caixa de Pandora. A tecnobarbárie, produto imediato da tecnociência, é apenas mais um sedutor e atualizado mecanismo que endogeniza e “naturaliza” as desigualdades na idéia-força sob o rótulo pueril de “civilização humana”. &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-size: 100%;"&gt;Para reiniciar um novo horizonte, não bastará dar apenas um mero&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-size: 12pt;"&gt; [Ctrl] + [Alt] + [Del]. Um novo olhar para o mundo pede muito além disso... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="line-height: 115%; font-size: 12pt;"&gt;&lt;ctrl&gt;&lt;alt&gt;&lt;del&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/del&gt;&lt;/alt&gt;&lt;/ctrl&gt;&lt;/span&gt;&lt;del&gt;  &lt;/del&gt;&lt;del&gt;&lt;del&gt; &lt;/del&gt;&lt;/del&gt;  &lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;ctrl&gt;&lt;alt&gt;&lt;del&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/del&gt;&lt;/alt&gt;&lt;/ctrl&gt;&lt;/span&gt;&lt;del&gt;  &lt;/del&gt;&lt;/p&gt;&lt;del&gt;&lt;del&gt;&lt;br /&gt;&lt;/del&gt;&lt;/del&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-5428981418958277972?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/5428981418958277972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/09/cenas-da-tecnobarbarie.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/5428981418958277972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/5428981418958277972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/09/cenas-da-tecnobarbarie.html' title='Cenas da Tecnobarbárie'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TIazNl6mL0I/AAAAAAAAB6A/iqYoVRfrvvY/s72-c/100907_f_032.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-8611743196278283212</id><published>2010-09-05T00:46:00.005-03:00</published><updated>2010-09-05T01:13:47.291-03:00</updated><title type='text'>Vida Material, Violência e Angústia: O tráfico de drogas como metáfora</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TIMS3h_RqNI/AAAAAAAAB54/IjqeG3dUy1o/s1600/anuncio_drogas.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 315px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TIMS3h_RqNI/AAAAAAAAB54/IjqeG3dUy1o/s320/anuncio_drogas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513271114057492690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O descaso como proposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do debate estéril das plataformas políticas dos principais candidatos aos postos de comando do país nas duas esferas de poder (federal e estadual), o que a população assiste de forma apática é um teatro de bobagens e lugares-comuns. Um tema que sequer passa pela retórica bolorenta dos discursos é a questão do tráfico de drogas e o enraizamento da violência nas grandes cidades. De forma omissa, independente do espectro da cor partidária, a ação do Estado e suas esferas de ação em trono da violência gerada pelo narcotráfico não são sequer levadas em pauta. O que torna mais dramática é a sensação que num futuro de horizonte muito próximo a situação tende cada vez mais a acentuar. Para o afã troculento de alguns, a questão das drogas e o uso delas por parte significativa da população está longe de ser resolvida com medidas meramente de ação policialesca e de sumária repressão aos mais pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer coisa, é preciso deixar claro que sem uma promoção de políticas públicas dentro do mercado consumidor, será ineficiente todo combate das forças policiais contra o tráfico de entorpecentes. Isto é, se de fato alguma sociedade realmente deseja combater o uso das drogas em suas esferas de sociabilidades. Retóricas benevolentes para “legalizar” seu uso pululam aqui ou acolá, talvez para os defensores da legalização seja a saída fosse à criação de uma espécie de “Macombras”, a estatal dos entorpecentes legais (como é o caso da liberação dos cigarros e bebidas alcoólicas). Entre vícios e virtudes, é mais simplificador encontrar apaziguamento para os problemas e não refletir suas causas. Pelos seus espinhos, esta matéria essa que está longe de um consenso, isto é, se é que de fato alguém queria debater com seriedade tais assuntos. Existe uma pergunta que precisa ser feita com sinceridade: estaria alguma sociedade disposta a coibir realmente seus vícios ou não poderia viver sem deixá-los de cometer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;2. Tráfico, poder e globalização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando para uma “práxis” da realidade. Apenas para ficarmos atentos na América Latina, o exemplo da instalação do narcotráfico nas raízes do Estado é revelador na Colômbia e seus cartéis que tem na figura do lendário Pablo Escobar seu mártir do crime. O México hoje vive um drama mais pungente e explosivo onde uma parte do seu território é controlada fisicamente pelo poder dos cartéis. Paradoxalmente, os Estados Unidos com sua política de permanente interferência na América Latina, tal como se processou no famigerado "Plano Colômbia", além de não diminuir a oferta de drogas e impulsionou mais violência no Estado colombiano, o tal Plano não conseguiu sequer diminuir internamente a voracidade do mercado consumidor estadunidense. Ademais, é necessário coibir em escala global a bilionária indústria da produção de armas dos países desenvolvidos que abastecem robustamente os traficantes. Mas algum governo do "civilizado" Primeiro Mundo realmente estaria disposto a cessar a produção de armas em nome da perda de postos de trabalho e influência econômica das gigantescas empresas do ramo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No propalado “boom” da economia dos últimos anos, o Brasil se tornou hoje um dos maiores consumidores do mercado latino-americano das drogas. A repressão se faz no interior das zonas de periferia das cidades com carga máxima de violência e descontrole das ações midiáticas da força policial. Por sua vez, o modo que se processa a sociedade com a ostentação do capital a curtíssimo prazo seduz um batalhão de jovens pobres e sem esperança para o vistoso mercado do crime de curto prazo e altíssimos lucros. Hoje, com os norteadores da vida material, não é raro que até mesmo alguns bem nutridos integrantes das classes médias adentram no mercado das drogas como traficantes e não apenas como alucinógenos usuários. Na teia complexa que se enquadra as organizações do crime, o tráfico do drogas se tornou não apenas um subterfúgio do desespero de vida, mas também uma rentável opção de remuneração para ter acesso rápido um alto padrão de vida de bens materiais (fato que raramente seria alcançado sendo remunerado como um "trabalhador normal").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a prática usual da corrupção policial aliada à endogenização da violência e pobreza são as matrizes fundamentais de uma economia que de cigarrinhos, papelotes, fileirinhas e “trouxinhas” movimentam bilhões de dólares sem a menor fiscalização dos grandes operadores do sistema financeiro. Levando em consideração que o próprio sistema financeiro mundial é irrigado constantemente por dinheiro ilícito proveniente de lavagem de drogas e seus derivados. Na base da exuberância do progresso da economia material dos operadores ilícitos do mercado, temos a indústria do sexo, armas, drogas e medicamentos como uma das mais lucrativas do “planeta business”. A alta rentabilidade promovida pela produção e comercialização de drogas ilícitas não pode ser desprezada nos balancetes não-oficiais da contabilidade nacional de muitos países, na América do Sul e regiões africanas e asiáticas. O tráfico de drogas é um grande imperativo na manutenção de guerrilhas, milícias e grupos terroristas espalhados pelo globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder messiânico do dinheiro é o maior dos deuses no cotidiano da vida material capitalista. No Brasil, longe da miséria das favelas, o tráfico de drogas vai além do mero problema social, mas um empreendimento econômico altamente lucrativo cujo seus principais acionistas estão desfrutando da vida mansa e tranqüila no asfalto em seus belos casarões regados com muito champagne e entre afagos mimosos de belas mulheres e políticos locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;3. A fragmentária sociedade material&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em linhas gerais, do ponto de vista do usuário, o consumo é o portal do acesso ao progresso material e a aquisição de drogas ilícitas é apenas mais um aporte de recurso para estar inserido dentro de uma esfera de influencia social. Todavia, devido à vários fatores, quando é rompida a esfera da sociabilidade vem o limbo do desespero perante a dependência psicoquímica. Na relativização da subjetividade familiar, por exemplo, dificilmente uma mãe ou pai interdita o desejo da filha adolescente de passar a madruga inteira e chegar às 6 horas da manhã numa “rave”, independente de estar “alterada” ou não. Porém os mesmos pais são capazes de fazer de tudo para que o professor de sua filha perca o emprego por ter dado uma “nota baixa” no boletim escolar. Não raro que os próprios pais, ou pelo menos um deles, socialize um “cigarrinho” com o filho ou filha para se apresentarem como mais “modernos”. Porém estes mesmos pais reclamam da violência no semáforo, do roubo do relógio ou do celular e segue a mesma ladainha de sempre: “que absurdo”, “que pais é este”, “onde vamos parar”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ter acesso ao "produto" é preciso subir no morro ou fazer um "disk-drogas" que chegará no horário combinado no asfalto. A face de uma verdadeira guerra civil foi instalada em alguns pontos de alta densidade populacional e pobreza endêmica tem como força-motriz o abismo da esperança devido ao abandono secular das políticas sociais do Estado elevando-se na barbárie explicita da guerra sanguinária por pontos de comércio e escoamento de drogas e armas. Cenas cotidianas da polícia fluminense subindo os morros do Rio de Janeiro e trocando tiros como se fossem retratos miméticos de cenários de guerra se tornou tão rotineira quanto à imagem do Cristo Redentor. É importante frisar que os supostos pontos “pacificados” em regiões de violência endêmica, em geral, têm uma maior “convivência” das práticas policiais que fazerem “vistas grossas” mediante as ancestrais práticas do suborno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro detalhe a ser refletido é a “cultura da violência” que se normatizou em boa parte das sociedades cuja influencia proveniente do tráfico de drogas é endêmico. Entre outros fatores, o culto do medo patrocinado particularmente pela indústria dos artefatos de bugigangas eletrônicas e das empresas que vendem seguro de tudo (inclusive de glúteos e seios siliconados!) colaboram acintosamente para irradiar o clima da guerrilha de “todos contra todos” dentro das cidades. Cada vez mais a população é convencida da urgente necessidade de se trancafiarem com câmeras, porteiros eletrônicos, seguranças armados e seguros de seus pertences.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de uma cidade livre é engaiolada na arquitetura mercantilizada de um shopping-center esterilizado e “protegido” das agruras do “lado de fora”. Estes “oásis” de suposta segurança e bem-estar se multiplicaram ferozmente e se tornaram os espaços públicos preferenciais dos individuo das grandes cidades. Na mesma linha segue os lançamentos cada vez mais rotineiros dos condomínios residenciais fechados das classes médias, cada vez mais preocupadas de se isolarem do mundo em busca de “segurança e tranqüilidade”. O paradoxo é quando mais se preocupam de forma narcísica em salvar a própria pele, mais desprotegem o ambiente social que vive. Não raro, quando pais da classe média escondidos numa destas bolhas de suposta tranqüilidade, descobrem que os próprios filhos estão usando drogas, caem em lamentações: “onde foi que errei?”. Daí o “estrago já foi feito”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa sociedade onde o culto pelo vazio, mercantilização de todas as esferas de convivência e da banalização da vida é sintomático. A opção pelo uso “social” das drogas ilícitas em rodas de amigos se revela “aceitável” ou até mesmo imperativo: o charme do “inofensivo” cigarrinho de maconha. Ao observar com realismo as mudanças processadas nas sociedades ocidentalizadas, o que poderíamos dizer nos anos 1960-70 ações que se reduziam em “apenas” uma transgressão de conduta o uso de drogas como o cigarro, a maconha e o LSD, hoje se tornou um problema cuja solução asséptica é impossível. O romantismo transgressor cedeu espaço para a barbárie e angustia da dependência química.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão das drogas e seu comércio com lucros exponenciais se tornaram mais visíveis com o advento de drogas de efeito mais devastador e se tornaram populares e resultados dramaticamente deletérios. Para a camada mais endinheirada, as drogas sintéticas fazem grande “sucesso” enquanto para os usuários populares, o “crack” vem se tornando a maior angústia de muitas famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma sistemática omissão do Estado que apenas faz o uso do massivo assassinato de jovens pobres das periferias e um ineficiente controle do escamento das rotas de distribuição de drogas, então o que sobrou é uma política de redução de danos (de eficácia muitas vezes lenta e duvidosa). A barbárie da violência impregnada nas grandes cidades tem como uma de suas forças motrizes a questão da criminalidade com o enraizamento do tráfico de drogas. Todavia, é uma grande ilusão que se eliminássemos completamente de forma “mágica” a questão das drogas ilícitas, estaríamos num patamar de maior “tranqüilidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem realmente deseja a Paz? A questão do tráfico de drogas é uma metáfora impactante que permeia a violência e os valores simbolizados por uma sociedade mercantil e de volatilidade da vida. Logo, reside no modo de produção material e de processamento da vida em sociedade, angustiada e esvaziada, sob um conjunto de fatores atrelado a sustentação de um suposto estilo de vida que bane da esfera da reflexão toda forma de superação do esgotamento social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O valor de uma vida não poderá ser mediado pela quantidade de dinheiro que possa habitar no bolso de um indivíduo. O fardo de coexistir numa sociedade de “vencedores” e “fracassados” causa uma enorme angustia no indivíduo que se sente cada vez mais impotente diante de sua vã existência. Todavia, a barbárie e a civilização são irmãs siamesas e caminham quase sempre de forma turbulentamente harmônica. Escapar destas premissas será um enorme desafio para a construção de um novo modelo de sociedade onde deverão ser trabalhados novos padrões e valores a serem estabelecidos, como a plenitude dos conceitos de igualdade, liberdade e justiça social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-8611743196278283212?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/8611743196278283212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/09/vida-material-violencia-e-angustia-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/8611743196278283212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/8611743196278283212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/09/vida-material-violencia-e-angustia-o.html' title='Vida Material, Violência e Angústia: O tráfico de drogas como metáfora'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TIMS3h_RqNI/AAAAAAAAB54/IjqeG3dUy1o/s72-c/anuncio_drogas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-4507515606338644925</id><published>2010-07-20T14:27:00.005-03:00</published><updated>2010-07-20T15:06:56.356-03:00</updated><title type='text'>IDEB e Educação Básica: Da retórica a realidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TEXjrsD4DGI/AAAAAAAAB5I/PDx4wi_6eQA/s1600/FotoSketcher+-+escola-precaria-hg-20091130.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; 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É sabido que a Educação Básica pública nunca foi prioridade real de nenhum governo na esfera federal ou estadual, salvo exíguas exceções em pequenos municípios. Logo, todo o discurso que se faz em torno da Educação Básica é muito mais verborrágico do que efetividade governamental.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Estatísticas servem como norteadores e nunca como verdades absolutas. Por sua vez, os números das estatísticas podem ser curiosos. Analisar seus significados em aspectos positivos ou negativos será trabalhado de acordo com o seu articulador. É a história do copo pela metade de água: meio cheio ou meio vazio. Isto não significa formalmente “manipulação”, mas uma “interpretação” de dados. Sendo assim, o Ideb segue como mais um norteador burocrático criado pelo governo federal para diagnosticar obviedades na educação básica.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Usando a lógica do chão de fábrica do tecnicismo metrológico, segundo seus idealizadores e medido a cada dois anos, o Ideb serviria para avaliar o desempenho e propor “metas” a serem atingidas até 2022. Neste caso, o Ideb é composto de dados auferidos por algumas notas de provinhas que enfatizam a matemática e língua portuguesa realizadas pelos alunos das séries iniciais e finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. As “metas” a serem alçadas pelas unidades de ensino são propostas pelos técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Estatísticas (INEP).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Os dados da média nacional do Ideb recém divulgados pelo INEP para as séries iniciais do Ensino Fundamental para 2005, 2007 e 2009 foram respectivamente, 3,8, 4,2 e 4,6. Para a projeção das metas para ao período 2007, 2009 e 2021 são respectivamente, 3,9, 4,2 e 6,0. Para as séries finais do Ensino Fundamental, os dados obtidos para 2005, 2007 e 2009 foram respectivamente 3,5, 3,8 e 4,0. A meta estabelecida para esta série para os anos de 2007, 2009 e 2021 foi respectivamente de 3,5, 3,7 e 5,5. E por fim, a avaliação nacional para o Ensino Médio observado para 2005, 2005 e 2009 foi respectivamente, 3,4, 3,5 e 3,6. A projeção das metas para o Ensino Médio para 2007, 2009 e 2022 foi respectivamente 3,4, 3,5 e 5,2. Cada unidade escolar, pública e privada, possui seus respectivos valores medidos e suas metas de projeção pelos técnicos do INEP. Segundo o próprio site oficial do MEC, por meio de aporte de recursos do Fundo da Educação Básica (FUNDEB), o órgão promete dar suporte para municípios e estados para aplicarem nas escolas e supostamente melhorarem seus índices do Ideb, com ênfase na alfabetização de todas as crianças até oito anos de idade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;O investimento por aluno na Educação Básica é muito aquém do que se poderia esperar de um mínimo padrão aceitável. Utilizando os mesmos dados disponibilizados pelo INEP/MEC em nível nacional, entre 2000 e 2008, o investimento médio anual por aluno na Educação Básica foi de R$ 1.752,89, ou seja, cerca de R$ 146 ao mês por aluno. Neste mesmo período, no caso do Ensino Médio, foi de R$ 1.434,78, ou seja, o valor médio por aluno de R$ 120 ao mês. Estes dados são referentes ao investimento governamental direto em educação pública. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Por mais inverossímil que possa apresentar em pleno século XXI no Brasil, somente no ano de 2008 foi decretado o piso nacional que trata do salário do professor da Educação Básica.A Lei nº 11.738 sancionada pelo presidente da República estipulando o valor de R$ 950 mensais para uma jornada máxima de 40 horas semanais. Bem acima dos mitos tecnológicos e as falácias do ensino a distância, é importante frisar que a estrutura educacional é alicerçada essencialmente pelos recursos humanos. Além das notórias disparidades econômicas regionais, a falta de subsídios para os professores e conjunto com as precárias estruturas de trabalho e de formação e atualização profissional colaboram profundamente para a degeneração do quadro da Educação Básica pública no país.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;De todas as categorias profissionais do serviço público e sua importância social, o ofício docente da Educação Básica é a que mais sofre pelo profundo descaso das ações governamentais. Há poucas vagas nos cursos de licenciatura nas universidades públicas e a formação do professor da rede pública é basicamente relegada para as faculdades privadas que muitas delas fazem promoções ao estilo “pague um e leve dois” cursos de licenciatura. A farra indiscriminada da pífia qualidade de ensino da grande maioria destas empresas privadas disfarçadas em faculdades é negligenciada pelo MEC. Quando a educação é tratada um mero produto mercantil o resultado é a nítida falta de social com sua finalidade primária.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Na balança entre o público e o privado que falsamente é induzido o debate educacional, os pais que podem subsidiar a educação de seus filhos encontram escolas que na média nacional ainda estão abaixo ou, no máximo, no limite das metas estabelecidas pelos critérios do Ideb. Supostamente, com maior aporte de recursos proveniente das mensalidades cobradas pelas empresas gerenciadoras, tais escolas privadas patinam no mito da “superioridade” em níveis de qualidade e nas veleidades consumistas dos pais dos alunos que em geral tratam a educação como mera mercadoria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Sem uma profunda mudança na estrutura educacional da Educação Básica pública aliada ao aporte de recursos financeiros com valorização efetiva dos professores pouco adiantará gastar dinheiro público na elaboração idílica de modelos estatísticos e econométricos. Sobretudo vale ainda destacar que ao não tratar educação pública como verdadeira prioridade governamental, é relegar milhões de brasileiros ao ostracismo da ignorância e miséria, além da manutenção perpetua das disparidades sociais. Para quem acredita no vislumbre sedutor das estatísticas, basta uma breve visita a qualquer uma escola pública “não-maquilada” para sentir o abismo que adormece a Educação Básica brasileira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-4507515606338644925?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/4507515606338644925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/07/ideb-e-educacao-basica-da-retorica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4507515606338644925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4507515606338644925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/07/ideb-e-educacao-basica-da-retorica.html' title='IDEB e Educação Básica: Da retórica a realidade'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TEXjrsD4DGI/AAAAAAAAB5I/PDx4wi_6eQA/s72-c/FotoSketcher+-+escola-precaria-hg-20091130.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-1349437888564944132</id><published>2010-07-16T02:38:00.007-03:00</published><updated>2010-07-16T02:58:55.733-03:00</updated><title type='text'>Divulgação da Revista Contra a Corrente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TD_xOmG_dUI/AAAAAAAAB5A/-WnT_Mp8lj4/s1600/CaC3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 217px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TD_xOmG_dUI/AAAAAAAAB5A/-WnT_Mp8lj4/s320/CaC3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494375303465628994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito a oportunidade de fazer a divulgação da nova revista de Brasília, "&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Contra a Corrente: Revista Marxista de Teoria Política e História Contemporânea&lt;/span&gt;" que está no seu terceiro número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;número 3 da CaC&lt;/span&gt;, trata do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dossiê - Crise Econômica Internacional&lt;/span&gt;. Faço uma pequena contribuição na revista com o artigo "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Washington D. C. e as ilusões da Obamania: contradições do capitalismo no coração do império&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Auschwitz, o mundo não ousaria ser o mesmo. Todavia, o tempo se encarregou de apagar as luzes do passado e formas similares de barbárie são vistas perambulando entre várias sociedades ao redor do mundo. Para muitos, em especial os arautos do neoliberalismo, o Deus Mercado se impôs como sendo a resposta definitiva para todo o universo de angustias e insatisfações onde um batalhão de vorazes consumidores mimetiza o evangelho do "Progresso Material". O capitalismo tem como mérito ser dono de um mecanismo de sedução imediata do gozo total. Nunca um sistema econômico conseguiu unir com tamanha precisão a esfera do conforto humano que sinteza na captura do gozo pulsional com a mais-valia (o “mais-gozar” de estipe lacaniana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o mundo esteticamente mudou, porém muito de sua essência permanece no horizonte. A luta contra esta “barbárie interior” é a grande batalha a ser travada contra inimigos invisíveis e pseudo-ideologias que uniram a economia de mercado e a tecnociencia num discurso que hostiliza, ridiculariza e impõem o ostracismo a todos que ousarem pensar contra sua torrente lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre é oportuno salientar a importância da dispersão do conhecimento e a democratização do seu acesso. Além disso, a crítica com responsabilidade deverá ser sempre o norte em busca de um pensamento que tenha a reflexão para um mundo onde a liberdade, a igualdade e a solidariedade sejam práticas essenciais dentro de uma sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu agradecimento especial ao editor da revista, Gilson Dantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*   *   *&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contra a Corrente na Internet&lt;/span&gt;: os sumários da revista Contra a Corrente podem ser encontrados no site&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt; http://www.revistaantitese.com/contra_a_corren_13.html&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Também podem ser encontrados no site http://dflivros.blogspot.com&lt;br /&gt;Informamos que o conteúdo da revista CaC, por enquanto, ainda não está disponível na web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para adquirir números anteriores da revista&lt;/span&gt;: Entre em contato com Lúcia, de Brasília; basta telefonar para 61-92921965 ou preferencialmente pelo e-mail: &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;dflivros.lucia@gmail.com&lt;/span&gt; As revistas serão imediatamente enviadas ao preço total (já incluída a postagem) de 15 reais cada revista, mediante depósito em conta corrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Assinaturas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A assinatura de Contra a Corrente abrange cinco números (corresponde a aproximadamente 1 ano e meio). Para assinar, comunique-se com Lucia (email: dflivros.lucia@gmail.com) avisando que pretende fazer a assinatura, deposite a quantia de R$ 60,00 (já inclui postagem) na conta indicada por ela e passe a receber Contra a Corrente durante 5 números.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-1349437888564944132?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/1349437888564944132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/07/divulgacao-da-revista-contra-corrente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/1349437888564944132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/1349437888564944132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/07/divulgacao-da-revista-contra-corrente.html' title='Divulgação da Revista Contra a Corrente'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TD_xOmG_dUI/AAAAAAAAB5A/-WnT_Mp8lj4/s72-c/CaC3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-9201235248894869758</id><published>2010-07-10T02:47:00.009-03:00</published><updated>2010-07-10T05:53:11.773-03:00</updated><title type='text'>Rescaldos da Jabulani</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TDglM_ub9II/AAAAAAAAB4o/AqwjVOOFVj0/s1600/futebol-1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TDglM_ub9II/AAAAAAAAB4o/AqwjVOOFVj0/s320/futebol-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492180650773181570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;1. Waka Waka.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o final da Copa do Mundo de Futebol, a primeira em solo africano, muito foi regurgitado ao longo da competição e muito ainda deverá virar profecias a serem confirmadas. Para isto, nem é preciso invocar os tentáculos de Paul, o famoso polvo do aquário alemão que ficou conhecido durante a Copa por fazer “previsões” acertadas do time da Alemanha ao longo da competição. Sem nenhum mistério, a falta de escrúpulos de um diminuto círculo de administradores da FIFA está acima de qualquer interesse público. O futebol se globalizou de tal maneira que pouco importa para os dirigentes deste esporte: as nações, as pessoas ou as paixões futebolísticas envolvidas. Sem o menor constrangimento, o importante mesmo é o lucro.  Sim, sem ilusões, o lucro rasteiro e imediato acima de tudo e de todos. É chutar a bola no gol vazio dizer que o capitalismo consegue canibalizar tudo que possa ser coagido a dar dividendos (e de preferência com rápido retorno do capital investido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entrar no mérito do baixo índice técnico apresentado pelas seleções ao longo da competição, aqui saliento alguns pontos que considero merecer reflexão. A primeira delas é a ganância de seus grandes gestores do futebol em realizar um evento tão pesadamente custoso num país que não tem menor tradição neste esporte e tampouco é da melhor das preferências de sua população. Uma nação que busca um processo de reconstrução com o fim da famigerada política do Apartheid e na condução da democratização racial. A Big Mídia em sintonia com a FIFA (ou a serviço dela) abusou da balela a respeito de sediar a “primeira copa em solo africano” como mote do espetáculo. Se a proposta fosse realmente séria, teríamos outras nações que poderiam sediar a competição e com mais tradição no futebol, como por exemplo, Camarões, Gana ou Egito (este último país é o atual campeão africano de seleções e melhor posicionado no próprio “ranking” da FIFA entre todos os países da África). Por outro lado, o rúgbi destila muito mais simpatia na África do Sul do que o “soccer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale destacar o exorbitante valor dos ingressos em comparação à renda média dos sul-africanos. A ganância pelos lucros é cega e o esperado “boom”  de turistas não se concretizou. Resultado insólito para a gula dos organizadores: foi preciso uma ampla campanha de distribuição gratuita de ingressos para a população em jogos menos badalados e assim evitar os conhecidos “buracos” no público dos estádios. Trocando em miúdos, claramente o evento da Copa do Mundo é uma competição para os gringos endinheirados assistirem e afastar definitivamente os nativos pauperizados dos estádios. A ostentada democracia liberal se faz pela divisão econômica e não somente pelos tons de pele. Apesar dos lampejos de melhorias nas condições da vida da sofrida população, o azucrinar entediante das vuvuzelas e o sorriso de Mandela, o resultado herdado para os bolsos dos contribuintes sul-africanos serão os faraônicos estádios. Os “elefantes brancos” que se transformarão as suntuosas arenas e terão como destino a concentração de moscas e similares após o descanso eterno da Jabulani, a controvertida bola oficial da Adidas imposta pelos organizadores da competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;2. Amarelo, amarelou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufanismos à parte, com pífia participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo realizada na África do Sul restou para o aprendiz de técnico alguns grunhidos e falsas lamentações. Dunga foi uma dantesca invenção narcísea do presidente da CBF. Fora de campo, a Seleção é cortejada por tantas alegorias do milionário mundo do marketing. Mas na realidade dos gramados, o Brasil dentro das quatro linhas foi um retumbante fiasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona de um misancene de mídia sem que nada seja resultante em bom futebol. Uma campanha sofrível em cinco jogos. Na fase de grupos, vitórias sem graça contra uma surreal Coréia do Norte, a africana Costa do Marfim e um empate sonífero com Portugal. Nas oitavas de finais, uma vitória enganadora em nossa freguesia local, o Chile.  Como em 2006, o Brasil foi até chegar à desclassificação nas quartas de finais. O capitulo final foi o morimbundo futebol demonstrado no segundo tempo  da partida contra a Holanda. Com o resultado de 2 a 1 de virada, ficou evidente o desequilíbrio do time brasileiro resultante de um futebol sem criatividade. A grosseria infantilizada do problemático Felipe  Melo em campo simbolizou definitivamente o safari na África, os milionários jogadores brasileiros se despediram da  Copa com um comportamento de um time de amadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não repetir outro fiasco como ocorrido na Copa de 2006 na Alemanha, onde a descompromissada baterna imperou na concentração da Seleção, a regra adotada foi o confinamento dos jogadores ao modo de freiras carmelitas. Na falta de uma postura tática convincente da equipe em campo, a resposta veio ao estilo do ecos dos militares: “Brasil: ame-o ou deixe-o”. Sem permitir margem à qualquer crítica ao seu trabalho, a adoção da tática do patriotismo alienado de Dunga não vingou. No fim da farsa, o ex-capitão do tetracampeonato de 1994, Dunga se mostrou muito mais um débil personagem de algum filme da “sessão pipoca” pela sua rabugice grosseira do que um técnico qualificado para orientar sequer uma seleção de juvenis. Possivelmente, seu único legado é a ousadia de ter enfrentando por alguns momentos o monopólio da Rede Globo na intromissão no cotidiano da concentração da Seleção Brasileira na África do Sul. Porém é sabido que mexer com a Rede Globo no Brasil é assinar contrato para o Inferno. Como é da natureza oportunista de Ricardo Teixeira, antes mesmo de Dunga chegar à sua casa no Brasil, já estava demitido pelo seu criador. Mesmo que voltasse como a taça do hexacampeonato, Dunga seria demitido do mesmo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um futebol pobre, previsível, acéfalo e sonolento, sem culpar a Jabulani e devido um histórico invejável no cenário mundial, a Seleção Brasileira deixou muito a desejar. Passado um ou dois dias, a derrota foi favas contadas. Lágrimas perplexas de milhares, lucros de alguns. Cada um dos participantes da seleção canarinho receberá seus polpudos cachês por ter vestido a camisa da CBF-NIKE, sair na fotografia e pegar o próximo vôo para a Europa. Não deu... Perdeu, paciência! Valeu, parceiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;3. Fraudes &amp;amp; Lucros Futebol Clube.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acima de tudo, o futebol profissional é sinônimo de negócios. Em geral, o "profissionalismo" significa no mundo da bola que se trata de negócios demasiadamente lucrativos e subterrâneos cuja transparência causa inveja às putrefatas águas do paulistano Rio Tietê. Aliás, a Fédération Internationale de Football Association (FIFA), entidade monopolística do futebol mundial com seus draconianos anciões que acumulam anos de concentração do poder e sequer admite qualquer auditoria externa em suas contas. A mais leve sugestão nesse sentido é visto como um afronta a “samaritana” entidade. Desde 1989, sua sucursal brasileira, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é regida tranquilamente pelas mãos de ferro de Ricardo Teixeira. O czar da CBF controla todas as federações estaduais e por conseqüência, todo o destino do futebol nacional. De contratos milionários com um amplo leque de patrocinadores às relações expúrias que destino o monopólio de transmissão do futebol da Rede Globo, passando pelo bom relacionamento com a politicagem de Brasília, todo o destino futebolístico deste país passa nas mãos de Ricardo Teixeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o Maracanazo de 1950, o país não sediava uma Copa. Com duas década de reinado de Ricardo Teixeira na CBF e a influência de João Havelange, sombra sempre atuante e presente na FIFA, e livre de qualquer empecilho, o Brasil “ganhou” o direito de sediar a próxima edição da Copa do Mundo da FIFA em 2014. Como os louros do ufanismo e com o Brasil crescendo com um ritmo de "chinafrica", o sonho do "Brasil Grande" é vendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bravo, a Copa será aqui! Entre o devaneio e a realidade, o país terá que desembolsar uma extraordinária cifra para a construção e reforma de estádios de futebol e aparelhamento da infra-estrutura e logística urbana para receber os turistas. É pertinente que se frise que a idéia é fluir a competição de módicos trinta dias e receber bem os "turistas"; os residentes das cidades-sedes que se danem! As arrogantes imposições da FIFA com suas questionáveis metodologias sobre as cidades-sedes é mais um sintoma que a submissão aos caprichos faraônicos desta entidade é um pré-requesito para um país sediar um mundial de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 08 de julho, em mais um discurso na África do Sul, o presidente Lula prometeu transparência nas contas públicas quanto aos gastos para o Mundial.  Promessa que se torna impossível de acreditar no que tange a tal “transparência”, levando em consideração que a responsabilidade pela execução de todos os preparativos do Mundial estará nas mãos de tentáculos de Ricardo Teixeira. A obscuridade na condução na administração da “coisa pública” já começou com escolha da agência de publicidade brasileira “África” (sem alusões ao continente) para produção do chinfrim e tosco logotipo da Copa do Brasil 2014, lançado ontem pelo trio copeiro na África do Sul: Lula, Teixeira e Joseph Blatter, o atual presidente da FIFA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;4. Até 2014.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga-se de passagem, que a importância do futebol na sociedade brasileira tem como matrizes suas raízes históricas e culturais. Este fenômeno não pode ser sublimado ou simplesmente desprezado. Simbolo contumaz da mítica mobilidade social, o futebol carrega a mística da bola nos pés e uma farta conta bancária no futuro. Para além do gramado das paixões e ilusões, o futebol é um negócio dos mais lucrativos: seja para acumular, seja lavar dinheiro em operações obscuras. Ao contrário que muitos jornalistas pregam na Big Mídia, o Estado pode e deve intervir nas federações de futebol uma vez que se trata de interesse nacional. Uma auditoria pública nas contas das entidades que regem o futebol nacional é salutar para o bom encaminhamento do esporte visando o interesse público. Ademais, ao invés de torrar dinheiro do erário com falsa publicidade na mídia, o Estado poderia ter real participação na condução do esporte dentro nas escolas públicas na promoção da Educação de milhões de crianças e jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna-se cinicamente patético um país que pretende sediar uma Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e uma Olimpíada, em 2016, sem que exista nenhuma política factível de incentivo à pratica de esportes dentro da Educação Básica. Se fosse algum político de plantão precisasse de consultoria, o polvo Paul diria que a construção dos futuros atletas está no presente processo da adolescencia. Aliás, entre tantas calamidades que se abate na escola pública, em qualquer visita a uma unidade escolar, é um desafio conseguir achar uma única quadra em condições minimamente apta para práticas esportivas. O descaso e a calamidade permeiam o ensino de práticas esportivas dentro das escolas públicas ao longo do mapa brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para variar, nem o polvo Paul precisará usar sua famosa “vidência” para prever a farra que será o festival da gastança do dinheiro público até a Copa de 2014. Em nome dos negócios que impulsiona um nicho segmentado do esporte, a hipocrisia reina absoluto num país que verbaliza aos quarto ventos dizendo que tem o melhor futebol do mundo. Todavia, após cair na realidade, o orgulho patriótico dificilmente será ecoado quando vierem à tona os lastimáveis números da corrupção com amplo horizonte em obras superfaturadas em licitações fictícias e fraudulentas. Que o Brasil pode promover um evento como uma Copa do Mundo, não é novidade. Ao contrário das propagandas oficiais, não se pode perder de vista que aqui não é uma Suécia dos trópicos. Portanto, sem uma profunda e generalizada fiscalização e democratização na gestão do futebol nacional, a questão será qual o  preço da conta que o contribuinte estará disposto a pagar para uma farra com dinheiro público cuja dimensão será de dificil precisão. Neste quesito, nem o polvo Paul ousaria a advinhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-9201235248894869758?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/9201235248894869758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/07/rescaldos-da-jabulani.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/9201235248894869758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/9201235248894869758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/07/rescaldos-da-jabulani.html' title='Rescaldos da Jabulani'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TDglM_ub9II/AAAAAAAAB4o/AqwjVOOFVj0/s72-c/futebol-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-2567184182068423231</id><published>2010-07-09T20:09:00.005-03:00</published><updated>2010-07-09T20:15:58.477-03:00</updated><title type='text'>Lula: o melhor do Brasil na África do Sul</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TDetXEvKPpI/AAAAAAAAB4g/CFLkDz_35YQ/s1600/Lulanaafrica2010.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 167px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TDetXEvKPpI/AAAAAAAAB4g/CFLkDz_35YQ/s320/Lulanaafrica2010.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492048882521751186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu não ia fazer discurso esta noite, porque já fiz mais discurso hoje do que a seleção jogou aqui na África.”&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “Em 2013 teremos a Copa das Confederações no Brasil. É aquela que a gente ganha sempre para enganar para o ano seguinte.”&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A floresta mais incrível do mundo, rios maravilhosos, mas tem que ser de maneira ordeira. Se sair da linha, uma sucuri destreinada vai pegar vocês”.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Mas tem a grande capacidade de fazer mímica. É a capacidade de mimicar (sic) do povo brasileiro”. &lt;/span&gt;(Sobre o caráter de acolhedor do povo brasileiro, mas que não sabe falar inglês)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://copadomundo.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/07/09/lula-desconstroi-campanha-de-turismo-e-destaca-perigos-do-brasil.jhtm"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Presidente Lula&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; na abertura de sua participação no evento do Ministério do Turismo e da Embratur em Johanesburgo em 09/07/2010. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Folha de S. Paulo&lt;/span&gt;. Disponível em http://copadomundo.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/07/09/lula-volta-a-cutucar-selecao-de-dunga-e-coloca-pressao-por-titulo-em-2014.jhtm &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-2567184182068423231?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/2567184182068423231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/07/lula-o-melhor-do-brasil-na-africa-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/2567184182068423231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/2567184182068423231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/07/lula-o-melhor-do-brasil-na-africa-do.html' title='Lula: o melhor do Brasil na África do Sul'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TDetXEvKPpI/AAAAAAAAB4g/CFLkDz_35YQ/s72-c/Lulanaafrica2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-8699032440220972994</id><published>2010-07-01T08:59:00.022-03:00</published><updated>2010-07-01T10:59:19.795-03:00</updated><title type='text'>Alô FUNAI, tem muito cacique pra pouco índio! (ou Pra que serve um Papagaio de Pirata?)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TCyDtli8ryI/AAAAAAAAB4Q/8m2I1UM9Uv4/s1600/cocar1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 258px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TCyDtli8ryI/AAAAAAAAB4Q/8m2I1UM9Uv4/s320/cocar1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488906865053839138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as atenções da Big Mídia correm nos gramados sul-africanos e o torcedor brasileiro assiste aflito figuras como Michel Bastos, Felipe Melo e Julio Batista destilando um relacionamento sofrível e burocrático com a Jabulani, os bastidores da política tupiniquim seguem de vento em popa. Ao estilo de Nelson Rodrigues, a “pátria de chuteiras” com os carnês em aberto das Casas Bahia permanece ganhando dribles desconsertantes da classe política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a modorrenta campanha presidencial deste ano, cada dia que se passa é um festival de alianças espúrias e personalidades de laboratório. Nos sussurrantes corredores do Palácio do Planalto, os bastidores da política não levam em consideração os interesses do país, exceto os famigerados comezinhos pessoais e os olhares vultosos dos grandes interesses do capital. Depois de encarnar o espírito de Dr. Frankenstein no seu laboratório presidencial e com sua maestria exemplar, Lula impôs goela abaixo dos petistas mais resistentes a figura biônica de Dilma Rousseff para percorrer o mandato-tampão até o filme “Lula-2014: o retorno dos que não foram”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantas benesses distribuídas em quase oitos anos do governo Lula, o sempre oportunista PMDB se aliou  ao PT e emplacou o seu insosso Michel Temer na chapa da companheira Dilma. Com uma multicolorida tenda circense de alianças que vai do ex-comunista PC do B ao evangélico PSC (agora monopolizado pelo evangelho oportunista do eterno latifundiário da política de Brasília, Joaquim Roriz), o PT segue firme para mais uma trajetória de poder sem o menor escrúpulo com sua história e seus antigos ideais. Há quem diga que os “ideais” são para os loucos, românticos ou recém-casados... O PT é a versão Bolsa-Família do “Labour Party”, o Partido Trabalhista do Reino Unido, cujos expoentes são a ex-promessa Tony Blair e o desengonçado Gordon Brown.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A oportunidade faz o ladrão”, diz um surrado ditado popular. No Brasil, a eleição faz a oportuna ocasião. Depois de quase sete anos de mandato à frente do Ministério do Meio-Ambiente, Marina Silva saltou do barco e repentinamente se tornou uma opositora do governo Lula. Uma opositora “light”, melhor dizendo... De olho nas eleições, pediu divórcio do PT e foi amparada pelos braços do PV que a lançou sua candidata a sucessão do seu ex-chefe. Buscando encarnar na figura do lendário Chico Mendes e reivindicando para si o discurso ecológico do “desenvolvimento sustentável” (ou ecobusiness), Marina Silva posa como a novidade para a “mudança ecológica”, uma espécie de “Lula da Amazônia”. Para ostentar a bandeira verde do ecobusiness, seu vice, Guilherme Leal, é proprietário da Natura e dono de uma das maiores fortunas do país (situando no patamar da 13º posição no ranking dos bilionários brasileiros segundo a “Revista Forbes”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, José? Faltou o nome do ninho tucano para vice na chapa de Serra... Aliados de longa data no plano nacional, as esporas entre PSDB e DEM andavam afiadas. O nome de consenso que unia se neuroses as duas siglas era Aécio Neves. Mas como bom mineiro e pensando no próprio umbigo político, o governador tucano preferiu se "incluir fora dessa" e bateu asas deixando o desnorteado timoneiro Serra na mão.... Coisas da política sem "amabilidade! Com a vaga de vice em aberto, a disputada corrida para um novo consenso não se encerrava e os prazos que da Lei Eleitoral estavam se esgotando. Os bicos tucanos não aprovaram alguns nomes de figurinhas carimbadas sugeridas pelo DEM para o cargo. Motivo? Com as penas de molho, o PSDB receava malfadados espectros políticos que poderiam trazer problemas no futuro para campanha de Serra. Ética? Não, precaução eleitoral...  Meramente eleitoral!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem lá, nem cá... A novela se arrastava durante semanas sem os dois lados entrarem num “civilizado” acordo partidário. Há poucos dias, a opção tucana era a chapa “puro-sangue” tucana, com o nome do senador paranaense, Álvaro Dias, com vice, o que deixou o DEM com as tamancas balançando. A estratégia tucana era clara: DEM apoia, mas sem vice! Daí veio a tal convenção partidária do DEM desta quarta-feira, 30 de junho. (Ademais, para os desavisados, “convenção partidária” é aquela bobagem protocolar que apenas serve para o que seus signatários balançarem a cabeça e dizer amém para oficializar ações previamente já delimitadas pelos caciques de plantão.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avidamente impondo ao PSDB o posto de vice na chama de Serra, o DEM de forma surrealista tirou da cartola (ou da oca) o nome do “ilustríssimo” deputado federal do Rio de Janeiro, Índio da Costa! Quem? Algum herdeiro do imortal ex-deputado federal, o cacique xavante Mário Juruna que transitou pelo Congresso Nacional nos anos 1980? Obra da família Maia, pai e filho, que loteia o DEM fluminense, o tal Índio da Costa foi uma forma mesquinha de dar o troco aos tucanos pela forma “deselegante” que o partido de Serra estava conduzindo a aliança com a legenda do ex-PFL. Afinal de contas, os herdeiros da famigerada ARENA não poderiam ser tratados como aliados de segunda categoria, como um PC do B qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lambendo o limão que seu estratosférico ego plantou, Serra teve que engolir à seco um nome que provavelmente numa ouviu na vida... Aliás, "Índio" sim,  mas "da Costa"?... E de onde? Se Serra não sabia de que Costa brotou ou tal Índio, muito menos a esmagadora maioria do eleitorado brasileiro! O que torna ainda mais emblemático é fato peculiar da história política brasileira que reserva ao vice-presidente ser quase um sinônimo de titularidade. Pensando de forma catastrófica, num eventual governo com Serra no poder, e pensando de forma mais catastrófica ainda o presidente tucano "parte deste plano para o além" (três batidas na madeira?), teríamos um ilustre desconhecido como presidente da República eleito como papagaio de pirata dos tucanos... Melhor ainda, "índio de pirata"! Adianto que tanto os outros “vices” das duas presidenciáveis, Michel Temer quanto Guilherme Leal são outros nomes que hipoteticamente poderiam assumir a presidência numa externalidade lamentável. Nomes absolutamente sem significado algum para a vida política nacional, sem representatividade e à tiracolo dos conchavos políticos mais rasteiros e subterrâneos. Trocando em miúdos, verdadeiros papagaios de pirata!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a política brasileira ventilada pelas suas velhas raposas do latifúndio do poder não é apenas sórdida e canalha, mas acima de tudo é profundamente indiferente aos anseios da população que mais necessita de apoio do Poder Público. É um lugar-comum tal assertiva, mas vale sempre lembrar que a política tem com o objetivo primordial o trato ético, humanitário e responsável da coisa pública. O mais salutar seria o fim da vaga de vice para cargos executivos nas três esferas de poder. Logo, eleições para prefeitos, governadores e presidente teriam apenas um único eleito nome cada esfera de poder executivo, sem os papagaios de pirata. No caso das casas legislativas, o fim dos suplentes e na vacância do titular, seria conduzido o candidato que recebeu mais votos mas que não conseguiu um número suficiente para se eleger. Logo, teria uma numa "lista de espera" nas casas legislativas ou simplesmente fizessem uma nova eleição (que seria mais justa ou menos distorcida). Democracia eleitoral é derivada da representação indireta que ocorre inevitavelmente distorções. O grande problema deste mecanismo de representatividade indireta é a distância dos eleitores e o eleito. Todavia, sem o menor comprometimento dos eleitos com seu eleitorado (e, por extensão, com todo o povo que em tese deveria ser representado), todo o processo democrático se reduz a uma mera ficção cosmética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é notório, o tal “vice”  nada contribui para o processo da democracia política. Neste sentido, apenas serve para emaranhar conchavos e acomodar interesses de meandros partidários. Mas isto seria conversa para uma profunda reforma política no Brasil, bem como tantas outras reformas que poderiam dar maior transparência, legitimidade e igualdade aos cidadãos brasileiros (prioritariamente as urgentes reformas de conjunturas sociais). Afinal, do jeito que está o pantanoso sistema de representação do poder, nenhum político de plantão quer tocar no "vespeiro". Quem quer perder seu latifúndio de poder?... Enquanto isso, os caciques reinam em terra de poucos índios e muita resignação social via deslumbramento consumista. E a FUNAI vai tendo trabalho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-8699032440220972994?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/8699032440220972994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/07/alo-funai-tem-muito-cacique-pra-pouco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/8699032440220972994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/8699032440220972994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/07/alo-funai-tem-muito-cacique-pra-pouco.html' title='Alô FUNAI, tem muito cacique pra pouco índio! (ou Pra que serve um Papagaio de Pirata?)'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TCyDtli8ryI/AAAAAAAAB4Q/8m2I1UM9Uv4/s72-c/cocar1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-2492936792581216878</id><published>2010-06-19T10:31:00.004-03:00</published><updated>2010-06-19T10:40:18.683-03:00</updated><title type='text'>O Horizonte Perdido: A hipocrisia do debate educacional</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TBzIJBn3trI/AAAAAAAAB4I/J6pkvddf0dk/s1600/po%C3%A7o.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TBzIJBn3trI/AAAAAAAAB4I/J6pkvddf0dk/s320/po%C3%A7o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484478503610463922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Há muita gente que tem se acostumado com lugares piores do que este – observava Bernard no fim da primeira semana passada em Shangri-La; era, sem duvida, uma das muitas lições que estava aprendendo.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;James Hilton&lt;/span&gt;, “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Horizonte Perdido&lt;/span&gt;”, 1933)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;1. Um discurso vazio &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Horizonte Perdido&lt;/span&gt;” (1933), James Hilton descreve o desvelo do mito da terra prometida e ficcional de Shangri-La, um lugar com cenas paradisíacas em algum ponto do Tibete onde se encontraria a fartura da saúde e da felicidade. Na esteira da Shangri-la da retórica brasileira, o atual debate sobre a Educação Básica pública oscila entre um rocambolesco discurso tecnicista meritocrático e os idílicos suvenires protocolares dos gabinetes de burocratas de ONGs, técnicos ou acadêmicos a anos-luz da realidade. Indiferente ao processo de formação básico de seu povo, a ação governamental esta movida por uma praxe neoliberal de privatizar o debate educacional em ONGs ou entidades similares. O resultado é o destilar de retóricas pueris com resultados meramente protocolares e burocráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empresas privadas disfarçadas de agentes sociais e ventiladas pela onda neoliberal, com raras exceções, as tais ONGs trabalham com dois objetivos fundamentais: a manutenção de seu espaço de lucratividade (atrelada com ações de marketing para sua própria sobrevivência financeira) e debater a praxe do onanismo de projetos simplistas, idílicos, surrealistas ou de inviável execução na prática (geralmente é algum dourar da cereja de um bolo apodrecido). O Estado, em especial no governo tucano paulista, além de culpar simplesmente a classe docente pelo descalabro abissal, procura-se muito mais justificar as deficiências do sistema com a aplicação de remendos demasiadamente limitados e inadequados à severa crise que se instalou na Educação Básica. O resultado bem conhecido é a perpetuação da hecatombe educacional público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coagidos pelo pragmatismo do desencanto do mundo ao estilo weberiano, perdidos em lutas internas fratricidas intestinais, os sindicatos ligados à Educação se enrijeceram e se tornaram burocratizados perdendo o rumo de sua ação para além da reivindicação dos soldos proletários. Exceto por alguns programas pífios e paliativos, a desarticulação entre universidades, sindicatos e secretarias de Educação dos Estados é outro fator que impede uma construção realística de novos urgentes projetos pedagógicos. No momento que a ideologia neoliberal adentra na sociedade como um valor de uma perversa moral, a meritocratica invade a fala ressonante de “policemakes”, técnicos, professores e acadêmicos. A Educação deixa de ser um valor humanitário fundamental para se tornar uma competição capitalista entre seus agentes: a meritocracia é o mais perverso engodo neoliberal que se alojou na cultura do debate educacional. Para o riso amarelo de seus defensores, tudo se resolveria com a aplicação de provas de mérito e exames de verificação da tal “qualidade”. Não fazendo coro ao hipócrita discurso do tecnicismo meritocrático, não se pode cobrar coisa alguma de uma mera miragem. A sintética e asséptica punição não contribui em absolutamente nada no desenvolvimento do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;2. Uma trágica miragem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de Educação Básica público é uma miragem, aliás, uma trágica miragem. Entre provas e mais provas de supostas “aferição pedagógica”, anualmente é depositado um enorme volume do erário público em pesquisas débeis e inúteis, além de uma miríade de processo de verificação da tal “qualidade” que sabidamente se sabe o resultado prévio. Bom para o caixa de ONGs e empresa que aplicam provas dos sistemas meritocráticos da “qualidade total” em vultosos contratos com o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se estivéssemos numa Suécia morena dos trópicos, a dispersão das provas meritocráticas no exaurido sistema educacional se tornou tão sintomática que pipocaram saltitantes as tais “olimpíadas dos saberes” (nas Ciências Exatas, Humanas e Biológicas). Na lógica da competição “educacional”, tudo quando é campo do saber se tem uma “olimpíada” a ser competida pelos alunos. Não se admira quando a BOVESPA cria um programa que ensina alunos a investirem na bolsa de valores! A “BOVESPA vai à escola” é um programa de uma aviltante excrescência! A proletária periferia paulistana agradece a nobre gentileza dos homens da impune fluidez do capital! A lição é simples, deslocar o parco dinheiro embutido no FGTS dos futuros proletários para a aplicação de ações nas próprias empresas que eles mesmos são espoliados diariamente. Bela lição aos futuros “micro-investidores” do Jardim Ângela, Cidade Tiradentes ou Paraisópolis! Coisas da violência simbólica que faria até mesmo Adam Smith corar a face de vergonha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos destroços de um sistema falido, soma-se a complacente ação da Big Mídia que além de ser conivente com o neoliberalismo, emite na sociedade um discurso maquiavélico que privilegia a competição irracional em detrimento a caráter humanitário da Educação. Logo, como subprodutos da falência do sistema público de Educação Básica são emanados os parcos valores na sobrevivência do “mundo-cão” da competição desenfreada no mais puro destilar do darwinismo social. O resultado é bem conhecido: a falência total de um sistema público de Ensino Básico com alunos que saem das escolas muitos próximos da mera e humilhante condição de analfabetos funcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o retumbante fracasso no sistema público educacional, muitos defensores neoliberais, técnicos burocratas e resignados da esquerda pragmática se refugiam em simplistas e estapafúrdias desculpas do nosso anacrônico histórico de desigualdades sociais. A insistência para um novo modelo de Educação é necessária ainda em pleno século XXI, num país que vive tempos midiáticos de neomilagre econômico (com taxas de crescimento próxima do período dos governos militares). Seres humanos não podem continuar a serem tratados com meras mercadorias. A lógica do descarte humano é um valor atroz que prevalece na sintonia fina entre mercado e ação governamental. Por mais bizarro que qualquer leitor desatento possa imaginar, o discurso neoliberal é construído com um vil destilar de cinismo nas falidas políticas educacionais. Grande parte das unidades escolares públicas é maquiada em perdulárias propagandas governamentais e parte significativa delas se constitui em antros de medo, insegurança e selvageria de coação moral e física. Exceto algumas ilhas que ainda estão na sobrevida do balão de oxigênio, o resultado real nas políticas educacionais é o desleixo do Poder Público pelo seu povo, sobretudo de menor poder econômico dentro de uma sociedade movida pelas matrizes da ética do consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;3. Um turvo horizonte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Paraíso sempre propalado em belos debates sobre o vazio se perdeu de vista. Ao contrário dos maquiladores de plantão que sempre surgem do caos com seus sórdidos discursos franciscanos que visam minimizar o caos atávico do sistema público. Defender um sistema sabidamente apodrecido é compactuar com uma política de exclusão de gerações de seres humanos que são enganadas dentro de verdadeiras cadeias prisionais que muitos ainda insistem em chamar de unidades escolares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o descaso governamental, a instituição das frágeis franquias familiares e a ética do consumo que majora os valores pessoais e sociais na pós-modernidade, é preciso compreender o caquético papel caricatural que se tornou a escola pública. Falida e débil, a Educação Básica pública apenas cumpre um burocrático papel de expedição de diplomas. Como prêmio de consolação, aos que sobreviveram a este processo de saturação do ser humano, poderá ganhar eventualmente um mimo governamental como uma vaga derivada de uma controversa política de cotas em universidades públicas ou uma bolsa de estudo em alguma faculdade privada de Ensino Superior de qualidade duvidosa, mas sedenta pelos louros do patrocínio governamental. A Educação brasileira é um grande arremedo arrastado de programas e ações governamentais díspares desconexas e eleitoreiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma direta ou indireta, o mercado dita as regras e as políticas a serem supostamente implementadas pelo Poder Público.  Torna-se ridículo o cínico discurso de muitas ONGs como a marqueteira “Todos pela Educação” que é fomentada grandes grupos econômicos vem pousando com um querubim supostamente assistencialista e preocupado com a Educação no país. Naturalmente, se realmente tais grupos empresariais tivessem tão preocupada com a Educação como dizem, o tal mote da “responsabilidade social empresarial”, assim como fazem para ganhar obscuros processos de licitação nas três esferas de poder, por exemplo, poderia usar seus poderosos lobistas a pressionar políticos a encararem a Educação Básica como projeto fundamental de governo de qualquer sigla partidária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de algum horizonte da propalada Shangri-La, entre tantas maravilhas contemplativas importada de modelos educacionais estadunidenses, europeus ou asiáticos a ocuparem o espaço inutilmente sem observar a realidade local, o tempo passa e o faz-de-conta continua a sendo a palavra de ordem. Enquanto o debate sobre a Educação é vista pela ótica da desfaçatez e os olhos de rapina do mercado, continuará jorrar sangria de dinheiro público escoado pelo ralo, gerações de alunos sendo conduzidos como sendo um fardo social e professores-fordistas sendo tratados como animadores proletariados de salas de aula lotadas até a entrega das notas do final de cada ano letivo. Aliás, cada ano letivo do Ensino Básico público é mais uma miragem para ser computada em belas estatísticas educacionais e posteriormente serem usadas a bel-prazer de interesse eleitoreiros dos governantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-2492936792581216878?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/2492936792581216878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/06/o-horizonte-perdido-hipocrisia-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/2492936792581216878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/2492936792581216878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/06/o-horizonte-perdido-hipocrisia-do.html' title='O Horizonte Perdido: A hipocrisia do debate educacional'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TBzIJBn3trI/AAAAAAAAB4I/J6pkvddf0dk/s72-c/po%C3%A7o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-4291602533054780632</id><published>2010-06-12T09:47:00.001-03:00</published><updated>2010-06-12T09:50:10.518-03:00</updated><title type='text'>Almas Secas: A Perpetuação do Genocídio (Parte 3 de 3)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TBOCU-osGVI/AAAAAAAAB4A/AgKVpcjQd8M/s1600/garapa01.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 309px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TBOCU-osGVI/AAAAAAAAB4A/AgKVpcjQd8M/s320/garapa01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481868468362680658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-family:times new roman;" &gt;Meu Deus, meu Deus&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-family:times new roman;" &gt;&lt;br /&gt;Assim fala o pobre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-family:times new roman;" &gt;Do seco Nordeste&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-family:times new roman;" &gt;&lt;br /&gt;Com medo da peste&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-family:times new roman;" &gt;&lt;br /&gt;Da fome feroz&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);font-family:times new roman;" &gt;&lt;br /&gt;("A triste partida", Patativa do Assaré)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfrentar permanentemente a questão da fome não é mera caridade ou filantropia permissiva. Deveria ser o programa fundamental de cada governo comprometido com o ser humano. Obviamente, em Estados semidemocráticos, como é caso do Estado brasileiro, a fome é muito mais um elemento de salutar perpetuação da escravidão eleitoral ou nota de rodapé “exótico” em algum jornal da Big Mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fome também é um problema ideológico e cultural. Convencionou-se a acreditar na naturalidade da desgraça famélica alheia como um problema divino ou um “trágico” fenômeno da Natureza. Para isto, Josué de Castro desbanca as certezas invioláveis de falaciosas premissas do “ocaso da fome”: “Querer justificar a fome do mundo como um fenômeno natural e inevitável não passa de uma técnica de mistificação para ocultar as suas verdadeiras causas que foram, no passado, o tipo de exploração colonial imposto à maioria dos povos do mundo, e, no presente, o neocolonialismo econômico a que estão submetidos os países de economia primária, dependentes, subdesenvolvidos, que são também países de fome”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a abdução da política pelo capital, urgentes debates são deixados de lado (ou distorcidos de sua realidade) dentro de uma sociedade que poderiam contrariar os interesses dos capitalistas. Assuntos considerados mais “cosméticos” socialmente e pouco ferirem as engrenagem capitalistas, como o debate em torno dos direitos de minorias (sexuais, “raciais” ou gênero), merecem mais cores nos jornais. Obviamente, que tais lutas sociais são importantes, porém não afetam diretamente ao grande capital (paradoxalmente, como não são movimentos de “ruptura”, muitas vezes, colaboram ainda para criar muito mais cisão dentro da própria sociedade!). A Big Mídia, por exemplo, insiste exaustivamente em considerar que a reforma agrária é um tema do passado. Ressalta Josué de Castro: “Precisamos enfrentar o tabu da reforma agrária - assunto proibido, escabroso, perigoso - com a mesma coragem com que enfrentamos o tabu da fome”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos defensores da sociedade irrealista que só existe em duvidosos índices econométricos em véspera de eleição ou nas manchetes da Big Mídia, é necessário a sociedade se voltar para importância da centralidade do debate em torno da fome e da subalimentação. Agora, o “grande” Brasil extasiado em crescimento de índice econômico chinês não pode ter a ousadia de mexer no próspero latifundiário? Na mesma dimensão da propaganda governamental, o maior exportador de carne bovina do planeta (um robusto percentual de 28% do comércio mundial em 2008, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, ABIEC) convive com o drama de milhões de pessoas que sequer pode comprar um único quilo de carne semanal (até mesmo mensal!). O seguido recorde dos grãos na agricultura abastece mercados consumidores com potencial poder de compra, e os alguns grãos de pior qualidade podem encher as cestas básicas da nefasta caridade eleitoreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, a produção cultural foi bem mais generosa com o ser humano e a denuncia da espoliação do homem pelo próprio homem sempre foi campo de interesse. Entre vários autores que fizeram a denúncia da fome no Nordeste, temos as canções imortais de Luiz Gonzaga, na poesia magistralmente seca de Patativa do Assaré e João Cabral de Melo Neto e a literatura de Graciliano Ramos, destacando o clássico “Vidas Secas”. No campo cinematográfico, vários filmes e documentários ressaltaram o descalabro da fome. Inspirado em “Vidas Secas”, recentemente se destaca o documentário de José Padilha, “Garapa” (2009), no qual o diretor procura imergir o espectador na perspectiva do drama dos que sentem fome nos bolsões de pobreza endêmica no Ceará. O título do documentário de Padilha bem é apropriado, uma vez que “garapa” é a mistura de água com açúcar ou rapadura, que é preparada pelas famílias para alimentar suas crianças e driblar momentaneamente a fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fome não é uma querela pontual, para os seres humanos que vivem em regiões endêmicas de extrema pobreza, trata-se asperamente da luta pela mera sobrevivência de seus corpos secos e tísicos. No caso brasileiro, a seca nordestina, como símbolo do mais profundo e bárbaro descarte humano, é uma seca de almas em desespero permanente. Acima de tudo, é a seca derivada da criminosa indiferença dos centros de decisões socioeconômicas de que mais castiga e assassina anualmente de forma lenta e corrosiva milhões de homens, mulheres e principalmente as crianças. Salvo alguma catastrófica tragédia natural ou astronômica que dizime a espécie humana, seguramente somente com a sociedade proporcionando novos modelos de produção socioeconômicos que tenham como base a socialização mais humana e igualitária da riqueza produzida em coletividade significará o cessar da perpetuação por completo do genocídio da fome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-4291602533054780632?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/4291602533054780632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/06/almas-secas-perpetuacao-do-genocidio_6161.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4291602533054780632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4291602533054780632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/06/almas-secas-perpetuacao-do-genocidio_6161.html' title='Almas Secas: A Perpetuação do Genocídio (Parte 3 de 3)'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TBOCU-osGVI/AAAAAAAAB4A/AgKVpcjQd8M/s72-c/garapa01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-2762515477137665230</id><published>2010-06-12T09:42:00.003-03:00</published><updated>2010-06-12T09:45:21.734-03:00</updated><title type='text'>Almas Secas: A Perpetuação do Genocídio (Parte 2 de 3)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TBOBAVXh6dI/AAAAAAAAB34/AmYTNRLX2hk/s1600/fome.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 233px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TBOBAVXh6dI/AAAAAAAAB34/AmYTNRLX2hk/s320/fome.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481867014175844818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-family:times new roman;" &gt;Oh! Deus, perdoe este pobre coitado&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-family:times new roman;" &gt;&lt;br /&gt;Que de joelhos rezou um bocado&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-family:times new roman;" &gt;&lt;br /&gt;Pedindo pra chuva cair sem parar&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);font-family:times new roman;" &gt;&lt;br /&gt;(“Suplica cearense”, Gordurinha/Nelinho/Luiz Gonzaga)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabidamente, a desnutrição, a subalimentação e a fome são elementos de voraz impacto no corpo, seja no âmbito físico, seja nos interstícios psicológicos. A miséria é o monstruoso produto principal da concentração excludente de riquezas. Moradores de zonas de habitação precária, por exemplo, em momentos de destruição causada por desastres ambientais são tratados como indigentes ou párias sociais. Em áreas de violência endêmica como nas favelas que margeiam os grandes centros econômicos, em nome do combate ao narcotráfico, sucedem-se cenas de assassinato de pobres pelo poder de coerção policial com a benção velada do Estado e aplausos disfarçados de segmentos da sociedade mais abastados (uma forma fascista de minimizar a pobreza matando os pobres!). O cataclismo da fome ainda é muito mais latente em zonas esquecidas pelo Poder Público e somente lembrado em período eleitoral, acentuadamente no Norte e Nordeste do Brasil. Aplicar indiscriminadamente políticas de renda mínima (as populares bolsa assistencialistas) sem construir um aporte de recursos que possa criar um circuito auto-sustentável de riquezas materiais e humanas é perpetuar a endemia famélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fome urge e se faz necessária sua eliminação como matriz fundamental de ações do Estado. Privatizar as ações sociais deixando em mãos de ONGs ou empresas similares (geralmente movidas por duvidosos interesses “humanitários”) é covardemente fugir do princípio básico do Estado que é garantir a vida dos seus cidadãos. Pensar o desenvolvimento local é necessariamente criar um conjunto de agregados que privilegie a auto-sustentação dos ambientes de endemia famélica. Políticas de promoção ao emprego e a ampliação de cooperativas de trabalhadores sob a forma de auto-gestão poderão ser usadas como um contraponto a fabrica de espoliação e acumulação capitalista. Calando a veracidade dos intelectuais capitalistas, algumas experiências de cooperativas auto-gestoras mostram a viabilidade real deste sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política de promoção do ser humano deverá enfaticamente ser sempre a meta de qualquer governo em detrimento da mediocridade atávica gerada pelos favores de campanhas políticas para o grande capital. É muito simples beijar a mão do grande empresário (às vezes, literalmente!), sorrir escancaradamente em luxuosos coquetéis para angariar “fundos de campanha” e preparar planos de governo onde a prioridade é sempre a manutenção da ordem do capital. Apesar da exaustão dos discursos, a fome nunca foi de fato um problema político a ser enfrentado, mas simplesmente é sempre deixada propositadamente de lado. Neste ínterim, Josué de Castro redige: "Mais grave ainda que a fome aguda e total, devido às suas repercussões sociais e econômicas, é o fenômeno da fome crônica ou parcial, que corrói silenciosamente inúmeras populações do mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A brutal desigualdade dos recursos materiais somente não é pior do que a estupidez dos que acreditam que ela é fruto tão natural quanto à fusão permanente de átomos dentro do interior do Sol. Uma sociedade que priva pela competição selvagem somente parirá seu subproduto maior: a cegueira da barbárie. Podemos nos amparar por várias justificativas, porém é inegável o apego à desagregação e o poder de destruição que as sociedades operam no inconsciente social. Muito mais fácil destinar bilhões de dólares à supostas usinas atômicas em nome de “energia limpa” ao invés de investir em estruturas que busquem operar para a dinâmica de trabalho e desenvolvimento local (o caso da construção de usinas nucleares nas terras fluminenses de Angra dos Reis é emblemático).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os arautos do desenvolvimentismo às cegas, dirão que a energia é fundamental para a economia, que por sua vez, propicia a criação de riquezas. A pergunta é: quem se beneficia do emprego massivo de recursos públicos destinados a operar dentro das engrenagens da iniciativa privada (seja via direta de investimentos, ou indireta da renúncia fiscal/tributária) em nome santo rótulo do “progresso material”? Se a abundância material é a marca que se projeta do progresso capitalista, qual o motivo da persistência da miséria e da fome? Notadamente, o progresso material na ordem capitalista é profundamente excludente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-2762515477137665230?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/2762515477137665230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/06/almas-secas-perpetuacao-do-genocidio_12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/2762515477137665230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/2762515477137665230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/06/almas-secas-perpetuacao-do-genocidio_12.html' title='Almas Secas: A Perpetuação do Genocídio (Parte 2 de 3)'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TBOBAVXh6dI/AAAAAAAAB34/AmYTNRLX2hk/s72-c/fome.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-4741363749163512285</id><published>2010-06-12T09:33:00.003-03:00</published><updated>2010-06-12T09:51:57.070-03:00</updated><title type='text'>Almas Secas: A Perpetuação do Genocídio (Parte 1 de 3)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TBN_ZKZlA4I/AAAAAAAAB3w/QwVQoXvxJ2U/s1600/fome-Crian%C3%A7a2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TBN_ZKZlA4I/AAAAAAAAB3w/QwVQoXvxJ2U/s320/fome-Crian%C3%A7a2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481865241705120642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Estou no cansaço da vida&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Estou no descanso da fé&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Estou em guerra com a fome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(“Terra, Vida e Esperança”, Jurandir da Feira/Luiz Gonzaga)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fome é um tema recorrente. Seja pelo desgraçado som das barrigas roncando dos famélicos, seja pelo espetáculo de sordidez hipócrita que como o tema é debatido (e sempre amenizado ou esquecido). Segundo uma estimativa atual da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 920 milhões de pessoas sofrem de fome crônica no mundo. Sem maiores adjetivações, a fome é muito mais que uma particularidade de uma dada região endêmica, mas, sobretudo uma questão profundamente inserida no modo de produção e partilha de riquezas materiais, ideológicas e culturais de uma sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem vive nos suntuosos escritórios da Avenida Paulista, símbolo lustroso da “locomotiva” paulista, acomodando o farto glúteo em densas poltronas de couro “legítimo”, entre um olho nos índices da BOVESPA e o outro olho em algum catalogo em busca da próxima garota de programa para o descontraído “happy hour”, a fome seria uma coisa de pobre, preto ou nordestino (geralmente um misto destas três derivações!). Claro, é a tal “fome” não passa nem de longe da cabeça de algum agiota financeiro ou um empresário “bem sucedido” no capitalismo à brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria a ética ascética do trabalho que agracia seu crédulo com beatitude do lucro e leva para debaixo do tapete qualquer excrescência a este processo? Na limitada dimensão do mundo e no alto de imponentes edifícios, a ótica do especulador das finanças do engenho capitalista, a fome e a degradação humana são problemas do “gueto” (leia-se, “aquelas criaturas que ficam pedindo esmola nos faróis da cidade” e ponto final!). Para as classes médias e remediadas, a questão da fome oscila entre a caridade recalcada e a “punição merecida” aos lenientes ao trabalho (logo, riqueza e pobreza é uma questão de meramente de “sorte para os esforçados”!). Para os burocratas formadores de políticas públicas, os chamados “policymakes”, a fome precisa se enquadrar dentro dos padrões orçamentários governamentais. Já para os políticos de amplo espectro partidário, a fome é sempre um mote que angaria um bocado jocoso de votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josué de Castro (1908-1973) se debruçou com maior afinco e destaque no estudo da fome no Brasil. Pernambucano de nascimento, médico e sociólogo, conheceu bem de perto o drama existencial do conceito de fome. A definição para as origens da fome merece o destaque das palavras de Castro: “A fome é, conforme tantas vezes tenho afirmado a expressão biológica de males sociológicos. Está intimamente ligada com as distorções econômicas, a que dei, antes de ninguém, a designação de ‘subdesenvolvimento’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito mais simples culpar os miseráveis pela sua própria miséria humana do querer discutir os reais fundamentos da desequilibrada distribuição de renda entres os indivíduos vivendo numa mesma sociedade. Há ainda aqueles supostos “especialistas” que tratam do tema como se fosse praticamente “profano” a tal ponto que qualquer tentativa de debatê-lo seria em vão (sempre suscitando uma expressão semelhante ao “muito complexo” compondo a discussão da fome). Para os partidários do “complexismo da fome”, deveria perguntar aos que passam fome qual a sensação dos que não tem absolutamente nada para comer durante horas ou dias (certamente a resposta seria inequívoca!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, dentro dos teares do que economista austríaco, Karl Polanyi, batizou de “moinho satânico”, o sistema de regulação da natureza capitalista do mercado que possui na sua gênese a ordem imperativa da desagregação social. O que causa certa perplexidade quando alguns pesquisadores buscam justificar o “ambiente caótico” do capitalismo na aproximação de teorias naturais de caos e complexidade (alguns ainda destes “bombeiros intelectuais” têm a insensatez de adornar tais estudos com um rótulo fantástico de “Econofísica”, ou seja, o que seria uma prosaica “Física da Economia”!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, o que sobra para amenizar os conflitos de classes e não proporcionar maiores empecilhos ao capital (por exemplos, revoltas e revoluções por parte dos excluídos do processo deste sistema)? Uma forma muito bem oportuna é a patrocinar a querela cristã da piedade ou caridade. Destaca-se no “Novo Testamento” a importância da doação como oferenda divina e não como necessidade de justiça social: “O poder divino deu-nos tudo o que contribui para a vida e a piedade, fazendo-nos conhecer aquele que nos chamou por sua glória e sua virtude” (Segundo Epístola de Pedro, 1:3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A piedade sob a forma de caridade é uma vil promessa de cura que apenas sustenta a linha entre a vida e a morte. Atos de caridade podem ser muito salutares como dogmas religiosos (salvação da alma avarenta em busca de bonança na Terra Prometida), porém é um nefasto caminho para justificar a suposta amenização da fome. Tratar a questão da fome como um problema isolado e passível tão somente da assistência providencial da caridade na esfera pública é proporcionar a perpetuação latente da degradação humana. A miséria não pode ser estancada com cômodas medidas circenses de piedade contemplativa cujos resultados são paliativos ou inócuos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excetuando períodos de guerra ou profundas calamidades naturais, é permanente o desequilíbrio social em praticamente todos os países, sejam os mais desenvolvidos, em desenvolvimento ou subdesenvolvidos (com raras exceções são os países que conseguiram vencer seus desequilíbrios sociais, notadamente os que tiveram um aporte mais socializante de sua riqueza). O que difere tais blocos de países em diferentes condições de progresso material é o apoio logístico que o Estado atua em cada uma destes países, alguns mais propensos à amenização da pobreza enquanto outros relegam seus habitantes à própria sorte. A fome é o símbolo máximo do lento genocídio do descarte humano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-4741363749163512285?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/4741363749163512285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/06/almas-secas-perpetuacao-do-genocidio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4741363749163512285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4741363749163512285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/06/almas-secas-perpetuacao-do-genocidio.html' title='Almas Secas: A Perpetuação do Genocídio (Parte 1 de 3)'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/TBN_ZKZlA4I/AAAAAAAAB3w/QwVQoXvxJ2U/s72-c/fome-Crian%C3%A7a2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-8394553023323388813</id><published>2010-04-27T06:30:00.001-03:00</published><updated>2010-04-27T06:32:51.490-03:00</updated><title type='text'>Capitalismo Gângster: A falácia do risco moral</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S9avBb6DJ6I/AAAAAAAAB3A/BnHYarK0mAM/s1600/riscomoral2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 219px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S9avBb6DJ6I/AAAAAAAAB3A/BnHYarK0mAM/s320/riscomoral2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464747637066639266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De todas as pujantes “virtudes” do modo de produção capitalista, possivelmente a que mais se destaca é o “cinismo”. Seus astutos e varões defensores juram de pés juntos com alguma Bíblia capitalista à mão e sem corar a face, que além de se constituir na maior de todas as panacéias sociais já criadas pelo homem, o capitalismo é o único refúgio para a desnorteada humanidade. Alguns com alguma vergonha na cara alertam que existem alguns “ajustes” a ser aplicado periodicamente ao sistema para ele funcionar como um belo, robusto e preciso relógio suíço. O “racionalismo” derivado do intelecto do capitalista seria o guia para seus investimentos diante das forças “auto-ajustáveis” do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto às crises periódicas do sistema? Há sim, tudo é bem explicável, segundo seus defensores, e tais crises são meras externalidades que a Microeconomia logo de cara já enquadra, normaliza e sintetiza uma “explicação numérica” convincente. Analogamente, na Física Experimental, seria o que poderíamos dizer, grosso modo, que tais crises seriam “pontos fora da reta”, descartáveis para a análise. Quem assiste passível a uma típica aula dos cursos de Economia abduzidos pelo mecanicismo do “mainstream” neoliberal, sai acreditando que o mundo é tão perfeito, bem além das fantasias imaginativas de Lewis Caroll em seu clássico “Alice”. Para o evangelho capitalista neoliberal, a realidade é apenas uma “mera abstração” quando as idéias fantasiosas de muitos economistas metidos a matemáticos confabulam, aconselham e projetam leis e políticas econômicas para uma sociedade, independente das condições de vida de seus habitantes. Afinal, sob o manto do cadáver de Milton Friedman e segurando a “mão invisível” de São Adam Smith, o importante é o rigor econométrico e não esta bobagem realística que está para fora da janela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o estouro da bolha da orgia financeira de 2008 nos Estados Unidos, voltou com força na mídia especializada na roleta russa da economia uma expressão muito peculiar criada pelo economista estadunidense Kenneth Arrow, o “risco moral” (do inglês, “moral hazard”).  Entre outras palavras, o termo significa a segurança que os agentes econômicos terão quando suas operações derem tudo errado e os mesmos saltarem da janela, alguém vai socorrê-los imediatamente com uma cama elástica. Traduzindo de forma mais enfática: em última instância, o “otimismo do mercado” consiste claramente que sempre haverá um “imbecil” de prontidão para socorrer suas cafetinagens especulativas. Porém, não é qualquer “imbecil”. Aqui entra o papel do Estado guardião primordial das “forças do mercado”. O jogo é simples: quando não interessa, o discurso é sempre de “ausência da interferência do Estado”, na contraparte, quando bem interessa, o papel do Estado é venerado (e exigido!). Contradição? Não! Apenas mero cinismo dos arautos do “vigor capitalista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos defendem a necessidade que os agentes do sistema capitalista tenham “bons modos” ao se sentarem-se à mesa. Para os tais defensores de um “capitalismo cavalheiro”, é pertinente saber como se portar à mesa com os talheres, guardanapos, sorrir para os convidados, tratar com delicadeza e leve sedução a dama e ficar atento ao movimento dos molares que cravam no alimento. Coisas que todo bom capitalista precisa saber ao entrar num exímio restaurante e não cometer gafes. Religiosamente, para seus defensores, é necessário ter uma “formação moral” para os agentes econômicos: o verniz da “ética”. Logo, com o discurso da “boa educação” o capitalismo estaria livre dos riscos ocasionais uma vez que todos os agentes do sistema tratariam seus competidores entre si de forma ética e cavalheira com cortesia exemplar. Logo, partindo deste pressuposto, os riscos seriam diminuídos e a desconfiança entre os agentes seriam minimizados. Eis a lição do “capitalismo civilizado” a ser aprendida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se sai da porta da sala de aula ou de algum destes belos auditórios e suas palestras fantásticas, a realidade é outra. Na selva do cotidiano, o que impera é o capitalismo gangster, aquele motivado pelo lucro a todo custo e independente dos meios para conquistá-lo. Normas são boas para de verborragia destilada na retórica de juristas e socialites, mas não condiz com a realidade de uma sociedade pautada pelo darwinismo social. A mobilidade social é a mote de uma sociedade meritocrática que se divide entre os idiotas e os espertos. Quem sobrevive na selva do capital ganha todos os louros e aos derrotados restam à amargura de conviver com a vergonha e o desprezo social. A violência explosiva é uma das formas da vazão do ser humano em ascender socialmente (a qualquer preço!) dentro de uma sociedade materialista e pseudo-moralista que premia os “bons e astutos” e expele os “ruins e derrotados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, era aluno de um dado curso quando um colega, em tom narcíseo, comentou para a classe o lucro que ele tinha ganhado com investimentos da bolsa de valores. Recordo da “receita de sucesso propalada” por ele: “é só ser esperto e saber investir que o lucro é certo!”. De prontidão, a minha sensação era de ser um medíocre “otário” por não ter a tal “capacidade visionária” destilada pelo astuto colega-investidor (Naquele momento, certamente Wilhelm Reich diria que era meu “Zé Ninguém” interior pulsando). Como criar riqueza do absoluto nada? Vale lembrar que para isto serve uma premissa fundamental que rege os sistemas químicos e físicos da conservação da massa na Natureza, a conhecida Lei de Lavoisier: a rigor, nada se cria e tudo se transforma (ou seja, não se cria ou se elimina matéria dentro do nosso universo conhecido). Todavia, como no mito de Pandora às avessas, nos sistemas financeiros capitalistas a premissa se inverte e subverte a Natureza: tudo se cria, jorra e se esbanja do nada absoluto para a felicidade dos “espertos e sábios” do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No capitalismo é atávica a ilusão do crescimento exponencial da riqueza sem lastro. As bolhas que estouram com uma periodicidade quase cíclica é o maior exemplo da falácia do “elixir mágico capitalista”. Quem paga a conta pelos estragos feitos pelos gângsteres econômicos? Daí toda a retórica do “não-intervencionismo” cai por terra e sobra sempre para o Estado cuidar da faxina que socializa as perdas com todo o erário público, ou seja, a receita originada de impostos pagos pelos trabalhadores. Indutor da crise do capitalismo de 2008, os Estados Unidos pouco fez de concreto até o momento para evitar novas bolhas especulativas além de despejar uma estratosférica soma de bilhões de dólares dos contribuintes para salvar um grupelho de gângsteres em nome do “saneamento do sistema”. Não é à toa a irritação do presidente Barack Obama sobre a recusa do Senado estadunidense em não discutir regras mais rígidas para o sistema financeiro do seu país: "Eu estou profundamente desapontado que os Senadores republicanos tenham votado em bloco contra o início de um debate público da reforma" (Folha Online, 26/04/2010). Para os parlamentares estadunidenses, o importante é rezar para os “bons modos” dos capitalistas e os ares “racionais” da economia de mercado. É importante frisar que estes mesmo capitalistas são os principais financiadores das campanhas políticas dos honrados congressistas: quebradeira sim, punição jamais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo é um sistema regido essencialmente pela especulação (alguns utilizam um eufemismo elegante, o “risco de oportunidade”). Os riscos fazem parte deste tear capitalista em busca da maximização dos lucros. Todavia, há uma contradição paranóica dos que desejam se aventurar por suas entranhas e sair ileso, é o que se costuma denominar de “aversão ao risco”. A fobia perante a incerteza lateja nos agentes, porém jogar sem arriscar é uma ilusão. Na luta por mercados consumidores, o estímulo norteador canalizado pelos lucros resulta numa selvagem competição que coloca todos os agentes em pé de guerra constante. A instabilidade do jogo é uma regra. No mercado financeiro, a guerra é pela aquisição das melhores ações e se livrar dela no “tempo certo” a fim de ganhar maior lucratividade. Outra comparação é a ação de um comprador de um veículo que deixa de utilizá-lo para não ocorrer o risco de bater ou desvalorizar seu patrimônio móvel. O medo ao risco é um mecanismo inconsciente do agente que deseja prevalece seu instinto de ganância material. Notadamente, o “espírito capitalista” consegue desenvolver com maior robustez às facetas mais pobres e mesquinhas do espírito humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma clássica tática de minimizar perdas é a criação do monopólio. Num mercado monopolizado ou cartelizado, os riscos são menores uma vez que os competidores não coexistem de forma predatória. Em conluio, há um controle de processos e preços que ditam as normas do mercado (ou seja, a falácia dos mercados auto-ajustáveis cai por terra!). Em grandes mercados, a tendência é sempre a busca pelo monopólio que permitirá uma maior solidez das operações sem ter a inconveniência de eventuais riscos. Este mercado não existe sem estar amparado pelos agentes políticos. Logo, política e economia são mecanismos indissociáveis para o capitalismo e a garantia que os riscos serão minimizados pelo Estado em épocas de crises.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O risco moral de um capitalismo regido pelo bom samaritanismo dos agentes torna-se risível se contrastado na realidade econômica. Mesmo sabendo dos ricos, dificilmente um capitalista hesitará em adentrar num mercado o qual ele vislumbre possível e polpudo ganho. Se entrar num dado mercado e lucrar, será um “vencedor” e se perder poderá solicitar uma extensão dos empréstimos em bancos estatais (principalmente se depositou generosa contribuição nas últimas campanhas eleitorais dos políticos que estão na “situação”). Mais do que “ter” é “parecer ter”. Os interesses privados regem com grande vigor as ações públicas. É exemplar quando capitalistas em vias de bancarrota conseguem facilmente empréstimos em bancos estatais e um mero trabalhador tem que ficar pastando em condição humilhante por alguma possibilidade de financiar seu próprio teto ou remendos para sua exígua renda de alimentação básica familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A especulação sempre será o mote do ofício capitalista na busca alucinada pelo lucro, independente do seu agente saber ou não manejar os talhares dispostos na mesa. E na pior das hipóteses, o capitalista gangster compra o restaurante, faz uma festa privativa para seus convidados, adquire algumas garotas para abrilhantar o salão e às favas com a obsoleta etiqueta. Ah, claro: a conta vai para você, trabalhador! Afinal, não existe festa grátis!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-8394553023323388813?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/8394553023323388813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/04/capitalismo-gangster-falacia-do-risco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/8394553023323388813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/8394553023323388813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/04/capitalismo-gangster-falacia-do-risco.html' title='Capitalismo Gângster: A falácia do risco moral'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S9avBb6DJ6I/AAAAAAAAB3A/BnHYarK0mAM/s72-c/riscomoral2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-5541772920227100367</id><published>2010-04-22T21:34:00.002-03:00</published><updated>2010-04-22T21:37:52.455-03:00</updated><title type='text'>As Pétreas Heranças do Velho Muro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S9DrfJpuiqI/AAAAAAAAB2c/vRUwKzgL2v0/s1600/murodeberlim.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S9DrfJpuiqI/AAAAAAAAB2c/vRUwKzgL2v0/s320/murodeberlim.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463125268399819426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entender o mundo após a queda física e simbólica do Muro de Berlim (1989) não é uma tarefa trivial. A derrocada do mundo socialista vem bem antes da queda do famigerado muro, porém a materialização de suas conseqüências poderá ser discutida referencialmente a partir da década de 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo ocidental e seus satélites de influência entraram numa onda neoconservadora baseada em duas premissas: o mercado liberal e a democracia (na sua vulgata essencialmente eleitoral). A subida ao poder de Ronald Reagan (1981-1989) nos Estados Unidos e Margareth Thatcher (1979-1990) na Inglaterra marcou a virada conservadora nos centros decisórios da política ocidental e nas economias capitalistas centrais. Substituindo algumas premissas keynesianas da reestruturação macroeconômica do pós-guerra, o estofamento ideário que norteou a economia foi o liberdade irrestrita do mercado cujos arautos pertenceram ao que convencionou chamar de “Escola de Chicago” tendo o economista estadunidense Milton Friedman (1912-2006) como o seu principal expoente. Logo, uma vez que a hegemonia capitalista aterrou o “fantasma do socialismo” (enfatizando a estirpe stalinista) seria possível surgir um “novo mundo” sem fronteiras (econômicas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na crista dos “novos tempos”, o filósofo estadunidense Francis Fukuyama sentenciou o “fim da História” como sendo a vitória do capitalismo sobre qualquer outro modo de produção e a democracia burguesa como o ápice da espécie humana. Todo este arcabouço foi escancarado e multiplicado pela Big Mídia internacional que acabou sendo batizada com o termo “globalização” (ou na versão que considero a mais realista defendida principalmente pelo francês François Chesnais, a “mundialização”). A ideologia neoliberal foi corrosiva de tal ponto que estremeceu com todas as estruturas que alicerçavam o mundo capitalista. A antiga ética do “trabalho” forjada pelo usufruto do trabalho foi sendo paulatinamente substituída pela ética do “consumo”. Neste sentido, todas as relações sociais são profundamente transformadas, desde questões cerceadas pelo mundo do trabalho até as questões relativas ao corpo e afetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras e expressões novas de vernizagem neoliberal rechearam o vocabulário do “politicamente correto”: “empreendedorismo”, “responsabilidade social”, “desenvolvimento sustentável”, “relação empresa-cliente”, “missão da empresa”. O imediatismo e rapidez que as transformações ocorrem são tão viscerais a tal ponto que o sociólogo Zygmunt Bauman denominou o momento atual como sendo a “modernidade líquida”. Do celular à TV a cabo, do “empreendedor” de si mesmo à terceirização do trabalhador (vide o exemplo dos operadores de telemarketing), dos sites de relacionamento digital às casas de suingue, o consumismo é a transformação da sociedade em uma horda de consumidores vorazes de indispensáveis futilidades.  A necessidade por bens supérfluos transpôs as barreiras das classes mais abastadas e penetrou por toda classe média baixa, incluindo guetos e favelas. São crescentes as despesas das famílias por bens que não são prioridades existenciais. Logo, a vida sob a batuta do hiperconsumo se torna refém de um oceano de possibilidades mercadológicas. A retórica da liberdade se torna a angústia do consumismo. Com estes condicionantes, Giles Lipovetsky denomina nossa era como sendo a “hipermodernidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “cidadania” (utilizando velhos preceitos da burguesia pós-Revolução Francesa) cedeu espaço para o “clientismo”. Conceitualmente, somos “clientes” e não mais “cidadãos”. Hospitais privados e clínicas médicas tratam da saúde dos seus “clientes”, escolas e faculdades privadas lecionam para “clientes”, torcedores filiados a clubes de futebol são “clientes” dos clubes-empresas, marqueteiros profissionais produzem discursos para “políticos-clientes”. A política se tornou “desnecessária” e os Estados Nacionais vem sendo gradativamente sucumbindo às empresas transnacionais (corporações). A proliferação de ONGs é um exemplo da diluição da política e a terceirização das ações políticas. Tal como uma empresa de “empresa jurídica” qualquer, pode-se abrir ou fechar uma ONG da mesma forma que uma quitanda, mudar de ramo, valores ou objetivos. O curioso que a panspermia de ONGs é supostamente seria um movimento “apolítico da sociedade civil” (como se tal conjectura fosse possível!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparada com o “crash” de 1929 que solapou a economia mundial da época, a crise financeira mundial de 2008, desencadeada a partir da bolha imobiliária nos Estados Unidos, foi outro exemplo do lastro da atualidade da mundialização do capital. Um grupo de empresas de crédito foi à falência no especulativo e mirabolante marcado imobiliário estadunidense e se espalhou pelas bolsas de valores do mundo inteiro. A agiotagem profissional em escola global não encontrou lastro para suas bilionárias operações e a “quebra” de muitos bancos foi inevitável (muitas deles com grande histórico de atuação no mercado). Como um castelo de cartas, um conjunto de empresas transnacionais colecionou prejuízos colossais e devido ao seu poder de influência fez que os governos de Estados-Nações das economias centrais e emergentes viessem a socorrê-las via erário dos contribuintes (leia-se “trabalhadores”). A “socialização das perdas” foi uma espécie de arremedo “keynesiano” no mercado financeiro mundial (ou seja, a ativa ação do Estado para estancar a sangria de dinheiro privado!). O curioso é que para salvar supostamente os empregos (os tais “postos de trabalho”) a maior parte dos sindicatos (praticamente em toda a sua totalidade), pressionou governos nacionais para auxiliarem na doação de recursos públicos para tais empresas transnacionais em dificuldades financeiras. Neste ínterim, esse é um bom recorte do que gradativamente ocorrem com os sindicatos de trabalhadores que perderam sua identidade e seu espaço dentro da correlação forças entre patrões e empregados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante frisar a necessidade do retorno dos estudos da Psicologia e Psicanálise para o entendimento da sociedade em busca de uma visão transdisciplinar do conhecimento social. A diluição das relações pessoais, perda de identidade, a imagem como metáfora narcísea, a descentralização e esvaziamento da política e o estilhaçamento das relações de trabalho formam os alicerces deste arcabouço de um novo mundo multipolar (sem um poder central de decisão) que se tornou tão instável quanto o antigo “velho mundo” dos tempos da Guerra Fria. O “keynesianismo militar” jamais foi abandonado e, pelo contrário, de forma progressiva vem crescendo o rearmamento mundial das grandes potências e de “anãs bélicas” como é o caso da débil corrida armamentista na América do Sul (puxado pelo histrionismo da Venezuela de Hugo Chávez e Brasil do ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva). O novo ator central das relações internacionais e principal candidata a desbancar a hegemonia econômica estadunidense, a China, já vem se armando pesadamente para enfrentar “novos desafios” para a sua condição de potência mundial num mundo multipolar. Outros países emergentes como a Rússia (herdeira do arsenal atômico da antiga União Soviética) e Índia vem fazendo coro à premissa do crescimento econômico com “responsabilidade militar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra ao terror é o mote mais usual para convencer os contribuintes a depositarem bilhões de dólares e euros em sofisticados programas das forças armadas contra supostos “inimigos invisíveis”. Quaisquer questionamentos à ordem vigente na democracia neoliberal poderão ser taxados impunemente de ato ou ação “terrorista” (uma destas medidas feitas pelo governo dos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro é o famigerado e xenófobo “Patriot Act”). Afeganistão, Iraque e Irã (o próximo alvo) são exemplos atuais da ação invasora da sanha carcomida imperialista guiada pelos Estados Unidos e apoiada pela União Européia em nome de uma política “antiterror” (atacar primeiro para não ser atacado). Salienta-se a curiosa observação da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, a qual dizia que a saída das tropas alemãs de ocupação no Afeganistão seria uma “catástrofe” uma vez que significaria aquele país cair “no caos e na anarquia”. Como se algum chefe de Estado europeu ou estadunidense tivesse algum mínimo de preocupação como o povo afegão se não fosse os bilionários interesses geoestratégicos e econômicos na região!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo a questão do uso de artefatos nucleares continua tão vivo quanto às tensões dos tempos áureos da pungente rivalidade ideológica russo-americana na Guerra Fria. Notadamente, ao contrário de uma possível “pacificação” de um novo mundo pós-muro livre das deletérias dicotomias ideológicas, a contradições entre liberdade humana e livre mercado continuam a se aprofundar criando um fosso entre um mundo possível e a realidade crua e disforme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-5541772920227100367?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/5541772920227100367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/04/as-petreas-herancas-do-velho-muro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/5541772920227100367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/5541772920227100367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2010/04/as-petreas-herancas-do-velho-muro.html' title='As Pétreas Heranças do Velho Muro'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S9DrfJpuiqI/AAAAAAAAB2c/vRUwKzgL2v0/s72-c/murodeberlim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-1896152589738273121</id><published>2009-11-12T10:00:00.010-02:00</published><updated>2009-11-12T10:22:04.537-02:00</updated><title type='text'>Washington D.C. e as Ilusões da Obamania: Contradições do Capitalismo no Coração do Império</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/Svv6AGuayxI/AAAAAAAABw4/gXsucsxKR-w/s1600-h/obama_job.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 211px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/Svv6AGuayxI/AAAAAAAABw4/gXsucsxKR-w/s320/obama_job.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403187057673292562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem poderia imaginar que dentro do coração do maior império da história da humanidade convive um “outro país” mais similarmente parecido com as mais pobres regiões africanas do que a exuberância sedutora do Primeiro Mundo? Para os arautos de plantão do capitalismo tal disparidade é apenas uma “excrescência” dentro do sistema. Para quem não cai na sedução do dogma da beatitude do “livre mercado”, a questão é exemplarmente contundente.  Vale a pena destacar a matéria do jornalista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio Dávila&lt;/span&gt; para o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;UOL Notícias&lt;/span&gt; sobre as visíveis contrições do sistema capitalista no berço político do império estadunidense (&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Assista ao vídeo abaixo&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dávila relata os números da cidade de Washington D.C. (abreviatura de Distrito de Colúmbia), capital dos Estados Unidos. A matéria tem como mérito trazer a tona um sombrio recorte dentro de Washington, a qual o jornalista denomina simplesmente de um "país sem nome" com uma grande quantidade de população negra imersa em índices africanos de HIV e alarmante criminalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;América subsaariana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na capital do império do primeiro presidente negro da história, dos 590 mil habitantes de Washington, 56% são negros. Os índices de infectados com o vírus da AIDS na população adulta de Washington é de inacreditáveis 7% e contrasta com a média de 0,6% do restante do país. Em termos de comparação, segundo o Ministério da Saúde (2007), no Brasil o índice é o mesmo da média da população estadunidense: 0,6%. Os números alarmantes de infectados por HIV na população de Washington acompanham os índices de países africanos mais pobres, tais como Serra Leoa e Costa do Marfim. Até mesmo o falido Estado do Haiti na América Central que está sob ocupação de militares da Força de Paz da ONU possui índices semelhantes a Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capital mundial do império político e dona de decisões que podem devastar belicamente o planeta, paradoxalmente a cidade Washington goza de índices de criminalidade comparáveis aos das grandes cidades brasileiras. Para conter a onde de violência, a polícia da capital estadunidense recorreu aos bloqueios policiais em bairros mais violentos e passou a realizar triagem de moradores. Semelhante à situação de guerra, como Afeganistão ou Iraque, a polícia local somente liberava a entrada das pessoas que moravam nos bairros. Sob protestos de moradores locais, tais práticas locais de segurança pública foram suspensas. Em Washington, o índice de crimes violentos é de quase 1500 por cem mil habitantes enquanto que no restante do país são três vezes menores: 454 por cem mil habitantes. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;apartheid social&lt;/span&gt; em Washington se evidencia com mais força na apresentação das estatísticas sociais. Segundo Dávila, em média, há mais negros em situação de pobreza em Washington do que outras regiões do país. Também em Washington desponta com inglórios índices de maiores números médios de população de analfabetos, doentes, mães solteiras e jovens mortos. As contradições entre os ocupantes da Casa Branca e seus vizinhos depauperados mais próximos são sensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Crise, promessas e encruzilhada obamista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No olho do furacão da crise financeira mundial eclodida em 2008, os Estados Unidos estão longe de uma recuperação da antiga solidez de sua economia, mesmo ainda gozando de prestígio internacional e a manutenção de um mercado atrativo. Após um ano da posse de Barack Obama, a expectativa de uma mudança na estrutura social da população negra nos Estados Unidos vem paulatinamente caindo perante os duros números da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herança de sucessivas adminstrações conservadoras e cujo clímax se processou na Era George W. Bush, a tragédia do neoliberalismo para os estadunidenses mais pobres é incalculável. Projetado como a esperança da população negra, Obama prometeu ser a “mudança que a América precisa”. Fortalecido com um sedutor movimento apelidado de “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;obamania&lt;/span&gt;”, eleito com um entusiasmo sem paralelo histórico e grande expectativa nas últimas décadas, Obama esta sendo consumido pelo seu próprio prestígio e promessas de campanha. O tempo continua impiedosamente a girar os ponteiros do relógio e a “mudança” não surge no horizonte das famílias negras estadunidenses imersas na pobreza. Logo, a esperança declina com a magnitude inversa que demora as prometidas e propaladas reformas da administração Obama.  Como era esperado, sem a materialização da mudança prometido na campanha eleitoral, o apoio popular à administração Obama vem sofrendo queda vertiginosa. Para exemplificar o desgaste obamista, a aprovação no Congresso estadunidense do controvertido projeto de reforma do sistema de saúde de Obama (algo similar à implantação do programa brasileiro do Sistema Único de Saúde – SUS) foi um calvário político que deixou riscos políticos e a sensação para os seus adversários que o presidente não é “intocável”. No início deste mês, as eleições para membros do Congresso estadunidense também sofreram impacto com o declínio da popularidade de Obama resultado em derrota do seu partido, o Democrata. Naturalmente, a Casa Branca negou qualquer vínculo com a imagem do presidente. Mais uma vez, torna-se patente que não se mudam arcaicas estruturas sociais dentro dos prazos prometidos em campanhas eleitorais mesmo utilizando a maior de toda “boa-fé” dos sistemas eleitorais de uma democracia de livre mercado. Mesmo agraciado precocemente com o Nobel da Paz, a natural projeção do semblante de Obama como líder mundial não minimiza o fardo de ser a mudança que até agora não vingou para boa parte dos eleitores estadunidenses mais carentes e desamparados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Darwinismo social e a ilusão da democracia neoliberal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocando em miúdos e deixando de lado os comezinhos acadêmicos, o capitalismo é um sistema desequilibrado entre “espertos” e “otários”. Cinicamente alguns adoram rotular tal regime como a “terra das oportunidades”, ou seja, a ficção da mobilidade social no meio da guerra da sobrevivência. Fazendo uso de uma alegoria poética, podemos comparar o sistema capitalista com um restaurante. Para uns “espertalhões” do capital, o almoço é sempre grátis. A burocracia dos bem letrados arruma e serve a mesa, e, se fizer um bom serviço, até ganha a gorjeta. Aos munidos de criatividade artística, tocam algum instrumento e fazem shows para animar o ambiente. Os proletários de várias cores e etnias fazem a comida, lavam os pratos e levam o lixo para fora do recinto. Do lado de fora, próximo da porta do restaurante, pares de muitas mãos estendidas e com alguma sorte receberão alguma esmola e restos de comida para que não criem a ousadia de atacar a despensa do restaurante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade mostra que no capitalismo, as ações políticas são apenas forjadas para a administração do grande capital e das forças produtivas. Nitidamente é possível perceber o discurso falacioso (em geral, bem arquitetado) entre democracia, liberdade e igualdade no sistema capitalista como se fosse possível misturar tais ingredientes e num passe de mágica chegaríamos ao Paraíso prometido em livros sagrados. A economia de mercado com ranço neoliberal suprime a idéia de liberdade e igualdade para uma expressão dona de uma estrelada magnitude sedutora: “oportunidade de mercado”. Impulsionada pelo capital, a democracia é uma mera abstração do “desejo das urnas” com o livre exercício do consumo dos cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As contradições socioeconômicas no coração político do império estadunidense são mais uma face evidente das contradições intrínsecas do engenhoso tear capitalista. Mesmo com todo um furor midiático ao estilo da obamania, é impossível um sistema social mais equilibrado ou ambientalmente mais sustentável dentro de um modelo econômico que privilegie apenas a voraz sanha pelo lucro do capital e exploração permanente da mais-valia. Os poderes da tríade do regime democrático neoliberal (executivo, legislativo e judiciário) situam na primeira e na última instâncias como os grandes gerenciadores do sistema de continuidade das forças produtivas capitalistas. Qualquer alteração na estrutura da democracia neoliberal somente será possível sua materialização a partir de fortes pressões de grupos coesos e articulados dentro da sociedade.  Como a luta pela sobrevivência da massa trabalhadora, desempregados e refugos humanos contra o poder econômico do capital não é possível escolher regras ou etiquetas, o emprego da força e da violência não poderão ser descartados ou desvalidados. Ressaltando que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;monopólio da violência&lt;/span&gt;, ou seja, o emprego das forças públicas de polícia e repressão, é exercitado livremente e impunemente pelo Estado a serviço das forças do capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, Pequim, Berlim, Bombaim, Tóquio, Moscou, Nova Iorque ou Washington. Cada um ao seu modo, mas todos com o mesmo retrato. Seja qual for o pólo de representação simbólica do capital (uma vez que o capital flui pelos dutos econômicos do planeta), é possível encontrar nos seus interstícios a permanente contradição entre os números da geração de bens materiais e financeiros e os números das discrepâncias sociais da pobreza. A cidade de Washington é um relevante exemplo que a democracia neoliberal é um exuberante espetáculo de magnetismo tácito e intrínseca desigualdade. Portanto, sem criar falsas esperanças, na democracia neoliberal políticos como Obama são eleitos não para fazerem a propalada justiça social, mas somente salvaguardar as forças produtivas e a organização do hiperespaço capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="300"&gt;&lt;param name="movie" value="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=374005&amp;amp;start_loading=false&amp;amp;start_paused=true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" wmode="transparent" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=374005&amp;amp;start_loading=false&amp;amp;start_paused=true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte do Vídeo: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Blog do Sérgio Dávila&lt;/span&gt;. Disponível em:&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; http://sergiodavila.blog.uol.com.br/ &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Acesso em 11 de dezembro de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-1896152589738273121?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/1896152589738273121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/11/washington-dc-e-as-ilusoes-da-obamania.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/1896152589738273121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/1896152589738273121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/11/washington-dc-e-as-ilusoes-da-obamania.html' title='Washington D.C. e as Ilusões da Obamania: Contradições do Capitalismo no Coração do Império'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/Svv6AGuayxI/AAAAAAAABw4/gXsucsxKR-w/s72-c/obama_job.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-5837545388081976445</id><published>2009-11-10T09:26:00.004-02:00</published><updated>2009-11-10T09:39:40.754-02:00</updated><title type='text'>Um Elogio ao Autismo: Narcisismo, Misanscene e peripécias da Godiva da Uniban na cínica moralidade à brasileira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SvlPsrbojGI/AAAAAAAABww/lsHXravzBLA/s1600-h/Lady_Godiva_by_John_Collier.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 229px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SvlPsrbojGI/AAAAAAAABww/lsHXravzBLA/s320/Lady_Godiva_by_John_Collier.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402436856999087202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;É uma louraça belzebu, provocante&lt;br /&gt;Uma louraça Lúcifer, gostosona&lt;br /&gt;Uma louraça Satanás, gostosona e provocante&lt;br /&gt;Que só usa calcinhas comestíveis e calcinhas bélicas&lt;br /&gt;Dessas com armamentos bordados&lt;br /&gt;Calcinha framboesa, calcinha antiaérea, calcinha de morango, calcinha Exocet&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Pelo rádio da polícia ela manda o seu recado&lt;br /&gt;Alô, polícia!&lt;br /&gt;Eu tô usando&lt;br /&gt;Um Exocet - Calcinha!&lt;br /&gt;("Kátia Flávia", &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fausto Fawcett&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Que o Brasil é um país da farsa e retórica hipócrita não é de causar estranheza a ninguém. Gabamo-nos por construir uma Suíça diplomática do Terceiro Mundo, mas geralmente esquecemos-nos dos números da barbárie explícita da nossa própria Faixa de Gaza escondida nas periferias e rincões pelo país afora. Nos holofotes umbilicais de São Paulo, a Avenida Paulista não espelha o Brasil e tampouco devemos acreditar que tal horizonte pictográfico será palco nos próximos anos da “realidade nacional” apesar das promessas do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;neoliberalismo-keynesiano.&lt;/span&gt; Para os ares da política a partir do eixo tucano-petista, uma nova elite dirigente eclodiu no cenário nacional e mais performático do que as anteriores com misto de sindicalistas emergentes de centrais sindicais e neocapitalistas criaram uma amálgama que podemos identificar como sendo um desenvolvimento “retro-modernista” de uma refundação capitalista à brasileira com maior desenvoltura hipertrofiada da construção capital-trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Ares políticos, ares sociais.&lt;/span&gt; Novos tempos não substituíram velhas e atormentadas práticas. Um celeiro internacional da prostituição e exploração infantil cujas mulheres continuam são exportadas com rótulo de qualidade “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;made in brazil&lt;/span&gt;” como gado para os prostíbulos do mundo inteiro (ironias do agrobusiness!). Adolescentes pobres se prostituem dançando nuas em troca de pedras de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;crack &lt;/span&gt;e alguns tostões em bailes da “cultura funkeira”. Apresentamos peitos siliconados e nádegas avantajadas sacolejantes ao mundo em troca dos dólares do turismo sexual disfarçado da maior “festa popular” do planeta. Ainda patrocinamos concursos machistas de “misses” para todos os gostos e pecuária de corte: “miss Brasil”, “miss penitenciária”, “miss universitária”, “miss garota da laje”, “miss dos maiores glúteos”, “miss mirim” (!) e corre a fértil imaginação à bel prazer. Aplaudimos entusiasticamente e adoramos ostentar a beleza do açougue de “nossas mulheres”. Nas listas imbecilizadas da “sedução internacional” os brasileiros sempre despontam nas primeiras colocações nos diversos “ranking”: mais sedutores, maiores números de orgasmos por metro quadrado, maior número de parceiros. Haja virilidade e libido! Agora como uma nação-olímpica, somos uma mistura da carne violenta com o gozo desmedido salpicado com o espetáculo da barbárie silenciosa. Eis uma caricatura do Brasil retro-moderno: carnaval, futebol, traficantes paramilitares, verde-cinza amazônico e, claro, a apoteose do glúteo empinado. E agora na Era Lula, gozamos da exuberância do capital fictício financeiro polvilhado de miragens miraculosas do pré-sal e bolsas de perpetuação da miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para retratar nossa Babilônia, reportemos à lenda de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lady Godiva&lt;/span&gt;, a mítica aristocrática anglo-saxã que viveu na Inglaterra no inicio dos anos mil. Para cumprir uma aposta feita com seu marido Leofric, o Duque de Mercia, para que o mesmo diminuísse os altos impostos do povo local se por caridade ela desfilasse despida montada sobre um cavalo branco nas ruas inglesas de Coventry. Mesmo duvidando da palavra de sua esposa, o Leofric ordenou que os moradores locais trancassem em suas casas para que ninguém pudesse ter a ousadia de admirá-la. Feito o desfile de Godiva e aposta cumprida, reza a lenda que seu marido retirou os impostos mais altos.  A nossa genérica nacional de Godiva do momento é a estudante da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Universidade Bandeirantes (Uniban)&lt;/span&gt; que ganhou espaço gratuito nos holofotes da mídia e do misanscene de defensores da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Recapitulando a novela. &lt;/span&gt;Há duas semanas uma aluna enrolada num pedaço de pano denominado “microssaia” (ou vernáculo similar) desfilou seus dotes naturais nos corredores universidade onde está matriculada na região paulista do ABC. Até aí, não é nenhuma novidade o semi-nudismo narcíseo no país da tropicália e das genitálias desnudas. Um apelo ao primitivismo instintivo: provavelmente após incitar à ira feminina do recinto e supostamente “excitar a libido” masculina (sempre uma ótima desculpa!) foi se avolumando uma voluntária horda estudantil de achincalhamento da garota dentro do ambiente “acadêmico”. Um espetáculo de surrealismo fantástico para uma geração que é sempre ovacionada pela mídia por ser “descolada de moralismos”. Quantas ilusões da hipermodernidade! Dentro do galpão estudantil da Uniban construiu-se um legado importante da iniciativa privada da Educação “Superior” para a sociedade: o &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;misanscene&lt;/span&gt; do autismo estudantil hipermoderno. Após conquistar histridentemente à apoteose com sua vestimenta em compasso com os instintos primitivos da horda acadêmica local, a situação perdeu-se o controle e temendo pela segurança, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Godiva da Uniban &lt;/span&gt;precisou ser escoltada pela polícia para fora da faculdade. Os inusitados minutos de fama se estenderam para o neófito estrelato da Godiva, a ficção se consolidou esquizofrenicamente e, para variar, a mídia ganhou motivos para lucrar pontos preciosos no IBOPE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fatos que se sucederam foram mais bizarros e patéticos do que o show da pós-adolescente e a catarse hormonal de seus colegas “acadêmicos”. Sem pestanejar, do pátio da faculdade, a garota foi para as telas dos shows baratos de exploração da miséria humana na televisão. Para capitalizar o momento, se expôs no vídeo com o mesmo “vestido” para os lares da “pudica” sociedade, portou-se como a vítima dos hormônios de “abutres universitários”, ganhou seu cachê (dificilmente irá ter comprovação tal fato) e não será surpresa se conseguir contrato para exibir seus dotes em alguma revista masculina de “ensaios fotográficos” ou estrelar alguma produção do mercado pornográfico (o “roteiro” é demasiadamente propício!). Certamente a Godiva da Uniban irá conquistar mais fãs e dinheiro do que toda a sua vida batendo cartão como os demais “trabalhadores comuns” a serviço do capital. Para as dores no cotovelo dos seus detratores pseudo-puritanos, méritos da garota e “sorte” do país que irá ganhar mais uma candidata a “modelo-atriz-apresentadora-universitária-e-sangue-bom”. Talvez se ela for mais emotiva, deixar milimetricamente cair uma gota de lágrima (um bom colírio sempre ajuda!) em suas declarações midiáticas poderá até mesmo estrelar numa novela do “baixo clero” da televisão ou participar de algum Big Brothers da vida. Com alguma sorte e solicitação de grupos de ONGs, a Godiva da Uniban ainda poderá ser canonizada na pós-vida pela excelência de seus pares de pernas em prol da excitação libidinal dos onanistas de plantão, além de valorosa contribuição para “intelligetsia” universitária do capital. Em suma, mais uma provável candidata criada para o incipiente time dos personagens sacros brasileiros. A mídia adora o show da barbárie apimentada com sexo, intrigas e comezinhos autistas! Como diria o folclórico apresentador das futilidades burguesas da nossa pátria mãe gentil, Athayde Patreze: “Simplesmente um luxo!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, deslanchou o espetáculo institucional da estupidez. É notório que os únicos objetivos de um galpão universitário que explora mensalidades dos seus alunos são três e vale destacar: lucrar, lucrar e lucrar. A Meca do neopetismo visando o “voto da juventude”, o PROUNI, foi o grande espetáculo de desvio de recursos públicos para os bolsos dos empresários da educação. Com polpudos empréstimos do BNDES, para estas empresas o único compromisso é com o lucro fácil, rápido e garantido. Os galpões universitários tratam a Educação como um açougue ou uma mera quitanda. Portanto, não foi estranho que aos autistas gestores da Uniban não sabendo como agir diante da repercussão da Godiva (e inusitada garota-propaganda da faculdade) preferiam utilizar o recurso óbvio da “moralidade”. Como resultado de tamanha sapiência intelectual dos gestores da Uniban, a entidade expulsou a garota com direito a uma inverossímil justificativa com matéria paga estampada nos principais jornalões paulistas. Pelo olhar do capital, a bizarra expulsão da garota poderá ser melhor ainda para a poupança da nossa Godiva que poderá pedir uma rechonchuda indenização movendo um processo contra as lambanças de sua querida universidade. Ademais, fale deixar claro que soa patético o subterfúgio da moralidade para capitalistas imorais! Para ampliar a misanscene e morder um naco de espaço na mídia, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), a provinciana União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Ministério da Educação (MEC) entraram em campo, além de outras entidades de classes e ONGs ligadas à “defesa da mulher”. Em nome do espetáculo da hipocrisia, o circo somente aumentou e perdeu-se o foco do que realmente estava em pauta. Quanto vale o show?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais patético que foi o teatro adolescente entre o enlace da exibicionista Godiva e sua hormonal turma, tudo não passou de um acontecimento pontual que deveria estar dentro do recinto da faculdade. Porém, graças ao poder das filmadoras dos celulares de seus colegas de turma da garota e a exposição na internet via site do YOUTUBE, as cenas midiáticas atravessaram as cascas de lona da faculdade. Paradoxalmente, uma faculdade academicamente insignificante ganhou status nacional e pela lógica da mídia, o espetáculo foi benéfico para todas as partes: notoriedade da sigla universitária, a consagração da Godiva, os “levantes estudantis da juventude” (como soa romântico!) e o uso da exploração da barbárie como “validade” de participação da cidadania. É importante lembrar que estamos na era da superexibição narcísea que tanto faz sucesso entre adolescentes, pós-adolescentes, agências de publicidade e propaganda entre tantos outros nichos. Todos os atores ganharam, exceto para a Educação e para o arcabouço de uma sociedade mais saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseqüentemente, precisou do desfile exibicionista da Godiva e os uivos de seus colegas da faculdade para os enormes traseiros acomodados de entidades de classes saírem das cadeiras confortáveis com ar aclimatado. Com a exposição na mídia, todos querem parecer como “guardiões das liberdades civis”. Se tais pessoas realmente tivessem preocupadas com as “liberdades civis” jamais teríamos um hecatombe nuclear no sistema educacional público. Ambientes degradados, violência gratuita, fracassado projeto pedagógico e circulação constante da barbárie que vicejam nas unidades escolares públicas. Em nenhum momento a OAB-SP, UNE ou o MEC tomou medidas efetivas para intervir decisivamente na Educação Pública ou sequer levantaram questionamentos mais incisivos. Ao contrário, tais entidades fingem-se de cegas, surdas e mudas na amplitude cínica da complacência com a barbárie real e não apenas despertar a sanha protetora para brandir no teatrinho ficcional. Criações estéreis do Estado Neoliberal com o mote de abstração da “sociedade civil”, muitas ONGs que adoram enrijecer suas musculaturas financeiras com verbas públicas, aparecem justamente nestes momentos para ocupar espaço na mídia. O importante é fingir que está se fazendo “alguma coisa” para tudo se manter exatamente no mesmo lugar. Alguns incautos bradaram aos quatro ventos olhando cinematograficamente para o cinegrafista: “Liberdade para a calcinha! Abaixo a burka do preconceito!”. Pela lógica da pseudo-libertinagem, se não é possível “estabelecer critérios” para vestimentas para determinados lugares, então tudo é possível e plausível. Se o pano foi inventado para cobrir nossas “vergonhas”, por que então não abolir as vestimentas? Logo chegamos a um beco sem saída. Falsos moralismos à parte, se ficarmos reféns destas falsas retóricas simplistas da estética da indumentária humana, o debate não levará a nenhum lugar plausível. Apenas criar musculatura de um debate vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à barbárie real, na sociedade brasileira o “errado” é o “certo” (o inverso também é possível). Não existem limites para os impulsos destrutivos humanos e apenas minimizamos seus efeitos. Com trauma totalitário dos “anos de chumbo”, dádiva da herança de nossa classe militar, vivemos nos anos da complacência e liberdade assimétrica. Pais que não educam filhos são apenas confortáveis e assépticos “amigos”. Famílias multimídia das relações humanas e uma miríade de abstrações dos teares afetivos. As causas são colocadas em panos quentes e fingimos a complacência. O aluno que ofende ou agride gratuitamente um professor é um desamparado social em “situação de risco”. Alguém assalta e seqüestra um ônibus, posteriormente vira herói de cinema. Traficantes e assassinos são heróis “marginalizados”. Policiais viram clones mais-que-perfeito de Charles Bronsons. Latifundiários multimilionários são vítimas indefesas de “favelados do campo”. Sindicalistas que se enriquecem gerindo sindicatos de fachada é a esperança do mundo proletariado. Garotas materialistas e seminuas são mártires da nova “liberdade feminina” e do novo mundo acadêmico do capital e da mídia da barbárie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Reentrâncias para a reflexão.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;Diga-se de passagem, os gritos de protestos e a queima de sutiãs em praça pública em prol da construção libertária da sexualidade ao estilo de Simone de Beauvoir do passado recente, hoje cedeu espaço para estampar de pigmentos coloridos para encobrir o corpo (as libertárias “tatoos”), ampliação da degradação silenciosa do trabalho feminino, aumento dos índices de problemas cardiovasculares (antes era uma “conquista feminina”) e o direito ao vômito feminino alcoolizado nas calçadas (para não dizer o direito feminino de literalmente urinar na rua! E por que não?). O progresso da ilusão material movido pela riqueza narcísea do espetáculo misanscene da mídia. Adentramos nos subterrâneos da barbárie: caras e bocas, desapego humano e futilidade intelectual de uma voraz sociedade de consumo movido ao descarte material, descomprometimento ideológico-afetivo, angústia avassaladora e altas doses de um magnetismo canalizado pelo binômio Prozac e “free love”. A transgressão gratuita passou do “afrontamento” para a obrigatoriedade hipermoderna. Aos poucos o reacionário se torna “cult”, a vanguarda se torna “obrigação” e as liturgias entre sagrado e o profano são apenas meretrizes menores do grande espetáculo do consumo imediato de adjetivos e condutas sociais. Logo, uma bobagem adolescente qualquer toma vulto de acontecimento tão significativo como à queda do Império Romano. Até a mídia entronar outra bobagem adolescente para ocupar o vácuo da mediocridade e a incipiência de valores. Sintoma da hipermodernidade, até mesmo a heterossexualidade se encontra desnorteada na necessidade de um midiático mundo de necessidades psicanalíticas de midiático pansexualismo universal. Lembrando o intelectual francês &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guy Debord&lt;/span&gt;, a sociedade de mercado, alienada pela sedução da reificação da mercadoria, é movida pela arte do espetáculo e não pelas vitais necessidades humanas. Uma sociedade protagonizada por valores líquidos se forma e deforma sob qualquer circunstancia ao sabor da luzes de qualquer espetáculo. Ao sabor dos ventos midiáticos, um punhado de “conceitos” de qualquer coisa vira histriônicos “preconceitos”. É proibido proibir (mas depende de qual referencial será adotado)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como hipócritas “guardiões da liberdade”, saímos em defesa do direito de exposição gratuita das genitálias de pós-adolescentes, mas recuamos no apoio de muitos trabalhadores que calejam na luta inglória para construir uma sociedade mais justa. Claro, é mais “fashion” acolher o zunir das birras narcíseas de Barbies de outdoors do que erguer qualquer bandeira de protesto a favor daqueles que penam em condições desumanas de trabalho e educação. Sempre tem aqueles que irão refutar dizendo que as “liberdades civis” são mais importantes que as “outras” liberdades. Geralmente se faz um emaranhado de confusão entre liberdade e excrescência. Aliás, um dos argumentos banais mais freqüentes do baluarte capitalista contra o ideal Socialista é que “todos terão direito às mesmas coisas” (porém o narcíseo ego foge desta premissa como o diabo se afasta da cruz!). Portanto, os conceitos de “liberdade” e “igualdade” são sempre relativizados quando se referem ao confronto da mídia (imaginário) e da realidade. Mostrar a genitália gratuita pode; a igualdade econômica não pode. Manifestar ruidosamente contra pseudo-moralismo pode; fingir a pseudo-libertinagem pode. A oportunista rapinagem do sistema jurídico em apoiar molecagens de pós-adolescentes pode; dar assistência jurídica gratuita à milhões de pessoas sem condições econômicas na semidemocracia brasileira não pode. Deixar o livre mercado dos galpões educacionais privados engolirem dinheiro público pode; resgatar da barbárie o sistema público de Educação não pode. Exibicionismo gratuito pode; sinapse neural não pode. Alienação pode; emancipação não pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elogio ao “jeitinho” nacional. &lt;/span&gt;Naturalmente é mais fácil ficar do lado do “senso comum” do que a sua contraparte. Na retórica da cínica moralidade à brasileira, relativamos tudo a “custo zero”. Invertemos virtudes e elogiamos a esperteza. Queremos ter as virtudes sociais de uma Suíça, mas queremos somente pagar os impostos raquíticos do Zimbábue. Queremos o trono de Economia do “Primeiro Mundo”, mas não queremos as indigestas obrigações internacionais de uma potência madura de grande porte. Somos sedutores e espertos; astutos e sexuais. Somos herdeiros egocêntricos de uma terra abençoada por Deus e ornamentada por natureza (Salve Jorge Ben Jor!)... O Diabo “pros outros”! Portanto, nada melhor do que a excentricidade mordaz dos pelos pubianos e a excitação da libido pansexual de uma Godiva tipicamente nacional. Para desvelar os caminhos da moralidade à brasileira, é preciso eliminar a inconveniência da microssaia e visualizar o tamanho homérico do complacente cinismo pseudo-libertário do autismo social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-5837545388081976445?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/5837545388081976445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/11/um-elogio-ao-autismo-narcisismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/5837545388081976445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/5837545388081976445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/11/um-elogio-ao-autismo-narcisismo.html' title='Um Elogio ao Autismo: Narcisismo, Misanscene e peripécias da Godiva da Uniban na cínica moralidade à brasileira'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SvlPsrbojGI/AAAAAAAABww/lsHXravzBLA/s72-c/Lady_Godiva_by_John_Collier.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-5657323533508017219</id><published>2009-11-03T08:46:00.004-02:00</published><updated>2009-11-03T09:15:28.528-02:00</updated><title type='text'>Crime, império e impunidade: As quadrilhas de exploração da Fé e a crise na crença em Deus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SvALPwpxVkI/AAAAAAAABwY/_GDMDB06n3s/s1600-h/igreja_lobos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 290px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SvALPwpxVkI/AAAAAAAABwY/_GDMDB06n3s/s320/igreja_lobos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399828318603269698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rubrica: filosofia&lt;/span&gt;.   Na escolástica, crença religiosa sem fundamento em argumentos racionais, embora eventualmente alcançando verdades compatíveis com aquelas obtidas por meio da razão (&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Dicionário Houaiss Eletrônico&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. (&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Mateus, 24.11&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*  *  *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Segunda-feira, 02 de novembro: Dia de Finados.&lt;/span&gt; Os principais portais da internet de notícias de São Paulo estampam a “Marcha para Jesus” que segundo estimativas da Polícia Militar embarcaram um milhão de pessoas no show religioso na capital paulistana. O mesmo destaque da “marcha” sairá nas capas impressas de todos os jornais paulistanos nesta quarta-feira. A fé que movimenta mercados, ganha votos, constrói impérios e fortalece quadrilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com direito a trios elétricos, fáceis discursos de louvores a Jesus e óbvias invocações aos pseudo-moralismos, o movimento foi muito mais que uma “ação religiosa”. Com a adesão de outras seitas que utilizam a religião para seus obscuros interesses, a “Marcha para Jesus” é promovida pela seita religiosa denominada “Renascer em Cristo” de propriedade do casal Estevam e Sônia Hernandes. O destaque este ano da “marcha” vai para o uso como palanque de políticos como o senador Marcello Crivella (PRB-RJ) principal braço político da maior seita religiosa do país, a Igreja Universal de Edir Macedo e de outros políticos menores ligados às seitas de diversas denominações, como o “homem de fé”, Bispo Gê (DEM-SP) ligado à própria Renascer. O evento também marcou a primeira exibição pública do casal Hernandes que retornaram ao Brasil após cumprirem pena nos Estados Unidos por crimes de contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro. Comprovada pelas autoridades estadunidenses, o casal da Renascer são pessoas de idoneidade ilibada! Vale a pena uma nota do surrealismo deste gênero de “show da fé”, além da mescla de artistas e papagaios de palanque de olhos esbugalhados para as eleições do próximo ano, foram montadas duas piscinas para realizar “batismos”. Que show, “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;my God&lt;/span&gt;”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “marcha” deste ano foi batizada com um pomposo título que merece menção: “Marchando para derrubar gigantes”. Certamente o casal Hernandes deveria estar se referindo a Justiça dos Estados Unidos os quais ainda possuem pendências, pois a Justiça brasileira é totalmente míope, omissa e leniente com as quadrinhas que utilizam do mote religioso para formarem impérios do crime. Previsivelmente estúpida é a retórica esfarrapada do discurso dos chefes destas máfias organizadas, denominadas “igrejas” ao reportar à balela da “discriminação” ou “perseguição religiosa” de suas organizações. Deixando o PCC e o Comando Vermelho no chinelo, muito melhor do que o negócio do narcotráfico e contrabando de armas, a exploração da fé religiosa é muito mais simples, fácil e exponencialmente lucrativa; principalmente num mundo mercantilizado e desnorteado de valores básicos de conduta e dignidade humana. A era do excesso também é a era do atrofiamento da crença e da vertigem existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o mercado da fé é tão velho quanto Adão e Eva ninguém deve pairar alguma significativa dúvida. O que distingue as antigas das atuais seitas é o seu potencial canalizador de recursos numa rapidez impressionante para construir impérios econômicos. Guerras, crimes, pilhagens, torturas, banhos de sangue e tantas outras atrocidades foram cometidos pelos homens em nome de Deus. O mercado das crenças sempre foi o mais lucrativo de todos os negócios bem antes da construção do capitalismo como sistema econômico como um auspicioso avassalador e acumulador de riquezas e bens materiais. O temor a Deus ou a força de coerção divina foi um grande modelador de atitudes e comportamento imposto por um grupo de comando aos seus subordinados. A ideologia religiosa sempre foi um poderoso estratagema na construção de impérios políticos e econômicos, privados ou públicos. Na ausência absoluta de respostas para simples (porém, não triviais) questões existenciais, o nome de Deus ventilou ao longo dos séculos para servir como um cobertor existencial que amenize o sofrimento e um alimento existencial para a esperança e dor. Aliás, nada mais humano que a necessidade de continuar “vivo” perante a total desesperança do seu meio circundante. A fé é a projeção do inconsciente para a construção de um imaginário simbólico a ser delimitado com “real”. Um dos principais estudiosos mundiais sobre mitos, o estadunidense Joseph Campbell, trás em suas análises uma provocativa e instigante construção teórica pela observação de grande similaridade de ritos e mitos que constituíram diversas crenças e religiões ao longo de diferentes sociedades possibilitando o nascimento de tais manifestações religiosas a partir de raízes ou geratrizes comuns. A religiosidade é, em muitos aspectos, uma necessidade tão humana quanto às necessidades fisiológicas, afetivas ou sexuais. A partir de tais premissas que se apoderam as diversas quadrilhas de exploração da fé ou da boa-fé alheia.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O império criminoso constituído pela seita da “Igreja Universal do Reino de Deus” (IURD) de Edir Macedo é um marco referencial do quão é lucrativa a exploração da fé. Dona de um império incalculável, a pujança econômica da IURD se enraizou por diversos setores da sociedade, fomenta financeiramente partidos políticos de quase todos os espectros ideológicos, além de ter seu partido próprio (com o irônico nome de Partido Republicano Brasileiro, PRB, aliás, sigla partidária do vice-presidente, José de Alencar) e constituir uma sólida base no Congresso Nacional. Ressalta-se o exponencial império midiático de Edir Macedo e sua IURD, dona de um sólido aparelhamento dos meios de comunicação (aquisição de rádios, jornais e televisões) e possui bases (os templos ou “igrejas”) em quase todas as regiões do planeta Terra (talvez a exceção ficasse sendo a ausência da “Universal” nos pólos gelados na Terra e no deserto do Saara!). A Renascer do casal Hernandes é outro império econômico que segue os mesmo passos da “co-irmã” Universal, com a aquisição de templos, canais de comunicação e enraizamento dentro de partidos políticos. Demais seitas com mote religioso seguem a mesma linha empresarial do crime organizado baseando no “pioneirismo” da IURD, tais como a “Igreja da Graça” de R.R. Soares, “Deus é Amor” de David Miranda, além de outras seitas mais exóticas como a “Sara Nossa Terra” e a bizarra e surreal “Bola de Neve”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tais quadrilhas motorizadas pela fé sofisticam cada vez mais seu poder de atuação dentro da sociedade não é de causar estranheza. A retórica falaciosa do casal Hernandes sobre o “preconceito contra os evangélicos” é totalmente previsível na medida em que esta é a única “salvação moral” para ocultar seus crimes e salvar seus próprios pescoços atolados na lama do crime organizado. Como no exemplo bíblico da via-crúcis de Jesus Cristo, Edir Macedo e o casal Hernandes se equiparam na santidade de seus atos. Eles se projetam como a encarnação do próprio Jesus Cristo em sua jornada bíblica na Terra. Previsível e nenhum pouco sofisticado o patético discurso de “perseguidos”: tudo tão simples quanto dois e dois resultarem muito além de cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, há poucos dias, causa espanto uma declaração completamente equivocada e desorientada do Presidente da República, Lula da Silva, em mais um evento eleitoreiro pró-Dilma. Na sanha por apoios esdrúxulos e coleta de votos, Lula desta vez pousou na inauguração de novo empreendimento da Rede Record de propriedade da Edir Macedo e sua Universal. Em mais uma das falas improvisadas de Lula, o presidente disse que a emissora de Edir Macedo é “vítima de preconceito” por parte de alguns setores da sociedade. Porém Lula “esqueceu” dos processos a respeito de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro contra a quadrilha de Edir Macedo que estão empacados na morosidade criminosa da Justiça. Bem, para quem há pouco tempo dizia que no Brasil Jesus se aliaria à Judas na política doméstica, talvez a fala de Lula soasse para uma pá de cal para alguns resquícios da moralidade na política. Neste ínterim, cabe uma reflexão: se Deus alia-se com o Diabo, estaria Ele menos “puro” ou Satã mais “divino”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impunidade da Justiça beatifica a construção de impérios do crime com a mesma facilidade que se constrói fáceis e ingênuos louvores à Jesus. Quanto aos partidos políticos toda a discussão é ignorada e os mesmos adotam o “discurso de avestruz”, inclusive os partidos que se auto-intitulam mais esquerda do leque político. Em troca de votos, qualquer fé é bem-vinda. Uma cara banalização ideológica na triste rotina de desorientação e omissão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Nem o Diabo faria melhor e mais folclórico.&lt;/span&gt; A “Marcha para Jesus” é um grande espetáculo de liturgias midiáticas do vazio da fé imediatista. Um ótimo cartão de visitas para as quadrilhas que utilizam a exploração desta mesma fé, com promessas envoltas de um bizarro espetáculo que entre outras histerias coletivas. Como numa instantânea liquidação de fim-de-feira, os “bispos” destas seitas prometem aos seus desesperados fiéis “alcançar Jesus” pela via material aquisição de riquezas, emprego, casamento e “descarrego” (isto é, após cada fiel estar quite com o dízimo da fé!). O palco bizarro destas seitas é atacar os preconceitos sociais, culturais e sexuais e seus semi-divinos “bispos” prometem a cura miraculosa de enfermos, portadores de necessidades especiais, alcoólatras e usuários de drogas, “tirar mulheres da prostituição”, “extração de encosto provenientes de rituais afrorreligiosos”, “curar homossexuais” entre outras “benesses da cura divina”. Os espetáculos de insanidades são imensos e macabros provenientes dos discursos irresponsáveis e preconceituosos destas quadrilhas que operam como seitas religiosas. Cabe ressaltar também na raiz básica destas retóricas pseudo-religiosas é o esvaziamento existencial da grande massa de indivíduos que buscam a qualquer custo uma “iluminação” para suas vãs existências num mundo cada vez mais fugaz, efêmero, embrutecido e alienado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é raro encontrar “fiéis” que depositam até o último níquel de suas famélicas economias nas mãos destes “bispos” acreditando que estará contribuindo para a construção do “Reino dos Céus”. Inconscientemente, é possível inferir no imaginário destes “fiéis” é o pragmatismo materialista e imediatista desta “modalidade de fé”. Uma vez que cada níquel depositado é a certeza que haverá um lote no Céu esperando por sua futura alma a migrar “desta vida para outra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;A crise na crença em Deus.&lt;/span&gt; Quando a mercantilização da sociedade transborda para todas as esferas sociais e imaginárias, não é difícil de entender o quanto é impossível combater ou dizimar por completo as quadrilhas que exploram a ingenuidade, a ganância e o desespero existencial de uma miríade de fiéis com “descrédito” em Deus. Em outras palavras, a “Marcha para Jesus” é mais um exemplo de mobilização de um pragmatismo materialista e descrente de um idealizado poder divino do que meras obviedades de uma “exibição de fé”. Neste caminho, Deus e o Diabo são meros acessórios descartáveis do imaginário de uma complexa sociedade alicerçada pelo aprofundamento de um arraigar materialista e vazio existencial. O fosso existencial está muito mais abaixo do que aparenta as águas da discórdia e do desespero humano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-5657323533508017219?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/5657323533508017219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/11/crime-imperio-e-impunidade-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/5657323533508017219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/5657323533508017219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/11/crime-imperio-e-impunidade-as.html' title='Crime, império e impunidade: As quadrilhas de exploração da Fé e a crise na crença em Deus'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SvALPwpxVkI/AAAAAAAABwY/_GDMDB06n3s/s72-c/igreja_lobos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-4990206548429562146</id><published>2009-10-10T05:46:00.004-03:00</published><updated>2009-10-10T05:55:21.502-03:00</updated><title type='text'>O Nobel da Retórica e da Pequenez</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/StBKUGMysqI/AAAAAAAABvw/XuPoGYr0GME/s1600-h/barack+super+obama.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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No mínimo, um disparate de péssimo gosto! Com apenas alguns meses sentado na cadeira principal da Casa Branca, Obama é mais conhecido por ser um &lt;b style=""&gt;pop-star&lt;/b&gt; na política internacional do que seus atos no cargo como presidente. De bom orador e conquistador de simpatias pelo mundo, Obama ainda é uma promessa e cada vez mais distante de materializar seu discurso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Entretanto, poucas horas após ser notificado do Nobel, Obama já se reunia com seus assessores de guerra estudando a ampliação de tropas no Afeganistão. A prometida retirada das tropas no Iraque está muito longe de ser concretizada. De concreto mesmo pode ser contabilizado apenas alguns avanços como foi o caso do fechamento da prisão da barbárie de Guantánamo, &lt;st1:personname productid="em Cuba. O" st="on"&gt;em Cuba. O&lt;/st1:personname&gt; resto de sua administração continua sendo uma retumbante retórica e cartas de boas intenções.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;É possível inferir que seria o agraciamento do Nobel da Paz como sendo um mimoso prêmio de consolação apenas uma semana depois que Obama não ter obtido êxito em trazer os Jogos Olímpicos de 2016 para a cidade de Chicago, onde iniciou sua carreira política? Internamente, Obama sofreu várias críticas por ter viajado a Copenhagen e voltado de mãos vazias. Para a grande maioria dos &lt;i style="font-weight: bold;"&gt;policy makers&lt;/i&gt; estadunidenses, tal como a mítica aparição da Virgem Maria, apenas bastaria o vulto de Obama para angariar a concessão olímpica. A concessão dos Jogos Olímpicos é acima de tudo um gesto político. Em época de queda de popularidade na novata administração Obama, qualquer fato novo é importante para construir uma reação perante a opinião pública estadunidense. Especulação à parte, soa no mínimo estranho e prematuro a premiação de Obama.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Vale lembrar que o Nobel da Paz é sempre uma premiação política de afeto e simpatia de seu Comitê. Segundo o Comitê do Nobel norueguês, a justificativa para a escolha é o apoio que o presidente estadunidense “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;vem tentado estimular precisamente esta política internacional e estas atitudes das quais Obama é atualmente o principal porta-voz mundial&lt;/span&gt;” (Agência France Presse/Folha).&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Um bom-mocismo esvaziado agrada o Conselho do Nobel que há dois anos, concedeu o mesmo prêmio para o ex-vice-presidente estadunidense, Al Gore, em 2007. Na ocasião, o bom-moço Gore compilou um livro-catástrofe sobre mudanças climáticas e posteriormente transformado em filme-documentário e, para variar, ganhou o Oscar de melhor documentário em 2007. Um curioso cinismo neste discurso de bem-aventurado ativismo ecológico é como se Gore nunca tivesse ocupado um cargo tão importante como foi a vice-presidência da potência estadunidense! Em sua gestão de dois mandatos ao lado do ex-presidente Bill Clinton, a “verdade inconveniente” é que os Estados Unidos se esquivaram de assinar quaisquer tratados de diminuição de emissão de poluentes na atmosfera. Para variar, os discursos de heroísmos hollywoodianos soam cínicos, ridículos e patéticos. Tal como insanidade tirânica de Nero na Roma Antiga relatada pelo romano Plínio (23 d.C.- 79 d.C.), aos olhos do mundo, tais estadunidenses adoram os holofotes onde posam como robustos e astutos heróis do planeta o qual eles mesmos incendeiam indiscriminadamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Sem novidade! É indefensável que o Comitê do Nobel concede sua premiação prioritariamente para figuras estadunidenses e européias por osmose. Assim como grande parte dos próprios estadunidenses, aparentemente o Comitê considera plenamente que há mais massa encefálica no interior dos crânios dos vizinhos da América do Norte e Europa Ocidental do que os demais seres humanos no planeta! &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Paradoxalmente, o Comitê do Nobel da Paz dá um fantástico aval moral para que Obama fique com seus idílicos discursos de bom-mocismo, mas na alcova das permissivas práticas de beligerância estadunidense continue dando carta branca para seus generais fascistas da guerra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Laureando Obama, o Comitê do Nobel não teve a coragem de sair da pequenez política que tanto poderia contribuir na construção efetiva de um mundo melhor e sem o fantasma permanente de conflitos promovidos pela volúpia imperialista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-4990206548429562146?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/4990206548429562146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/10/o-nobel-da-retorica-e-da-pequenez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4990206548429562146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4990206548429562146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/10/o-nobel-da-retorica-e-da-pequenez.html' title='O Nobel da Retórica e da Pequenez'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/StBKUGMysqI/AAAAAAAABvw/XuPoGYr0GME/s72-c/barack+super+obama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-4614899812296272247</id><published>2009-10-02T05:02:00.007-03:00</published><updated>2009-10-02T05:15:36.162-03:00</updated><title type='text'>A Democracia do Aterro Sanitário: O bizarro mundo das siglas partidárias e os nutrientes da barbárie</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SsW0q1F4GFI/AAAAAAAABvg/CS5smeH20q4/s1600-h/bizarro.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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Não considerando piadas jocosas com o seleto grupo, eles possuem em comum o desejo de ser aventurarem na política brigando por uma parcela dos votos nas eleições do próximo ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Candidatos bizarros não é novidade nas disputas eleitorais. A cada eleição, uma enxurrada de candidatos disputa a atenção do leitor das mais estapafúrdias formas. E a cada nova eleição, eclodem os pára-quedistas de plantão, figurinhas carimbadas da mídia ou salvadores da pátria escondendo “capivaras” quilométricas. Nesta fauna de seres eleitoreiros, o discurso político e a construção ideológica dos partidos são apenas souvenires descartáveis, risíveis e inúteis. A política é tratada com uma garota que comercializa o corpo mediante pagamento para posteriormente ser jogada fora. Mediante a barganha, o gozo se torna flácido e o amor impossível. Para discutir um pouco mais sobre os meandros políticos do processo eleitoral, vejamos umas espécies da fauna que habitará o cenário brasileiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;“Alugam-se siglas”.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Soa risível e patético a filiação do presidente da Federação das Indútrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Scaf, em um partido que se traz o termo “socialista” em seu nome, PSB. Por um palanque e um partido, Scaf topa qualquer coisa, até mesmo a sigla de um suposto partido socialista. Jogando o anacronismo ideológico pela janela, seu projeto é sair da torre de marfim da FIESP situada na empinada Avenida Paulista para deslanchar sua carreira política se postulando como o “empresário-educador”. Com a marolinha do discurso que preside o sistema de educação SESI-SENAI, Scaf tentará convencer os paulistas que ele será um bom governador. A propaganda pessoal do “empresário-educador” poderá ser vista ao longo de todo o site da FIESP, em anúncios da televisão de sinal aberto e também nos &lt;i style=""&gt;spots&lt;/i&gt; da TV Minuto do Metro de SP. Campanha eleitoral? Não, informe publicitário... Eufemismos, eufemismos!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Lamentável e inoportuna foi à filiação do ministro das Relações Exteriores Celso Amorim ao PT. Estando à frente do processo na maior crise diplomática da história recente do país, é uma ação totalmente desnecessária além de partidarizar inutilmente o debate das relações internacionais. No camaleônico Partido dos Trabalhadores, nas últimas horas, ocorreu mais filiação do patronato na legenda. Agora o casal Ivo e Eleonora Rosset, donos da Valisère, engrossam a fileira do partido. Já o banqueiro e presidente do Banco Central, Henrique Meirelles é o novo filiado do PMDB para o governo de Goiás. A lisura dos processos de trâmites entre cargos-chave na estrutura da administração pública e interesses partidários é tão cristalina quanto às águas do paulistano rio Tietê.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Aliás, os três grandes motes que corrói as péssimas gestões públicas brasileiras, saúde, educação e segurança, sempre estão no palanque de qualquer candidato a qualquer coisa. Até o tucano e o candidato a filósofo do mercado de livros de auto-ajuda, Gabriel Chalita, que foi outro desastre como secretário da Educação do companheiro tucano, o ex-governador Geraldo Alckmin &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo. Chalita" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo." st="on"&gt;em São Paulo.&lt;/st1:personname&gt; Chalita&lt;/st1:personname&gt; saiu do PSDB para o PSB, e claro, usará o verborrágico discurso da “Educação” visando uma vaga no Senado Federal. Haja repetição de tecla: Educação, Educação, Educação! Estaríamos com os mais elevados índices de qualidade na Educação de toda a Via Láctea se dependesse apenas de marolas fanfarronas dos discursos da politicagem sem escrúpulos!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;No bote do Partido Verde que desce o Rio Madeira onde desembarcou Marina Silva com sua proposta do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;messianismo ecológico&lt;/span&gt;, também uma fauna começa a inchar a sigla. Para dentro do rótulo verde, entraram o empresário da Natura, Guilherme Leal, o presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, o presidente do Instituto Sócio-Ambiental Henrique Svirsky, o presidente do Moinho Brasil, Fernando Simões, a empresária e socialite Ana Paula Junqueira, o jurista José Afonso da Silva e Fernando Monteiro de Carvalho Garnero, do grupo Garnero. Ainda na balsa do PV, embarcou a fundadora da grife Daspu e diretora da ONG da Vida, Gabriela Leite, para uma vaga na Câmara dos Deputados. Para Leite, "Sempre tive uma vontadinha [de entrar na política]. Mas quem se filia tem que se dedicar". Realmente, uma mulher de visão estratégica para a política! Muitos capitalistas que faturam no bem lucrativo &lt;b style=""&gt;ecobusiness&lt;/b&gt; estão de olho na esteira eleitoral do discurso politicamente ecológico de Marina, candidata do PV a plantar árvores sentada na cadeira principal do Palácio do Planalto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Cada leitor deve ter em mente algum nome bizarro que apareceu com o pires na mão sequioso por votos, sejam bem conhecidos ou completos anônimos. A fama pode atrair votos, mas não ajuda a agregar neurônios ou sensibilidade política. No páreo por um lugar ao sol nas eleições de 2010, estarão tetracampeões mundiais como Romário e Vampeta, além de dirigentes de clube. Os ex-jogadores Romário (PSB) e Edmundo (PP) buscarão ter mais sucesso nas urnas e não repetir o fracassado “ataque dos sonhos” que a dupla fez no Flamengo. Para o meio de campo, o PTB escalará o ex-jogador Vampeta e Marcelinho Carioca, o pé-de-anjo, que se filiou ao PSB. No campo da cartolagem, Andrés Sanches, presidente do Corinthians sairá dos bastidores pelo PT e o vice-presidente do Santo André, Romualdo Magro Júnior pelo PSB.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Para melhorar a sonoridade da política, a exemplo do cantor Frank Aguiar que se elegeu vice-prefeito numa vergonhosa e bizarra aliança feito com o PT para ganhar a prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), estarão para animar a festa nas urnas pelo país no próximo ano, o cantores Elymar Santos (PP), Sérgio Reis (PR) e Simoni (PSB). Para dar um rebolado que tanto a política carece, a política nacional descobrirá os dotes da funkeira Renata Frossin, conhecida com o apetitoso nome de Mulher Melão, provavelmente desfilará seus atributos intelectuais na legenda do PMDB para alegria de muitos adolescentes e marmanjos que serão seus fieis cabos eleitorais em recinto fechado. E certamente para dar maior consistência de massa muscular na Câmara Federal, ninguém melhor que um gancho de direita do ex-boxeador baiano Acelino Freitas, o Popó, que entrou no ringue do PRB de sua cidade, além da sapiência intelectual do seu antigo colega de ofício, Maguila (PTB).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Da Política Federal ao inusitado estrelato, as urnas de São Paulo poderão receber os votos do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que depois de zanzar por tantas siglas partidárias, pousou seu bom-mocismo no PC do B. Para finalizar este pequeno relato dos horrores das candidaturas a pleitearem o voto popular, PTB que um dia pertenceu a Getúlio Vargas, parece ter descoberto um brilhante sucessor getulista, a figura de suma sapiência política e ejaculador de pérolas acéfalas, o ex-BBB da Rede Globo, Kléber Bam Bam. Getúlio revira-se ininterruptamente em seu túmulo com tamanha insanidade!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Como as siglas não seguem ideologias e tampouco possuem compromisso com alguma a ética e a engajamento político, a situação tende a se tornar completamente anacrônica. Por exemplo, é possível perceber que no PSB, o “S” é de socializar interesses e salvaguardar nacos do poder no meio da feijoada de botequim que são as siglas políticas. A esmagadora maioria dos partidos políticos brasileiros se transformaram em siglas partidárias. Meros rótulos de um rentável balcão de negócios para atender uma clientela ávida por poder, dinheiro e interesses escusos. Política? Não, apenas negócios.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E quanto à prometida “reforma política” votada pelo Congresso Nacional se transformou num ridículo arremedo de regras cuja mudança será deixar tudo como exatamente está. Quem em sã consciência quer largar as tetas encharcadas do leite de benesses do poder?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Muitas vezes confunde-se democracia com aterro sanitário e certamente tal equívoco acarreta conseqüências muito grave para a gestão da “coisa publica”. No zoológico da política, segmentos da população menos consciente do seu papel perante a sociedade tenderá a não fazer qualquer separação entre joio e trigo. Os meios de comunicação tende a reforçar que a construção política é como um jogo entre “espertos” e “otários” o qual a única lei é a da hostil selva. A corrupção se tornou uma função menor do inconsciente social de grande parte da população que não mais se indigna com a brutalidade das práticas de desvio do erário ou barbárie estampada na violência cotidiana. A indiferença é a pior doença que uma sociedade pode se acometida e ficar enferma até sua convalescia. Entretanto, o discurso da moral anti-corrupção não é transformador e tampouco visa ser instrumento de mudança social. De forma inusitada, recentemente os setores que ainda estão diametralmente opostos do espectro político verbalizam um discurso de combate à corrupção como totem da canonização política!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;São importantes algumas ressalvas sobre tais figuras exóticas na política. Uma vez que algum destes pára-quedistas eleitoreiros consegue se eleito para uma representação popular, o mesmo se torna inócuo no meio político. Em geral, o eleitor que deposita seu voto em figuras caricaturais são pessoas alienadas, descomprometidas, ingênuas ou descrentes do processo político (sinais do prosaico “voto cacareco”). O exotismo do candidato chama atenção pela plumagem seja por fatores bizarros, seja por fatores sensacionalistas. Lembramos o exemplo do falecido e polêmico estilista Clodovil Hernandes que conseguiu ser eleito deputado pelas urnas paulistas para a atual legislatura da Câmara Federal com grande votação com um suvenir sigla partidária. O exotismo de sua personalidade e o surrealismo de sua campanha eleitoral numa sigla nanica se contrastava com a responsabilidade perante o cargo que ocuparia. Quando trocou de sigla partidária e a legenda o qual foi eleito ameaçou-lhe tirar a cadeira de deputado, na ocasião Clodovil esbravejou que ele seria “maior” do que qualquer partido! Mudou de sigla e manteve-se como deputado até seu falecimento. Sintomático: como deputado, Clodovil não apresentou nada de relevante para a sociedade brasileira, exceto polêmicas querelas banais e uma reforma suntuosa e exótica em seu gabinete na Câmara. Aliás, campanha eleitoral em geral é uma amálgama bizarra entre o espetáculo circense e a tragédia dos palcos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A “macropolítica” brasileira se faz pautada nos interesses de uma burguesia nacional atrelada ao grande capital internacional. Engana-se escancaradamente que seja possível separar por algum processo químico política e economia. A economia real (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Realpolitik&lt;/span&gt;) somente existe na esfera da Economia Política. Logo, a &lt;b style=""&gt;Realpolitik&lt;/b&gt; é feita pelos detentores do poder econômico que buscam pautar seus interesses arquitetados e atrelados a um núcleo de colaboradores comprometidos com um ideário de manutenção da vigência do &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;status quo&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. O exotismo dos candidatos pouco ou nada influi na dinâmica de acumulação de renda e administração política. A democracia representativa é a ilusão política mais bem estruturada já feita pelo homem moderno. Todavia, a democracia política não representa a democracia econômica, ou seja, são mundos eqüidistantes e, em alguns casos, chega até mesmo serem imiscíveis.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O que mais preocupa na consolidação democrática é a fragilidade dos seus órgãos representativos que podem por em risco toda a estrutura orgânica que modela um Estado-nação cujas premissas se baseiam no respeito dos teares democráticos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quando a cultura da bizarrice política avança no cenário político, se torna sintomático que as ideologias estão se fragilizando com o lastro da indiferença. Quando se aponta corriqueiramente na mídia as diversas “mortes” da ideologia, o objetivo é esterilizar qualquer fio condutor de esperança, pois segundo esta linha de raciocínio: a realidade é aquilo mesmo e ponto final. A não-ideologia é a ideologia do pragmatismo estéril com profundos traços de recalque. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Em contrapartida, a acéfala barbárie ganha fôlego ao ser nutrir da apatia e inércia de uma sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A mercantilização de valores, crenças e sentimentos substituem no inconsciente coletivo quaisquer projetos de autonomia, confraternização e respeito humano. A banalização do sujeito como ator social fundamental recai na exortação da bizarrice política. Neste sentido, o conceito de sociedade se fragmenta e se dilui de forma muito perigosa para sua própria existência como construção social. Nas velas do hiperconsumo, indiferença, desesperança e angústia, a sociedade veleja por um anacrônico modelo constituído de um mero agregado de pessoas e dispersadas em nichos cujos indivíduos lutarão entre si numa guerra fratricida. Eis uma das faces mais característica da barbárie: a famigerada batalha de todos contra todos sem nenhum vencedor onde a razão, o amor e solidariedade são elementos obsoletos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-4614899812296272247?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/4614899812296272247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/10/democracia-do-aterro-sanitario-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4614899812296272247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4614899812296272247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/10/democracia-do-aterro-sanitario-o.html' title='A Democracia do Aterro Sanitário: O bizarro mundo das siglas partidárias e os nutrientes da barbárie'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SsW0q1F4GFI/AAAAAAAABvg/CS5smeH20q4/s72-c/bizarro.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-5402706190188893435</id><published>2009-09-26T13:33:00.003-03:00</published><updated>2009-09-26T13:43:21.930-03:00</updated><title type='text'>VEJA que Bobagem!: A crise hondurenha pelas tintas da esquizofrenia neoliberal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/Sr5D1tIlvQI/AAAAAAAABvY/uRvM4eLikeY/s1600-h/mentira2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 307px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/Sr5D1tIlvQI/AAAAAAAABvY/uRvM4eLikeY/s320/mentira2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385816794309442818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A revista&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; VEJA&lt;/span&gt; do Grupo Abril não cansa de ser ridícula. A edição 2132 (30 de setembro) desta semana, estampada na capa o título “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imperialismo Megalonanico&lt;/span&gt;”, conseguiu novas absurdas proezas como é típico de sua fascistóide linha editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa “salada jornalística” de análise totalmente preconceituosa, taxa impiedosamente Honduras como sendo uma mera “republiqueta de bananas”, apóia descaradamente o golpe de Estado naquele país e sobram mentiras sobre a atuação de Brasil e Venezuela na região. Nada é inferido sobre o histórico de crise e dependência de Honduras. É como se o povo hondurenho adorasse ser dependente de monoculturas e acendesse velas para louvar o subdesenvolvimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imergindo numa leitura esquizofrênica e caricatural, VEJA acusa o Brasil de “intervir” em Honduras e ser “subalterno” à política de Hugo Chávez. Assim como tinge Chávez como um fanático religioso “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que não se conforma em perder o investimento feito na conversão dele [Zelaya] ao seu credo&lt;/span&gt;”, as cores para Lula é de um “imperador megalonanico”. No mundo de VEJA, a diferença é que Chávez é o “patrão” do continente latinoamericano e Lula o seu braço direito abobalhado, ou melhor, “esquerdo”! Para a figura do presidente deposto, Manuel Zelaya, sobrou o papel de um bonachão e bigodudo marionete. A revista também descarrega nas tintas descrevendo Zelaya como sendo “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o incrível latifundiário que virou ícone esquerdista&lt;/span&gt;” além de achincalhá-lo como sendo dono de uma “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;aparência bizarra e com sinais evidentes de distúrbios mentais&lt;/span&gt;”. VEJA que bela “imparcialidade” jornalística!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz ao longo da “reportagem” da “democrática” VEJA: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zelaya é um problema dos hondurenhos que encurtaram seu mandato antes que ele o espichasse indefinidamente&lt;/span&gt;”. Na leitura da revista, Zelaya é o homem-mau que tomou de assalto a embaixada brasileira para fazer “palanque eleitoral”. Tanto a revista simplesmente não diz a respeito do apoio popular do presidente deposto e como também busca pateticamente legitimar o golpe de Estado! A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;má-fé &lt;/span&gt;de VEJA além de desqualificar os fatos, ridicularizar todo o drama que está vivendo o povo hondurenho e ainda faz de suas páginas um palanque para golpistas. Este é o serviço que VEJA presta aos seus leitores. De forma leviana, assim a revista trata de forma simplória e estúpida a situação hondurenha: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A situação em Honduras só tinha importância para Zelaya. Se as eleições fossem realizadas, um novo presidente assumiria e o deposto cairia no anonimato&lt;/span&gt;”. Isto é simplificação dos fatos pela lente de VEJA: um mundo plano erguido por duas gigantes tartarugas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culturalmente subserviente, VEJA acha que o mundo deve ser curvar perante o imperialismo estadunidense até a exposição explicita do cóccix. A revista reduz a América Latina como sendo um mero “subcontinente americano”. Segundo a revista, a questão de Honduras: “É um problema dos Estados Unidos pela proximidade geográfica e por estar na sua esfera de influência histórica”. Para a revista, sequer algum país do globo poderá ter seus problemas internos sem auxílio da sapiência do “Big Brother”! Logo, como lição de submissão, para VEJA, tudo deverá ser entregue de mãos beijadas para os Estados Unidos. Para VEJA não existe diplomacia, mas tão somente “cada um por si” no perfeito mundo do “liberalismo econômico” sob a voraz batuta estadunidense. O unilateralismo na esfera das relações internacionais não há mais espaço, porém no mundo encantado de VEJA, ainda a mentalidade é amparada no escore da Guerra Fria: vermelhos “demoníacos” que engolem neófitos contra os heróis azulzinhos “bonzinhos”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista semanal com a maior tiragem absoluta do Brasil, VEJA destila sem pudor sua visão míope, a linguagem cínica e egocêntrica. Sobressalta tudo isto com a torpe mesquinhez sob o rótulo de “reportagens”. VEJA escancara nas tintas a deturpação dos fatos, o maniqueísmo e o preconceito explícitos e se mantém como a bastilha do ranço neoliberal. Fiel cabo eleitoral de qualquer partido ou político de cores bem à direita do espectro político, a intolerante VEJA que tanto se orgulha do seu imenso umbigo neoliberal esquece que o mundo é muito maior do que suas páginas amareladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do império econômico do Grupo Abril (dona também do monopólio de distribuição de jornais e revistas em bancas no país), cedo ou tarde, a Verdade tende a ser erguer com mais força, apesar das toneladas de entulho que caminhões de mentiras trabalham para sepultá-la. Como o “belíssimo” papel de VEJA que presta para a sociedade, tem aqueles que se vangloriam com o ilibado papel da imprensa no país. Alguns confundem o torniquete do poder econômico com a surrada “liberdade de expressão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VEJA é o semanário de maior produção de notícias no país. Seus números são impressionantes. E mais impressionante ainda é a pouca circulação de novos títulos de revistas e jornais do segmento jornalístico no país. Com meia dúzia de grandes grupos empresariais que controlam a divulgação da informação no Brasil, pode-se dizer que a circulação de informações é refém de num “latifúndio da mídia”. Por sinal, fere frontalmente a liberdade de expressão e meios de livre circulação da informação. Diante do gozo do imenso poder econômico VEJA diz o que bem quer e como quer construir e amplificar sua cadeia de falácias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista se aufere como sendo um colosso crítico do poder político (aliás, ela se promove como uma sendo uma virgem e ingênua garota “apolítica”), mas esquece de mencionar que boa parte de sua receita é oriunda da publicidade das empresas que estampam suas logomarcas em suas páginas e as quais VEJA tanto defende em supostas “reportagens”. Basta ver a lista de seus jornalistas sem o menor apreço pela ética, desdenham da construção e investigação em prol da elucidação dos fatos e escrevem sem o menor compromisso público que um jornalismo “mínimo” carece. E ainda tem gente que acredita que existem Coelhinho da Páscoa, Papai Noel, neoliberalismo “bonzinho” e “jornalismo imparcial”!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-5402706190188893435?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/5402706190188893435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/09/veja-que-bobagem-crise-hondurenha-pelas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/5402706190188893435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/5402706190188893435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/09/veja-que-bobagem-crise-hondurenha-pelas.html' title='VEJA que Bobagem!: A crise hondurenha pelas tintas da esquizofrenia neoliberal'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/Sr5D1tIlvQI/AAAAAAAABvY/uRvM4eLikeY/s72-c/mentira2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-312129053676419155</id><published>2009-09-23T05:58:00.004-03:00</published><updated>2009-09-23T06:04:50.967-03:00</updated><title type='text'>América Latina e a “Má-Vontade” da Mídia: O Brasil e o Golpe de Estado em Honduras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SrnkY-loAmI/AAAAAAAABvA/jCRhjh_APp8/s1600-h/honduras_golpe.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SrnkY-loAmI/AAAAAAAABvA/jCRhjh_APp8/s320/honduras_golpe.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384585947266941538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A crise hondurenha chegou a um novo impasse. Com o presidente deposto de Honduras, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manuel Zelaya&lt;/span&gt; refugiando-se na embaixada brasileira foi criado um sério e delicado impasse diplomático. A crise hondurenha se alastra há quase três meses desde a junta de generais do exército de Honduras, comandado por Roberto Micheletti, destituiu Zelaya do poder pela clássica via do golpe de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então Zelaya vem peregrinando pelos principais países da América Latina em busca de apoio político para restituir seu poder. Com seu senso de oportunidade, o presidente Hugo Chávez foi o primeiro a estender a mão abertamente para Zelaya e oferecer “toda a ajuda possível” para a dissolução do impasse. O Brasil condenou a ação golpista dos generais hondurenhos e, assim ocorreu sucessivamente como todos os países do continente americano, além da União Européia. O presidente estadunidense, o democrata Barack Obama, mais preocupado (e atolado militarmente) com suas guerras particulares entre Iraque e Afeganistão, apenas deu um aceno discreto contra o golpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde esta segunda-feira, 21/09, o presidente Zelaya se refugiou na embaixada brasileira em Tegucigalpa, capital de Honduras. O exército de Micheletti sitiou a embaixada brasileira que se encontra cercada de soldados o que contraria todas as normas internacionais de violação de espaço diplomático. As informações que chegaram de Tegucigalpa relatam que o fornecimento de luz, água e telefone foram cortados da casa onde se localiza a embaixada brasileira. O governo de Micheletti ordena que o governo brasileiro entregue Zelaya para a “justiça hondurenha”, porém diz que “não invadirá” a embaixada. Em declaração do presidente Lula em Nova Iorque (onde se encontrar para o discurso anula da Assembléia Geral da ONU), afirma que o país não entregará Zelaya por considerá-lo como um “refugiado político” no interior da embaixada. A crise hondurenha entra no seu clímax na medida em que as horas passam e a possibilidade de invasão à embaixada é um perigo real. Caso haja a invasão da embaixada brasileira pelo exército hondurenho, o Brasil poderá oficialmente entrar em guerra com o governo de Honduras. Até o momento que é redigido o presente texto, eis o palco na mais recente e delicada crise diplomática que o Brasil está enfrentando nos últimos tempos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode menosprezar a crise hondurenha como um fato isolado. A instável América Latina não pode dar o luxo de um retrocesso ditatorial como marcou sua história política, em especial ao longo do século XX. Caso deseja ser um “global player” no palco instável das relações internacionais, cabe ao Brasil apoiar decisivamente o presidente Zelaya e participar ativamente como mediador para uma solução pacífica que possa restabelecer a norma democrática em Honduras. O povo hondurenho carece de resolver este impasse e não ser subjugado via violência explícita pelas forças golpistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto é importante destacar a má-vontade que a imprensa brasileira vem tratando o Golpe de Estado em Honduras. Aliás, é sempre a mesma história na grande mídia brasileira que revela o preconceito endógeno e “americanizado” contra os países da América Latina. Venezuela, Equador, Bolívia, Cuba, Paraguai e Argentina geralmente são tratados como personagens teatralizados e sendo tratados pela grande mídia como republiquetas fanfarronas sem fazer a devida e necessária análise dos fatos. O maior exemplo é a caricatural desenho que a grande mídia brasileira faz do presidente Venezuela, Hugo Chávez, com se este chefe de Estado eleito democraticamente pelo seu povo não merecesse um mínimo de respeito. O mesmo da análise preconceituosa do presidente boliviano, Evo Morales, tratando-o nas entrelinhas com sendo um mero “índio comunista”. Bem diferente é o “afetuoso” tratamento que a grande mídia oferece ao presidente colombiano Álvaro Uribe, cujo histórico político está ligado ao narcotráfico e, por sua vez, mantém “laços carnais” com o governo de Washington. Se maiores constrangimentos, a mídia brasileira destila suas tintas douradas e seus louros de apoio entusiasmado ao “Plano Colômbia” e o suposto combate ao narcotráfico.  Para os mais desavisados, quem não conhece a história é “abduzido” pela grande mídia, mesmo porque é mais fácil ser “simpático” aos heroísmos estadunidenses do que algum nicho boliviano ou venezuelano: eis a pobreza cultural colonizadora! Bombardeado pela grande mídia, o poder de “livre interpretação” ou o usufruto da castigada expressão bíblica do “livre arbítrio” por parte do “consumidor de notícias” é mera retórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte deste “desinteresse” latinoamericano de grande parte da mídia pode se explicado pelo excessivo desejo psicanalítico e tupiniquim de ser espelho estadunidense. Por exemplo, criar falsas-verdades e questionamentos banais sobre atuação da diplomacia brasileira com relação à Zelaya é desinformar aos leitores, ouvintes e telespectadores brasileiros. É particularmente notável a quantidade de bobagens que são transmitidas em canais de televisão e rádio que beira a má-vontade ou total falta de informações coerentes. Quando o preconceito é a aculturação fala mais alto, o resultado não poderia ser outro senão a desinformação e a cultura de ranço colonizadora. Aliás, são essas as bases que sustentaram o intelecto da elite que sitiou o poder na sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campo das Relações Internacionais não pode ser visto como lúdica disputa de partida de futebol onde vários times nacionais jogam entre si para a conquista de um troféu. As questões são sempre delicadas, instáveis e multilaterais. Eventualmente, com o manejo incoerente ou incompetente dos vários níveis de interesses existentes, uma decisão tomada poderá desestabilizar toda uma região. O diálogo é a única maneira de encontrar soluções mais confortadoras e pacíficas que visem o bem-estar comum de toda uma região. No caso específico da América Latina, é fundamental a união dos países deste bloco para que seja possível ser construindo uma nova era de evolução e cooperação política, socioeconômica e cultural. O sangue jamais poderá ser moeda de troca nas conversações internacionais e toda guerra deverá ser descartada para o bem da razoabilidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário que a má-fé de setores da grande mídia brasileira prega em seu sacerdócio noticioso, o fortalecimento de uma América Latina compacta permitirá que muitos países que encontrem hoje em situação de crise socioeconômica possam dar um salto qualitativo em suas nações. Países de grande pujança econômica como Brasil, México, Argentina e Venezuela somente terão a ganhar com uma fortalecida unidade latinoamericana. A UNASUL (União de Nações Sul-Americanas) é uma grande realidade e deverá ser fortalecida, enaltecida e ampliada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retrocesso político das ditaduras movidas a golpes de Estado devem ser veemente combatidas por todos os membros da OEA (Organização dos Estados Americanos). A questão hondurenha é emblemática. Somente a recondução de Manuel Zelaya à presidência daquele país trará um pouco mais de calmaria política e também intimidadora de desejos golpistas ao redor da América Latina. Por sinal, o continente americano precisa de uma cultura de paz, equidade e cooperação mútua com uma radical amplitude de democracia política, econômica e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;________________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem deseja conhecer mais sobre política externa latinoamericana apresentarei um trabalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;II Simpósio de Pós-Graduação em Relações Internacionais do Programa “San Tiago Dantas” (UNESP – UNICAMP – PUC/SP)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;16 de novembro de 2009 – Memorial da América Latina - 16h30min &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;“Pragmatismo, neopopulismo ou governança popular: novos ares na política externa latino-americana?” &lt;/span&gt;– &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Wellington Fontes Menezes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;programação completa&lt;/span&gt; com bons e interessantes trabalhos  &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://www.santiagodantassp.locaweb.com.br/br/simp/programacao.html"&gt;aqui &lt;/a&gt;ou acesse:&lt;br /&gt;http://www.santiagodantassp.locaweb.com.br/br/simp/programacao.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-312129053676419155?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/312129053676419155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/09/america-latina-e-ma-vontade-da-midia-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/312129053676419155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/312129053676419155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/09/america-latina-e-ma-vontade-da-midia-o.html' title='América Latina e a “Má-Vontade” da Mídia: O Brasil e o Golpe de Estado em Honduras'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SrnkY-loAmI/AAAAAAAABvA/jCRhjh_APp8/s72-c/honduras_golpe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-4046595030451982781</id><published>2009-09-21T06:03:00.002-03:00</published><updated>2009-09-21T06:09:41.317-03:00</updated><title type='text'>Café da Manhã ou Jantar?: A cruel opção em cenas da barbárie cotidiana da Educação Básica de São Paulo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SrdCdOXdhJI/AAAAAAAABuw/GKisqatgqyM/s1600-h/pratovazio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SrdCdOXdhJI/AAAAAAAABuw/GKisqatgqyM/s320/pratovazio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383844949384856722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Pense rápido e escolha somente uma única opção em duas alternativas possíveis: Você deixaria seu filho sem café da manhã ou sem jantar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais patética ou cretina que seja a pergunta, este foi o dilema que muitos pais que tem filhos nas creches da Prefeitura de São Paulo tiveram que enfrentar na semana passada. Segundo a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Agência Folha&lt;/span&gt;, tais pais “receberam um formulário com duas opções: escolher se o filho ficará sem café da manhã ou sem jantar. O papel não podia ser levado para casa e tinha de ser respondido no local”. Motivo? Um corte em 20% da verba municipal destinada à merenda escolar de 120 mil crianças atendidas em creches paulistanas. Segundo ainda a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Agência Folha&lt;/span&gt;, a estimativa é de que 60 mil crianças, ou seja, metade dos alunos matriculados das creches terá uma refeição a menos nas creches!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta compromisso social e sobram “planilhas técnicas”. A prefeitura da cidade que tem o maior orçamento municipal do país alega que por “razões técnicas” com a mudança dos turnos dos alunos com redução de jornada (ou seja, diminuindo o tempo de 12 horas para 10 horas de permanência da criança na creche), haveria um remanejamento de refeições que possibilitaria a “economia” para os cofres públicos. Segundo o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, apurado pela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Agência Folha&lt;/span&gt;, o gasto médio mensal da prefeitura com alimentação nas creches será 20% menor, caindo de R$ 2,85 milhões para R$ 2,28 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para variar, o prefeito &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gilberto Kassab&lt;/span&gt; (DEM) como se nada tivesse acontecido (a moda pegou!), disse que não sabia e que “se foi uma decisão equivocada é evidente que sim [podemos reavaliar]. Com a maior humildade”. A explicação do secretário de Kassab é mais inusitada. Segundo Schneider, a decisão não seria economizar, mas o fato apenas decorrência das “razões técnicas”: "O gasto mensal com merenda é de R$ 36 milhões, incluindo todas as escolas. A mudança no cardápio das creches vai representar menos de R$ 600 mil de economia”. A pergunta que cabe é pertinente: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tirar alimentação básica de crianças em idade de crescimento é pura incompetência ou inteira má-fé? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundo do poço. São gestos desta natureza que percebemos a total desorientação das políticas públicas de educação básica do país. Adentrando ao inferno, já no falido sistema público de educação básica do Estado de São Paulo, a situação é o retrato sem Photoshop da terra-arrasada.  Além da total falta de segurança nos prédios escolares, é sabido que falta de tudo (a expressão já virou uma trágica desgastada redundância!): de merenda básica para os alunos à falta de número mínimo de funcionários como, por exemplo, inspetores de alunos e cozinheiros na esmagadora maioria das unidades de ensino da rede pública estadual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação da grande maioria das unidades escolares públicas é digna da podridão dos ranços dos campos de concentração de Auschwitz. Com a barbárie instalada, pergunta-se o motivo da resistência ou leniência que o Ministério Público tem em agir para poder simplesmente fechar estes prédios públicos e forçar o governo e reconstruir todo o seu sistema educacional. A gestão tucana conseguiu o feito de destroçar o que já estava ruim no sistema básico de educação. Nas mãos das irresponsáveis e nefastas políticas neoliberais, o futuro da educação básica pública é tão obscuro e desanimador quanto o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letargia e aneurisma social. Semana passada em matéria da Agência Folha, uma tecnocrata do Ministério da Educação disse que seria “mito” dos que alegam que a educação básica agora esteja “pior” do que no passado. Segundo a tecnocrata, a explicação seria que antes eram poucas as opções de educação pública e agora se atingiu a universalização do acesso, apesar da precariedade. Tal belíssima análise até poderia ganhar um retumbante Oscar pela dramaturgia dantesca se a situação fosse ficção. Todavia, a realidade é outra e alarmante, principalmente que tais declarações é oriunda de uma “policy maker” que em tese deveriam pensar na Educação como uma construção vital para qualquer país e não como meros números de uma bolorenta cesta de estatísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da Educação não deve ser tratada do ponto vista da simplificação estéril do “caráter técnico”. Tampouco com o nariz torto dos que acham se tratar de “entulho” estatal como é fixado no inconsciente da grande maioria dos burocratas e políticos. Pensar em Educação é atuar na estratégia de construção e consolidação dos pilares fundadores de qualquer país alicerçado na idéia de estado-nação. Relegar o plano educacional às cabeças ocas da acefalia burocrática é assassinar qualquer projeto de viabilidade institucional em longo prazo de qualquer nação. Quem ganha com um país estúpido povoado de analfabetos completos ou analfabetos funcionais? Numa democracia do planeta se consolidará com um exército de seres marginalizados e atirados ao relento atados miseravelmente somente com a sorte e o crucifixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inacreditável que passado praticamente toda a primeira década do século XXI e ainda encontramos escolas públicas de educação básica dignas dos lugares mais nefastos da pobreza subsaariana do continente africano. Escolas sitiadas pela marginalidade e a precariedade reinante em todas as dimensões. Corpo técnico e quadro de professores amplamente acuados e desmotivados e com salários estupidamente ridículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante frisar (sem sinais de cansaço!) aos que não entenderam ainda sobre a realidade, em especial aos “policy makes” de plantão: a Educação é feita de seres humanos para a construção humanitária de outros seres humanos. A política educacional não é linha de produção em série de insumos como aço, petróleo, concreto ou plástico. É impossível definir “critérios técnicos” como o desumano e assassino corte de verbas para alimentação de crianças. Sim, senhores “policy makes”, crianças e também adolescentes são seres humanos e quem sabe poderiam até ser um filho dos senhores. Aliás, não seriam... Na maioria dos casos, a reprodução da mediocridade é clonada: os filhos destes “policy makes” estudariam em suntuosas e estéreis escolas privadas de linha de produção mercantil para se tornarem no futuro outros “policy makes” imbecilizados ocupando as tarefas dos seus próprios pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra pergunta que cabe urgir se trata da questão “tempo”: até quando a sociedade e o Ministério Público permitirão o silencioso esfacelamento da educação básica nas escolas públicas de São Paulo? O drama é aprofundado se levar em conta que São Paulo é o estado mais rico economicamente da federação e proporciona um destroçado sistema público de educação básica. Portanto, indaga-se em qual vala-comum se encontra a educação básica das escolas públicas nos demais estados do país, em especial nas regiões centro-norte e nordeste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de feita a escolha alimentar, aos que possuam alguma lanterna nas profundezas oceânicas, acionem a luz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-4046595030451982781?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/4046595030451982781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/09/cafe-da-manha-ou-jantar-cruel-opcao-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4046595030451982781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/4046595030451982781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/09/cafe-da-manha-ou-jantar-cruel-opcao-em.html' title='Café da Manhã ou Jantar?: A cruel opção em cenas da barbárie cotidiana da Educação Básica de São Paulo'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SrdCdOXdhJI/AAAAAAAABuw/GKisqatgqyM/s72-c/pratovazio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-6142394163244304666</id><published>2009-09-16T01:40:00.002-03:00</published><updated>2009-09-16T01:52:01.996-03:00</updated><title type='text'>Bingo! (Game Over?)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SrBustpL6NI/AAAAAAAABuY/m5Ch_mGbXLo/s1600-h/bingo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 242px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SrBustpL6NI/AAAAAAAABuY/m5Ch_mGbXLo/s320/bingo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381923269153384658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Ca%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Georgia; 	panose-1:2 4 5 2 5 4 5 2 3 3; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Parecia que já estava enterrada a idéia da abertura da farra das casas de jogos de azar, popularmente conhecido no Brasil como “bingos”. Ledo engano! Os fantasmas da jogatina e dos caça-níqueis ressuscitam mais uma vez no Congresso brasileiro. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados votará nesta quinta-feira, 16/09, o possível reinício da legalização do bingo no Brasil. Mais uma vez com a surrada premissa da “promoção do emprego”, políticos com seus longos rabos presos com esquemas de máfias de jogos querem liberar a jogatina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Teatro. Para fazer mídia, sensibilizar a “opinião pública” e usando a defesa de trabalho como mote, a Força Sindical (este sindicato por sinal, sempre ao lado dos interesses de empresários e cafajestagens contra os trabalhadores) se encarregará de fazer a devida “pressão” no Congresso em nome dos trabalhadores que ficaram desempregados com o fechamento dos bingos. Esquema de manipulação semelhante ocorre com chefes do tráfico em zonas de guerra civil à brasileira (seja no Rio de Janeiro, seja &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São  Paulo&lt;/st1:personname&gt; ou mesmo Salvador) que obrigam moradores destas deletérias localidades a queimarem ônibus e carros em via públicas, fechar ruas e bradarem por “justiça social”. Tais cenas se tornaram cada vez mais comuns nas periferias dos grandes centros de exclusão socioeconômicos. Mais bizarro e surreal, impossível!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Para o relator do projeto e antigo aliado do ex-prefeito Paulo Maluf, o deputado Regis de Oliveira e membro do Partido Social Cristão (PSC) de São Paulo (por sinal, esta é uma sigla partidária que se autodefine como sendo “cristã”!) a liberação dos bingos é benéfico para o país. Segundo Oliveira, “o fechamento de bingos, cassinos e casas de jogos de azar provocou prejuízos à sociedade e ao Estado brasileiro”. Ainda seguindo a linha “evangelizadora” do deputado onde afirma que os angelicais “estabelecimentos foram obrigados a fechar”, o que "gerou a demissão de um número enorme de empregados". Como se fosse lícito gerar “empregos” sob qualquer situação. Partindo desta lógica do imediatismo eleitoreiro, até mesmo o trabalho escravo seria “louvável”!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Seguindo a linha de “raciocínio” do assecla de Maluf, Regis de Oliveira deveria propor a oficialização de todas as bocas de fumo das esquinas e guetos de todo o país. Sendo assim oficializaria o nobre emprego de milhares de “aviõezinhos”, outros milhares de “atividades”, centenas de gerentes e tantos outros nobres sentinelas do narcotráfico. Aliás, são mulheres, adolescentes e crianças neste fantástico e macabro exército de mão-de-obra ociosa servindo ao narcotráfico das mais ordinárias e distintas formas. Seguindo adiante, talvez em nome da “promoção do emprego” já oficializariam o tráfico de animais, órgãos e mulheres cuja movimentação anual pelo planeta alcança cifras bilionárias. Quanto de impostos poderia ser recolhido para o Estado através da mesma contravenção que sua força policial combate? Isto é, na surreal hipótese que eles seriam pagos pelos mafiosos donos de casas de jogatinas! É claro, como sempre nestas horas, invoca-se a necessidade de fomento do erário via criação de impostos para os três pilares desagregados e esquecidos das políticas públicas: educação, saúde e segurança pública. Que linda é a “consciência social” de nossos ilustres parlamentares!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Com a proibição das casas de bingos, como é de esperar, os deputados que devem favores eleitoreiros e financeiros aos gigolôs do jogo se esforçaram em demasia para novamente liberar a contravenção. Tanto esforço que em surdina acelerou o regime de votação do projeto do relator Oliveira. Claro, para uma parte da nobreza parlamentar, os bingos e a lavanderia de dinheiro sujo provenientes de negócios escusos são vitais para o desenvolvimento econômico na nação!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Agora, novamente o circo estará armado para aprovação do relatório e posterior oficialização da lavagem de dinheiro por via das jogatinas dos bingos, cassinos e caça-níqueis de todas as espécies de maracutaias. Parabéns, parlamentares! O crime organizado agradece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/379142389751161805-6142394163244304666?l=wfmenezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wfmenezes.blogspot.com/feeds/6142394163244304666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/09/bingo-game-over.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/6142394163244304666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/379142389751161805/posts/default/6142394163244304666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wfmenezes.blogspot.com/2009/09/bingo-game-over.html' title='Bingo! (Game Over?)'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SrBustpL6NI/AAAAAAAABuY/m5Ch_mGbXLo/s72-c/bingo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-379142389751161805.post-8112435488093607820</id><published>2009-09-07T20:19:00.003-03:00</published><updated>2009-09-07T20:30:49.110-03:00</updated><title type='text'>Obama Hamletiano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SqWXiA3Ts7I/AAAAAAAABuA/ipKLinf0aP0/s1600-h/hamlet.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 290px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SqWXiA3Ts7I/AAAAAAAABuA/ipKLinf0aP0/s320/hamlet.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378871940567249842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cenas enfadonhas da história do imperialismo. Buscando reconquistar sua popularidade em queda, o presidente dos Estados Unidos, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Barack Obama&lt;/span&gt; planeja aumentar suas tropas na ocupação do Afeganistão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da euforia do narcisismo cívico estadunidense à descrença da mesquinhez conservadora. Um dos grandes motivos que vem ofuscado a queda de popularidade de Obama nos enquetes dos institutos de pesquisas de opinião pública é o seu projeto de um novo sistema de saúde considerado muito “abrangente” por boa parte do conservadorismo estadunidense (e principalmente dos interesses e mercado de grandes grupos empresariais do ramo). Todavia, em sua vitoriosa campanha, Obama prometeu um novo modelo de saúde pública para seus compatriotas. Porém, quando se fala em repartir custos e abranger o número maior de pessoas que não podem pagar seus tratamentos de saúde, urge a insensível prepotência de setores do conservadorismo estadunidense. Daí, as críticas são inevitáveis contra o presidente da “mudança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acuado, Obama quer ir para a ofensiva. Agora se vê na obrigação de servir a dois amos. Obama planeja continuar com sua imagem de um bom mocismo pacificador com o ar robusto de um imperador de guerra. Notadamente, é impossível tal conciliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Republicano, ainda abalado com a avassaladora derrota nas urnas e perdido politicamente, acusa Obama de fazer culto à personalidade tal o seu ímpeto de “pop star” da política mundial. Como era possível de esperar, os republicanos atacam dentro do Congresso todos os projetos da Casa Branca e criam celeuma e terrorismo panfletário no jogo de cena da mídia. Sempre com a mesmice fórmula mágica da retórica conservadora dos “interesses pátrios”. Com uma política de retorno às práticas keynesianas de intervenção estatal e apesar do sucesso inicial ter conseguido freado a queda para o abismo da economia estadunidense, a situação se encontra estagnada e Obama descolando-se para fora do pedestal. Logo, a atenção se volta para o carcomido teatro da salvação de popularidade através da guerra, aliás, desta vez, estampado com o irônico termo de “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;guerra justa&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu alucinado antecessor, George W. Bush queimou uma fantástica e histórica montanha de dólares na inútil invasão e ocupação do Iraque. Apesar do fracasso retumbante tal como foi no Vietnã, Bush inicialmente conquistou grande adesão de carisma e popularidade a favor do belicismo “patriótico” estadunidense. Importante sempre ressaltar a índole imperialista dos Estados Unidos como forma de 
